Saturday, February 19, 2005

Tristes amarras

"Nada é fixo para aquele que alternadamente pensa e sonha..."
Essas tristes amarras que nos impedem de avançar e atingir nossos objetivos. Elas são tênues ou gritantes, clamam por resolução, dissolução. Namoros, beijos, encontros, casamentos, trabalho. Tudo, sem exceção, pode fazer parte constituinte dessas amarras.
Grades, cordas e correntes. Peso, enfermidades, tristeza profunda e melancolia. Estados da alma que refletem nosso desejo de libertação, de conquista de um sonho. Sonho e ilusão, convivência pacífica no mundo da imagem e do ideal. Porém, desilusão e realidade, relação explosiva no mundo da linguagem e do capital.
Gordos, magros, fenícios ou brasileiros. Todos sofrem e sonham e pensam em atingir objetivos, ultrapassar obstáculos e realizar um antigo sonho. Transmitido na voz daqueles que nos contam nossas histórias, que relatam nossa viagem. O outro através do qual existimos. Construção de caminhos singulares através da interpretação e tradução de vozes incessantes que nos dizem de nós mesmos. "Permanente retificação".
Encontro de opostos, antagonismos conversam e lado a lado estabelecem formas de pensar e sonhar. Desconstrução de paredes, edifícios e arquipélagos de pensamentos e imaginação. Criação solta e descontínua de um olhar, abstrato, perdido, corrompido pelas tradições e contradições da cultura.
Permanente mudança. Contradição semântica de uma vida baseada em sonhos e perdas. Tristes amarras que nos seguram e impedem que sigamos a corrente do rio. Soltemo-nos! Permitamos viver a intensidade do rio, de suas quedas e marasmos, da insegurança e da incerteza, da força e da vitalidade.
Amarrarás, amarras, amarás, amara, amor.

1 comment:

Anonymous said...

pensei em nós
nós e amarras
Tipos de nós.