Friday, April 07, 2006

ser e estar

apenas duas palavras, dois verbos, suas existências na gramática e na pragmática da vida nos impelem ao desconhecido, à lacuna entre nós e os outros, entre o familiar e o estrangeiro, quando percebemos a diferença e construímos essa barreira chamada recalque, eridimos muito mais que um mecanismo de defesa, damos ensejo à precipitação do ser e sua relaçao com o transbordamento do desejo e a falta inexorável que reside na angústia.
apenas duas palavras, dois nomes, cujas representações simbolizam a própria história do sujeito, que encontrou na linguagem sua forma de expressão anímica e pulsional, criando redes de significados e significantes, veiculando sua presença com a ausência de sentido ulterior à palavra recuperada para dar corpo à existência do estar.
ser e estar, perambular entre um espaço e outro, entre tempos e campos do saber, do conhecimento e da sabedoria, pulsar entre verbos da mesma classe, que conjugam e auxiliam outros verbos e reverberam em nossa compreensão do mundo e do outro que constitui a linguagem, a alteridade.
sejamos, portanto, em lugares e tempos distintos daqueles que sempre estivemos e fomos, deixemos partir a metáfora livre de sentido pré concebido e fantasias transvestidas em alegorias e histórias de vida, as quais delineam boa parte da população.
sejamos únicos, estejamos atentos, antenas e satélites de comunicação entre frequências e dispositivos de tráfego interneuronal.
potencial de ação, criatividade, inteligência, entusiasmo, complexos linguísticos do ser e estar em sintonia com a frequência que nos constitui em sujeitos simbólicos.

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