é bem verdade que todo estabelecimento que lida com comida tem um problema com as bestas que vivem das sobras e dos restos. não é diferente lá no restaurante. toda noite tenho de armar três ratoeiras no estoque da casa para aniquilar com a raça de camundongos que rasga e devora as compras. toda noite coloco um pedaço de queijo, muito bem servido, é claro, nas armadilhas, que escondo pelos cantos do lugar.
ontem, por exemplo, dei de cara com um estrangulado numa ratoeira das antigas. uma barata se divertia em seu fucinho esmagado. antes de verificar as outras, chutei-as. o que, rapidamente, despertou os outros roedores das tocas disfarçadas. estava de luvas de borracha e desarmei-as antes de colocar o queijo. tudo pronto. posso ir embora.
o cheiro me enjoa e respiro com dificuldade. desço do buraco. como um rato, procuro minha armadilha e me mato mais um pouco. caminho até a carona. o queijo está na ratoeira. e a pulga atrás da orelha.
Friday, January 27, 2006
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
No comments:
Post a Comment