talvez esse tema seja algo recorrente que teima em voltar a essas páginas virtuais. talvez ele grite por si mesmo dentro de meu peito. ou ainda tenha voz própria e queira se fazer escutar, por mim e pelos outros que acessam esse domínio.
pois encontrar sentido para a vida não é tarefa que se resuma em um parágrafo, ou numa página, tampouco numa tela de computador. é algo para se conversar, filosofar que seja. é um tema que perdura e nos atravessa. como um ditado ou dito popular, que guarda em si um sentido a-histórico. dar um sentido para a vida é muito mais que encontrar a profissão ou o trabalho que nos completa. é muito mais que dizer "encontrei meu amor", "a parte que me complementa".
a vida, sem dúvida, guarda em si um sentido que nos escapa, que se extravia. portanto, cabe a cada um dar um sentido a isso. percorrendo estradas e arranhando os céus. contornando montanhas e as escalando. trazendo para si a responsabilidade de responder enquanto sujeito de direito e de desejo.
um sentido para a vida é, talvez, chama-la pelo nome, ou, melhor, por seu avesso.
um sentido para a morte é, assim, a chama que arde em nosso peito e nos eleva ao posto de cidadãos, incluídos e excluídos de pequenos sistemas linguísticos e simbólicos.
morte e vida, sentido duplo de nossa existência. vida e morte, diálogo eterno da palavra e do gesto, do amor e do ódio que nos habita e nos revela o sentido para a vida.
Sunday, April 30, 2006
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