escrever é mais que um prazer e muito menos que uma obrigação. minha vida se faz em gestos e palavras que descrevem meu percurso por essa terra infinita, de infinitos trilhos, incontáveis passagens e trilhas. escrever é uma necesidade, uma pulsação que me chama, clama por alguém, um outro que existe em mim, um interlocutor, um zé ninguém que responde pelo nome que me deram. coisas e mais coisas para se escrever, para delinear, em tempo e espaço, em lugares e corpos, em olhares e beijos. uma situação, um engano, algo atravessado na garganta, que me impede de respirar, de enxergar. coisas oblíquas, coisas definidas, ilimitadas, irrestritas, mal amparadas em desafios linguísticos.
escrever coisas, sobre coisas, coisas que se escrevem, que pedem escritas, letras e coisas. coisas de letras, de perdas. escrever se impõe, como atalho ao caminho da vida. coisas se escrevem. escrevo sobre coisas, perdidas e solitárias. experiências e consequências. atenção, responsabilidade, paciência, dever e definições.
coisas, coisas e coisas para se escrever. coisas para se perder. coisas para se ver. coisas e coisas, mais coisas e coisas para ler, para soletrar, para entender, compreender e responder a.
escrever, perder, responder, anotar, lembrar, recordar, rememorar, reaparecer. coisas, coisas e mais coisas. coisas menos coisas, coisas vezes coisas.
escrever coisas. coisas para escrever. pedidos, escritos, escrituras, escrivão, escriturário.
de hoje, ontem e amanhã. coisas que não acabam. coisas que morrem, outras que nascem, resplandecem, iluminam e enaltecem.
escrever coisas, conquistar coisas e sublinhar outras tantas coisas que persistem como coisas. nesse mundo, nessa vida, nesse tempo espaço de hoje. me perco em coisas, coisas de papel, de cerâmica, madeira e mármore. pedras de coisas, cimentos de coisas. tantas coisas....
Saturday, March 25, 2006
Saturday, March 18, 2006
nada mais
uma coisa é certa nesse mundo cão, estamos todos fadados ao fracasso da velhice e ao fardo da morte. desejamos e sonhamos com muita coisa que nos encanta e nos fascina, mas estamos atolados no caldo mórbido da falta e da reparação.
(re)parando os erros, as falhas, os desfalques, os contratempos, percebo a dinâmica e a transferência de responsabilidades e obrigações esquecidas.
perder-se no tempo e no espaço, esconder-se nos interstícios do corpo e da alma, atingir pontos e linhas de um encontro entre um ser e outro.
nada mais.
(re)parando os erros, as falhas, os desfalques, os contratempos, percebo a dinâmica e a transferência de responsabilidades e obrigações esquecidas.
perder-se no tempo e no espaço, esconder-se nos interstícios do corpo e da alma, atingir pontos e linhas de um encontro entre um ser e outro.
nada mais.
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