talvez esse tema seja algo recorrente que teima em voltar a essas páginas virtuais. talvez ele grite por si mesmo dentro de meu peito. ou ainda tenha voz própria e queira se fazer escutar, por mim e pelos outros que acessam esse domínio.
pois encontrar sentido para a vida não é tarefa que se resuma em um parágrafo, ou numa página, tampouco numa tela de computador. é algo para se conversar, filosofar que seja. é um tema que perdura e nos atravessa. como um ditado ou dito popular, que guarda em si um sentido a-histórico. dar um sentido para a vida é muito mais que encontrar a profissão ou o trabalho que nos completa. é muito mais que dizer "encontrei meu amor", "a parte que me complementa".
a vida, sem dúvida, guarda em si um sentido que nos escapa, que se extravia. portanto, cabe a cada um dar um sentido a isso. percorrendo estradas e arranhando os céus. contornando montanhas e as escalando. trazendo para si a responsabilidade de responder enquanto sujeito de direito e de desejo.
um sentido para a vida é, talvez, chama-la pelo nome, ou, melhor, por seu avesso.
um sentido para a morte é, assim, a chama que arde em nosso peito e nos eleva ao posto de cidadãos, incluídos e excluídos de pequenos sistemas linguísticos e simbólicos.
morte e vida, sentido duplo de nossa existência. vida e morte, diálogo eterno da palavra e do gesto, do amor e do ódio que nos habita e nos revela o sentido para a vida.
Sunday, April 30, 2006
Saturday, April 22, 2006
padrões de repetição
sabe-se há muito da importância da comunicação para a vida cotidiana, sua influência sobre nossos conceitos e valores nos é tão arraigada que nem percebemos sua força em nossas mentes. é isso: somos guiados por pensamentos e imagens que nos antecedem e nos encostam na parede da existência enquanto rezamos e nos punimos pelos pecados imputados pela ordem religiosa de nossa sociedade.
culpa, erro, medo, sofrimento e desalento. sentimentos e estados da alma de um ser fragmentado em pequenas parcelas à prestação. pagamos com juros os dividendos de uma cobrança ancestral conosco mesmos. somos irremediavelmente enfermos de um mal, ou seria uma doença? social.
escutamos e respondemos aos ataques de um senhor pastoral e cúmplice de nossas quimeras e nossos devaneios solitários.
tentamos, em vão, nos comunicar e tornar comum sentimentos e pensamentos que nos convém afirmar que são únicos e verdadeiros diante da regra geral de verbos e substantivos espalhados pelo ar.
soltamos peidos e arrotos de uma língua perdida em hiatos e silêncios. conjugamos palavras e nomes em busca de entendimento mútuo e respeito à diferença. será isso mesmo??
falamos, escutamos, interpretamos e respondemos ao que nos é dito. tons e semitons. vozes e sílabas balançam ao roçar dos pulmões nas costelas de um ser esquecido.
procuramos fazer comum e nos confundimos, nos perdemos em mensagens entrecortadas, em espaços distilados e tempos recortados.
presente, passado e futuro coexistem na palavra e na vã tentativa de tornar nossas imagens filme de uma história que pode e deve ser contada aos demais.
nos perdemos em justificativas e palavras demasiadamente pesadas e sem sentido.
o gesto e a ação correspondem ao inverso do verbo substanciado em pensamento e imagem.
culpa, erro, medo, sofrimento e desalento. sentimentos e estados da alma de um ser fragmentado em pequenas parcelas à prestação. pagamos com juros os dividendos de uma cobrança ancestral conosco mesmos. somos irremediavelmente enfermos de um mal, ou seria uma doença? social.
escutamos e respondemos aos ataques de um senhor pastoral e cúmplice de nossas quimeras e nossos devaneios solitários.
tentamos, em vão, nos comunicar e tornar comum sentimentos e pensamentos que nos convém afirmar que são únicos e verdadeiros diante da regra geral de verbos e substantivos espalhados pelo ar.
soltamos peidos e arrotos de uma língua perdida em hiatos e silêncios. conjugamos palavras e nomes em busca de entendimento mútuo e respeito à diferença. será isso mesmo??
falamos, escutamos, interpretamos e respondemos ao que nos é dito. tons e semitons. vozes e sílabas balançam ao roçar dos pulmões nas costelas de um ser esquecido.
procuramos fazer comum e nos confundimos, nos perdemos em mensagens entrecortadas, em espaços distilados e tempos recortados.
presente, passado e futuro coexistem na palavra e na vã tentativa de tornar nossas imagens filme de uma história que pode e deve ser contada aos demais.
nos perdemos em justificativas e palavras demasiadamente pesadas e sem sentido.
o gesto e a ação correspondem ao inverso do verbo substanciado em pensamento e imagem.
Friday, April 07, 2006
ser e estar
apenas duas palavras, dois verbos, suas existências na gramática e na pragmática da vida nos impelem ao desconhecido, à lacuna entre nós e os outros, entre o familiar e o estrangeiro, quando percebemos a diferença e construímos essa barreira chamada recalque, eridimos muito mais que um mecanismo de defesa, damos ensejo à precipitação do ser e sua relaçao com o transbordamento do desejo e a falta inexorável que reside na angústia.
apenas duas palavras, dois nomes, cujas representações simbolizam a própria história do sujeito, que encontrou na linguagem sua forma de expressão anímica e pulsional, criando redes de significados e significantes, veiculando sua presença com a ausência de sentido ulterior à palavra recuperada para dar corpo à existência do estar.
ser e estar, perambular entre um espaço e outro, entre tempos e campos do saber, do conhecimento e da sabedoria, pulsar entre verbos da mesma classe, que conjugam e auxiliam outros verbos e reverberam em nossa compreensão do mundo e do outro que constitui a linguagem, a alteridade.
sejamos, portanto, em lugares e tempos distintos daqueles que sempre estivemos e fomos, deixemos partir a metáfora livre de sentido pré concebido e fantasias transvestidas em alegorias e histórias de vida, as quais delineam boa parte da população.
sejamos únicos, estejamos atentos, antenas e satélites de comunicação entre frequências e dispositivos de tráfego interneuronal.
potencial de ação, criatividade, inteligência, entusiasmo, complexos linguísticos do ser e estar em sintonia com a frequência que nos constitui em sujeitos simbólicos.
apenas duas palavras, dois nomes, cujas representações simbolizam a própria história do sujeito, que encontrou na linguagem sua forma de expressão anímica e pulsional, criando redes de significados e significantes, veiculando sua presença com a ausência de sentido ulterior à palavra recuperada para dar corpo à existência do estar.
ser e estar, perambular entre um espaço e outro, entre tempos e campos do saber, do conhecimento e da sabedoria, pulsar entre verbos da mesma classe, que conjugam e auxiliam outros verbos e reverberam em nossa compreensão do mundo e do outro que constitui a linguagem, a alteridade.
sejamos, portanto, em lugares e tempos distintos daqueles que sempre estivemos e fomos, deixemos partir a metáfora livre de sentido pré concebido e fantasias transvestidas em alegorias e histórias de vida, as quais delineam boa parte da população.
sejamos únicos, estejamos atentos, antenas e satélites de comunicação entre frequências e dispositivos de tráfego interneuronal.
potencial de ação, criatividade, inteligência, entusiasmo, complexos linguísticos do ser e estar em sintonia com a frequência que nos constitui em sujeitos simbólicos.
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