Saturday, January 28, 2006

cuspindo sangue

alguma vez na vida, um sujeito cospe sangue. seja por conta de um murro na boca, seja por uma infecção qualquer, ou ainda por um dente estragado. a verdade é que, de qualquer jeito, quando se cospe sangue, percebe-se a cor da vida que corre dentro de nós e nota-se a fragilidade de nossa existência. cuspindo sangue e respirando um ar rarefeito, persigo destinos e objetivos antes alheios. sigo, continuo, persisto e insisto. murro na cara, de cara na parede, na porta do armário. sangue na boca, jato no chão. dor de estômago, respiro no salão. perco, ganho. cuspindo sangue, sigo caminhando.

1 comment:

Anna said...

.vittorio.