Por aí vou andando
perambulando pelas ruas
adivinhando pensamentos e
intenções, vindas do céu
dos corpos em chamas
das vidas desperdiçadas
das cabeças desregradas
dos peitos dilacerados
das almas perturbadas
de um mundo refletido
Entre as luzes se esconde
a escuridão do real
inegável alienação
de si
do outro
do mundo
Do outro mundo
do outro lado do muro
presente em um olhar
desapercebido de alguém
encontrou seu outro lado
refletido ao contrário
ao inverso
ao avesso
De ponta cabeça
perdidas no ar
as luzes de um outro lar
Luzes que irrompem
verde adentro
azul acima
marrom abaixo
e todas as outras cores
brilham umas
outras mais intensas
Luzes vindas das estrelas
piscam sem parar
rarefeitas pela distância
pelo tempoespaço
Viajando por aí
observando o mundo
a mim e ao outro
perseguindo luzes
de um alvorecer inesquecível
Pouco a pouco
as estrelas somem
os raios se alastram
ocupando o tempoespaço
desfazendo e fazendo
fazendo e refazendo
virando e revirando
Numa elipse pisou
lembrado como um breve balanço
equilibrado num sistema
Friday, May 13, 2005
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