Sunday, January 21, 2007

o que?...

recomeço. repensar. refletir. revigorar. tento, através das palavras, falhas, sublimes, ausentes, reviver, reacender o que sobrou de mim. eu? o que sou? quem sou? onde sou? com quem sou? sou com ninguém? sem ninguém? quem está comigo? estarei comigo? quantas perguntas sem resposta. não quero, não vejo, não escuto, nem sinto. as percepções, sensações traduzidas, perdidas em sentidos de uma prosa vencida. na avenida, nas estradas da vida. caminhos tortos, percursos sinuosos, sinuosidades, perplexidades. o que será que está acontecendo? não sei. não sei o que acontece. vivo o dia a dia. deixo passar o tempo. seguro-me na cadeira. sento na varanda e observo as nuvens que viajam ao sabor do vento. o peito está preso, travado, não executa seu movimento, não obedece às ordens da mente, do estômago. pra onde vou?
romper com você, cada vez mais se mostra ter rompido comigo mesmo, com a realidade que me emoldura, que me dá linha, quadro, margem, fronteira. diluídas, escorregadias, voláteis. sentimentos de ciúme e insegurança, raiva e solidão. pois escolhi esse caminho. escolhi viver exatamente isso. mesmo sem saber, sem imaginar o que chegava, o que se mostrava, pulei, pulei, com os olhos entreabertos, com o peito aberto, sendo sincero com o medo, a adrenalina.
cores, vibrações, deslizes, escorregões. as rodas deslizam, insinuam na estrada uma força. algo perdido, que não controlo, que não aproveito.
queria estar bem, com um mínimo de paz e tranquilidade para enfrentar o cotidiano. mas tudo parece ser mais forte que eu, tudo parece uma grande massa de ar e água que vem ao meu encontro e me tiro o eixo.
lembrar, relembrar, resistir. penso em você todo dia. sei que te perdi, não quero forçar.
sinto tua falta, teu corpo, teu olhar. não quero te magoar, tampouco te fazer sofrer.
mas sou errado e não consigo viver. você, meu porto, minha terra, meu jardim, que me guarda.
você, que me constitui, que me isola do mundo, que me faz único e especial.
sem você a vida parece sem graça, o caminho sem cor, o vento sem dor.
tudo dói aqui dentro, e lá fora é tudo grandioso, eloquente, consequente de uma ação.
não te esqueço, não quero esquecer. deixo em repouso, suspendo a alma, o corpo.
respiro devagar. sinto os efeitos tardios, a arrebentação que me acorda de um sono profundo.
não sei se dormi, se sonhei. as noites são como assaltos, pesados, repletos de imagens, de perguntas, de falhas.
onde estarás? o que fazes? onde está tua cor? teu cheiro? teu sabor?
a comida, nem se fala. o que precisa, a necessidade é o limite. não invento, nem tento.
deixo passar.
é... a vida.... não sei o que dizer... que sinto... que sofro... que vivo... sem você, aqui estou...
partido...enclausurado na fina bolha que me protege da morte... não sintas por mim, não se culpe, nem se sinta idiota... você é perfeita... sincera e clara, decidida e forte... saberás, melhor que eu, superar, vencer e crescer com tudo isso... já eu....

1 comment:

Anonymous said...

Pessoas e tempos perdidos
Olhares distantes...
Murmúrios de amor,
corpos rompendo o silêncio da noite encoberta pelo véu do desejo.
Onde esta você, suas idéias mágicas, sonhos e ambições?
Sente-se perdido nos caminhos da vida e persiste em emaranhar o que é cristalino!
Viva o hoje, sonhe o amanhã e compartilhemos o passado como o alimento que nos sustenta no final do dia.