sem dúvida, nada é eterno em nossa curta passagem pela terra. o mundo se estende, se encurta, com tecnologias e meios de comunicação, ligando-nos uns aos outros em distâncias incríveis. percorremos nosso caminho, buscamos auto realização e reconhecimento de nossas atitudes, nossos valores.
quanto tempo temos? não sabemos. escolhemos, decidimos por nossas vidas e a dos outros. quando nos mexemos, movemos o mundo, os olhares, os gestos, o desejo.
quanto tempo nos resta? andamos ao léu, buscando realizar objetivos, atingir metas e destinos os mais diversos.
quanto tempo nos é dado? cada passo, cada entrada e saída, cada viela, cada rua e avenida. estradas perdidas em lembranças e sonhos. abertura e fechamento de ciclos, círculos, circularidade temporal.
quanto tempo? quanto damos, quanto recebemos? relação econômica entre sujeitos de desejo e falta. sentimetos de angústia e desespero.
tempo de perceber, de sentir, o momento, o instante da decisão primeira, da primeira escolha. o segundo do olhar e do desejo de entrar e construir novas realidades, novos mundos.
admirável mundo novo. abre-se diante de nós, em telas e monitores de cristal líquido.
movemo-nos, distantes, distanciados, dicotomizados de nosso ser terrestre. flutuamos, insones, insólitos, na atmosfera, na estratosfera de nosso umbigo.
traçamos linhas e pontos, volumes e circunstâncias. somos em falta, na precipitação do desejo de movermos um milímetro de nossa vida primária.
estrutura e mosaico primordial. temas de um sujeito entregue ao vento e ao sol, à lua e à chuva.
Wednesday, February 22, 2006
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1 comment:
Delirando escrevo para o amigo Vittorio, o verdadeiro poeta da existencialidade nada perdida...
E congratulo o amigo que, valente, não tira o corpo da reta do caminhão chamado vida que nos atropela a cada segundo.
Abraços soudosos,
Claudinho.
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