Tuesday, April 05, 2005

No limite da razão

Falo desses acontecimentos que não conseguimos explicar.
De uma maneira de no mundo estar. Conectado e despojado.
De um lance de olhar. Uma presença de espírito e captação.
De sentidos e aberturas de discurso, de fala.
De inspiração momentânea e passageira.
Um leve rasteira, um tropeço no mundo das palavras.
Sentimentos aprisionados, esperanças indeterminadas.
Palavras, palavras e palavras.
Sentido em si mesmas, dirigidas a um propósito.
Propaganda, propagar, progredir, proferir, procurar.
Busca incerta por um equilíbrio no fio da vida.
Caminhar sozinho na beirada da falta, compondo um quadro.
Escrevendo um livro ou uma canção.
Letras de um perdido amoroso, de um completo alienado.
Encontro entre almas, diálogo de inconscientes.
Corpos suados, cansados. Respiração calma e profunda.
Paz de espírito e espírito de causa. E efeito.
Ação e reação. Tristeza e alegria andam juntas.
No limite da razão.

1 comment:

Anonymous said...

Ala
Ala..lá!
Aonde não vemos sentido algum,
razão descabida
sentimento atropelado,
degolado pelo sentido racional:
Humano.
Pa, pal, pala, palavra
arva, arval, arvala, arvalap
quase nunca os maiores desejos
quase nunca razão
sentimento é expressão,
brota da alma,
a verdade que a ciência não explica, especula!