após um mês distante dessa tela, desse espaço, revisito-me, permito-me escrever sobre sentimentos e os efeitos de minhas escolhas. ter mergulhado nessa viagem, escolhido navegar a sós com o mar as venturas e desventuras da vida adulta, está me custando a sanidade do corpo e da alma. definho lentamente num processo de adaptação desconhecido. tudo é novo e também muito difícil de manter, por isso preciso ser disciplinado, manter o passo largo chegando sempre na frente da demanda, do que o mundo me pede. que urgência é essa que grita dentro de mim? por que sinto essa necessidade de desvencilhar-me? ter lido a mensagem dela, suas palavras, seus sentimentos tão bem expressos, tão claramente colocada, sinto não ser capaz de manter-me ao seu lado. como é possível? por que digo isso? não sei bem ao certo... tampouco o que me aflige é algo que sou capaz de enxergar. percebo muito pouco de minha realidade. sou um astronauta, voando, navegando um espaço sem lei, o universo plural. o caminho traçado, as pedras perdidas, jogadas ao ar, no leito do rio. as memórias que cristalizam, a necessidade de manter vínculos e imagens próximos de mim. o começo de um tempo outro, diferenciado, nunca antes experimentado. jogo-me no asilo dos loucos, diariamente, percorro as almas, não consigo escrever, tão pouco produzir aquilo que considero o melhor do ser humano, palavras chave. não vejo portas a serem abertas, nem janelas para me apoiar e observar os pequenos fragmentos da realidade. sou assumidamente fracassado, como em partículas elementares, destinado ao fracasso.
resisto, e respiro, a paciência é a virtude dos sábios. aguardo, preciso aguardar, esperar, observar e aproveitar o melhor momento para concretizar meus sonhos. metas e objetivos, conquistas e resultados, cobrança e expectativas. sou eu agora, perdido nesse imenso oceano de possibilidades...
Saturday, January 20, 2007
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