<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570</id><updated>2011-11-30T09:17:30.339-09:00</updated><category term='solitude'/><category term='music'/><category term='short story'/><category term='love'/><title type='text'>TALES &amp; POETRY</title><subtitle type='html'>Escaping from traditional rules on short tales and poetry, leaded by automatic writing and impressionist interpretation of reality, I'm looking for a space to discuss contemporary litterature and analyse our way of life in the modern world.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>108</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-3384786335923973295</id><published>2010-11-10T18:32:00.000-09:00</published><updated>2010-11-10T18:32:37.778-09:00</updated><title type='text'>O Pulo do Gato</title><content type='html'>Certamente todo mundo já ouviu essa expressão inúmeras vezes e em diversas situações. "O pulo do gato" pode se referir a infinitas situações, desde as mais simples às mais complexas. Porém, seu significado permanece inalterado. Sua abrangência é tão vasta por uma razão bem simples: o pulo do gato é algo que nos mesmeriza a atenção; é algo que nos captura por um breve instante como se eterno fosse; é um segundo que se transforma numa vida inteira.&lt;br /&gt;Trago essa expressão à tona na tentativa de esclarecer alguns pontos de minha própria existência, cujos efeitos ou resultados considero conseqüências de sua ação concreta e imediata. &lt;br /&gt;Todos, sem dúvida, podemos remeter alguns momentos ou certas situações de vida à ação do "pulo do gato": seja uma proposta de trabalho; um encontro inesperado com alguém; uma idéia repentina que toma conta de nossas mentes; ou, ainda, um lampejo de certeza e segurança infinitas que assombram até mesmo o mais crédulo dos sujeitos.&lt;br /&gt;"O pulo do gato" acontece em nossas vidas à medida que nos arriscamos: quanto mais atravessamos a barreira do conforto, quão distante nos movemos em relação à norma ele se faz presente. Contudo, pode "o pulo" ser fruto de um esforço contínuo e regrado numa mesma direção, no seguimento inquestionável da regra, da norma que nos absorve no espectro do mundo. &lt;br /&gt;No meu caso, no entanto, "o pulo" se deu pelas constantes e drásticas mudanças de atmosfera, de ambiente, de línguas e culturas às quais me submeti. De uma forma ou de outra, minha vida é repleta de "pulos", "saltos", "viradas de mesa" as quais muitos descriminariam ou experimentariam pavor. &lt;br /&gt;Este sentimento de pavor, de medo, que imobiliza a maioria, para mim sempre serviu como força motriz ou propulsora de mudanças. &lt;br /&gt;Mudanças que exigiram de mim grande capacidade de adaptação e flexibilidade para lidar com pressões atmosféricas distintas, com ambientes inóspitos, com línguas e culturais exóticas. &lt;br /&gt;Contudo, percebo que o "pulo" se apresenta conforme e à medida que me coloco no mundo, que me relaciono com as pessoas e comigo mesmo, com meus interesses e desafios internos. &lt;br /&gt;Pergunto-me: quais seriam os desafios, hoje, em minha vida? Estabilidade? Um emprego para a vida? Casamento? Uma nova profissão?&lt;br /&gt;Certamente, perguntas não faltarão e nunca cessarão de existir. Talvez sejam elas mesmas que me movem, que me impulsionam no fluxo da vida, da minha vida. Espírito inquieto, atravessado no meio de existências. Assim eu sou.&lt;br /&gt;De "pulo" em "pulo" vou procurando respostas para minhas perguntas. Caminho, assim como todo mundo, uma trilha de perguntas, questões infinitas e inalcançáveis. Insidiosas perguntas que não calam, nem mesmo à beira do precipício. Pulo. Não sei onde vou aterrisar. Esse é o verdadeiro salto: quando não se sabe onde vai pousar. Todos os outros saltos - os que estamos acostumados, os que não provocam medo, os que não nos fazem hesitar por um instante, os que não causam mal-estar - são apenas passos.&lt;br /&gt;Alguns nasceram para caminhar, outros para saltar.&lt;br /&gt;O salto é fundamental para o crescimento individual, para a auto-realização, para encontrar uma resposta para as questões inexoráveis da vida.&lt;br /&gt;"O pulo do gato" é o equilíbrio entre o cair e o voar, entre o permanecer e o mudar. É no infinitivo. É no&amp;nbsp;presente. É no lugar. &lt;br /&gt;Vamos pular? Ou você prefere caminhar?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-3384786335923973295?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/3384786335923973295/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=3384786335923973295' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/3384786335923973295'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/3384786335923973295'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2010/11/o-pulo-do-gato.html' title='O Pulo do Gato'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-7920851052853383370</id><published>2010-07-29T20:33:00.000-08:00</published><updated>2010-07-29T20:33:12.774-08:00</updated><title type='text'>Toque de mãe</title><content type='html'>Quando cirança era muito curioso e perguntava tudo para minha mãe:&lt;br /&gt;- Por que as pessoas morrem? Ao que respondia de seus anos de magistério e consequente ceticismo:&lt;br /&gt;- Para que outras possam nascer, meu filho. &lt;br /&gt;- Por que umas pessoas vivem mais do que outras?&lt;br /&gt;- Depende de como conduzem suas vidas... no entanto, mesmo o mais precavido não pode escapar de uma bala perdida!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre tantos assuntos que me despertavam a curiosidade, além da morte, era sua antítese: o nascimento. &lt;br /&gt;- Como as pessoas nascem?&lt;br /&gt;- A mulher&amp;nbsp;dá&amp;nbsp;à luz&amp;nbsp;uma criança concebida de uma relação matrimonial. Respondeu precisa e até mesmo imemorial.&lt;br /&gt;- Mas, mãe, como que EU nasci?&lt;br /&gt;- Ora, você nasceu de seu pai e de mim! Conclamou vitoriosa sobre seu argumento. - Precisamente quatro anos e meio depois de seu irmão. Acrescentou sarcástica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;As pessoas morrem para que outras possam nascer. Quando morrem escolhem o fim, o sem sentido, a solidão da entrega sublime. Quando nascem escolhem o início, o caótico, a entrega solitária ao sublime.&lt;br /&gt;Se nascem todas essas pessoas do consentimento entre um matrimônio, eu não estou tão certo. Porém, vê-se com justiça o olhar que justifica tantas mortes. Para um planeta com graves problemas de povoamento, megalópoles intercontinentais, onde os filamentos do conhecimento se destilarão pelos veios dos rios, na inconstância dos ventos, nos tremores de terra, nas erupções vulcânicas; possam repercutir mudanças fundamentais nas relações humanas.&lt;br /&gt;O que dizer então de um pequeno descuido que pode tirar sua vida e a dos outros? Muito pouco, senão nada a dizer.&lt;br /&gt;Digo, portanto, de uma esperança que brota com cada partida, cada flor, estrela que surge daquela explosão final de vida. Diante de cada pipocar celestial, uma página é virada e a história se faz. Tudo se concretiza em vida e não se preocupe com os supostos "louros" nos céus, pois dizem, pelo menos os espiritualistas, que no céu é igual à terra, a única diferença é que não tem dinheiro, tudo se trata de pontos que se ganham e que se perdem naquela correnteza infinita cuja essência nos nutre o espírito e o desejo de escrever nossa própria história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-7920851052853383370?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/7920851052853383370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=7920851052853383370' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7920851052853383370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7920851052853383370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2010/07/toque-de-mae.html' title='Toque de mãe'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8826956160149788579</id><published>2009-10-08T12:17:00.000-08:00</published><updated>2009-10-08T12:17:42.205-08:00</updated><title type='text'>SEIS E MEIA DA MANHÃ</title><content type='html'>Seis e meia da manhã, o despertador acaba de me acordar. Preciso tomar banho, fazer a barba, me vestir e sair para o trabalho. Será que dá tempo de tomar um café? comprar um pão na padaria? Acho que não. Vou parar perto do escritório e envolir qualquer coisa. &lt;br /&gt;O trabalho ocupa a maior parte de meus dias. Do despertar até deitar-me novamente na cama são exatamente 14 horas de trabalho diário. Não me queixo. O trabalho me mantém vivo, me dá o sentimento de estar produzindo alguma coisa. &lt;br /&gt;Os processos não param de chegar. Acumulam na minha mesa, uns em cima dos outros. Quando bate certo desespero corro para a bodega aqui perto e compro uma garrafa de vinho que acabo durante o almoço. Graças ao patrão descolamos uma máquina profissional de café espresso para o escritório. Viro três doses caprichadas para acordar depois do tinto redondo e macio. Um cigarro pra provar que sou humano. Prometo que será o último.&lt;br /&gt;Sinto-me alegre e bem disposto. A rotina é a mesma. Acho que todos sabem dela. Desconfio de todos, do ascensorista que sorri discretamente, da secretária que me entrega outro envelope ainda no elevador, dos parceiros que cochicham entre si.&lt;br /&gt;Há muita concorrência no meu ramo de negócios. A indústria do petróleo cresceu absurdamente e as empresas internacionais, as multinacionais, lutam por acordos de exploração e processamento do ouro negro. Tenho certeza que todos no escritório travam lutas silenciosas para fechar os gordos contratos. Mas, pra infelicidade de todos, a maioria cai em minhas mãos.&lt;br /&gt;Não conheço muito bem a razão, mas o patrão faz questão de me entregar alguns, dizendo o seguinte: "presta atenção nesse nome! Esse cara é a bola da vez! Faz parecer que ele errou no relatório e dá o aval favorável à empreiteira. Só esse aí vai te render um novo closet pros seus terninhos de marca"! E sai com uma gargalhada fina e seca. (...)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8826956160149788579?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8826956160149788579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8826956160149788579' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8826956160149788579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8826956160149788579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2009/10/seis-e-meia-da-manha.html' title='SEIS E MEIA DA MANHÃ'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-1554041675904995370</id><published>2008-11-02T09:06:00.002-09:00</published><updated>2008-11-02T09:15:26.558-09:00</updated><title type='text'>Facts and Memories</title><content type='html'>One day you think you were born to do something. Everything spins around that single moment. Clouds, sunlight, wind, smoke and thoughts... All seems to be poiting at the same spot: your destiny, your way through life, your history.&lt;br /&gt;You look at yourself in the mirror, just woke up and still have to shave. You're already late and that wonder of destiny and fate goes away.&lt;br /&gt;The phone is ringing. is the boss asking if you're coming to work or not. Seriously? The memories vanishes through the narow alleyways. Step by step, going in the same direction everyday, but seeing otherwise, looking to the world in a different perspective. Who are you, anyways?&lt;br /&gt;My body claims merci and same moment of joy and restness. Is that possible? Perhaps... I should ask the boss...&lt;br /&gt;My mind stays away, far away... not thinking... just wondering... what's fact, what's memory?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-1554041675904995370?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/1554041675904995370/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=1554041675904995370' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/1554041675904995370'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/1554041675904995370'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/11/facts-and-memories.html' title='Facts and Memories'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-5587189783047129274</id><published>2008-08-30T15:48:00.002-08:00</published><updated>2008-08-30T15:55:15.627-08:00</updated><title type='text'>A day in the life of...</title><content type='html'>How many things we have to cope with in this life...&lt;br /&gt;I really don't know how to begin, or finish this thoughts...&lt;br /&gt;I can only try to say exactly what I think and feel.&lt;br /&gt;Most of the people is extremely stupid and they don't know what they're doing with their lives.&lt;br /&gt;I only try to be the best in what I do.&lt;br /&gt;I'm a very simple man and I don't have strange desires or needs.&lt;br /&gt;My only need is to be respected as I respect others.&lt;br /&gt;But that is asking too much, at least over here.&lt;br /&gt;I'm in a place where we turn into animals very easily.&lt;br /&gt;I hope I can handle this situation and pass through all the difficulties that are still to come.&lt;br /&gt;I walk miles a day but I feel I'm stuck in somewhere between heaven and hell.&lt;br /&gt;A kind of void and obscur place full of jealousy and greed.&lt;br /&gt;I wish I was smarter...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-5587189783047129274?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/5587189783047129274/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=5587189783047129274' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/5587189783047129274'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/5587189783047129274'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/08/day-in-life-of.html' title='A day in the life of...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8489702050831587613</id><published>2008-07-13T13:43:00.003-08:00</published><updated>2008-07-15T05:14:09.937-08:00</updated><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='solitude'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='music'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='love'/><category scheme='http://www.blogger.com/atom/ns#' term='short story'/><title type='text'>NOTES FROM THE SOLITUDE</title><content type='html'>I've just had an incredible night.&lt;br /&gt;I saw her wearing a red skirt and a black t-shirt.&lt;br /&gt;She smiled from the middle of the crowded lounge, waving gently her eyes towards me.&lt;br /&gt;I was playing my 'bandoneon' to a small audience in a friend's house.&lt;br /&gt;She had a quiet spirit and her body remembered a statue of white marble.&lt;br /&gt;I just glanced at her. I've never been so much of an artist when it comes to dealing with women.&lt;br /&gt;Not that I have problems with them. I just don't care.&lt;br /&gt;My spirit is naturally wild and I always try to maintain a distance from others.&lt;br /&gt;Some of my friends complain that I get lonely and isolated, but the truth is that I love to be alone, to rest along the endless days in the comfort of my humble house.&lt;br /&gt;I have a siamese cat. She's called Fatty and it's an incredible animal. She hunts all the time, unlike me.&lt;br /&gt;I study most of the day and night I spend with myself.&lt;br /&gt;I compose during the early mornings. It's when I feel in touch with some kind of very special energy.&lt;br /&gt;My studio is everything to me, when I'm there I lose track of time and when I stop listening and recording my songs, the day has passed.&lt;br /&gt;It's about midnight and a half and the audience is plenty of rich and wealthy gentlemen from the high society.&lt;br /&gt;I don't care about them. I look only at her and I close my eyes.&lt;br /&gt;The violinist is one of a kind. Excellent musician, extraordinary friend.&lt;br /&gt;He's a serious man. Single and lonely just like me.&lt;br /&gt;He goes deep into the strings and let the feeling guide him.&lt;br /&gt;We have a very special connection. We don't even talk to each other. We just feel and play.&lt;br /&gt;The guitar player is more like a star. He likes to be watched and has a strange mood.&lt;br /&gt;I try not to care, but sometimes I get annoyed and suddenly stop playing.&lt;br /&gt;My heartbeat is high. I need a drink to smooth things out.&lt;br /&gt;She's still there at the same spot. She just joined me with her eyes and her wet lips.&lt;br /&gt;I forgot how beautiful she was.&lt;br /&gt;I ask myself "from where do I know her"? I don't remember.&lt;br /&gt;The waiter fills my glass with chunks of ice and then drops the whisky.&lt;br /&gt;I think about the music they're playing, the emotions and memories attached to it.&lt;br /&gt;I feel her looking at me as if she was asking something incomprehensible. Or is she waiting for me?&lt;br /&gt;After finishing my drink I came back to the setting.&lt;br /&gt;I grab my instrument. It's hot. I feel its weight. I sit down. She's still looking at me. Her eyes look like two emmerald stones.&lt;br /&gt;It's a kraftswork to join this two in the middle of the song. They're in two different worlds and I'm trying to get in both.&lt;br /&gt;No more sounds touch my ears. My spirit rest peaceful through my fingers and the tiny keys.&lt;br /&gt;Like lightnings droping from the sky, my hands start to break through their notes.&lt;br /&gt;I'm alone in the set. There's nobody else there.&lt;br /&gt;One more night, one more concert to all this aristocrats.&lt;br /&gt;Silent rooms and quiet nights. That's what I need. That's what I got.&lt;br /&gt;My payment is in my coat's pocket. She's waiting for me at the front door.&lt;br /&gt;My breakfast is ready. She's gone.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8489702050831587613?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8489702050831587613/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8489702050831587613' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8489702050831587613'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8489702050831587613'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/07/notes-from-solitude.html' title='NOTES FROM THE SOLITUDE'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-4469893259438800579</id><published>2008-06-27T08:18:00.002-08:00</published><updated>2008-06-27T08:59:17.092-08:00</updated><title type='text'>"ponto de vsta"</title><content type='html'>"se" não existe, certa vez disse-me meu mestre. eu lhe dizia que "se" tivesse feito de outra maneira, teria conseguido o que queria. ele me interrompeu com veêmencia com aquela frase que até hoje volta à minha mente de vez em quando.&lt;br /&gt;realmente, percebo que oscilo, como acredito que muitas pessoas devem oscilar, entre a &lt;strong&gt;certeza de ter feito o que e como queria&lt;/strong&gt; e alguma &lt;strong&gt;outra possibilidade&lt;/strong&gt; que surge após refletir sobre o acontecido. no entanto, com o &lt;strong&gt;passar do tempo&lt;/strong&gt; venho ganhando clareza e segurança em minhas escolhas, colocando para escanteio aquela outra possibilidade que ainda vem após a reflexão. quer dizer, ainda reflito sobre o que e como faço de maneira a perceber meus próprios erros e, por conseguinte, não cometê-los outra vez.&lt;br /&gt;porém, como todo mundo sabe, &lt;strong&gt;repetir os erros é uma forma de aprendizado&lt;/strong&gt;. estúpido, porém, é o caminho, não podemos negar, mais recorrente.&lt;br /&gt;quantas vezes não nos percebemos &lt;strong&gt;respondendo da mesma forma&lt;/strong&gt; que há tantos anos, como se aquela frase ou atitude não tivesse ganho vida em si mesma? ou ainda, quantas vezes não &lt;strong&gt;fazemos as mesmas perguntas&lt;/strong&gt;, da mesma forma, esperando, inutilmente, por respostas diferentes?&lt;br /&gt;pois assim vamos de pergunta em pergunta nos frustrando e erigindo barreiras para minimizar a &lt;em&gt;raiva&lt;/em&gt;, a &lt;em&gt;frustração&lt;/em&gt; e o &lt;em&gt;desalento &lt;/em&gt;de ser &lt;strong&gt;errado&lt;/strong&gt;. é isso mesmo: &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;somos errados&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;.&lt;br /&gt;temos todos uma &lt;em&gt;tendência&lt;/em&gt;, acho que inata (não sei se é o caso de usar essa palavra, mas é a que melhor serve para expressar o que penso), de procurar um ponto de referência, um 'ponto de vista' do qual dizemos: eu sou; eu sinto; eu penso; eu faço.&lt;br /&gt;essa tendência é a força que nos impulsiona a encontrar um ponto, sempre o mesmo ponto, que nos empurre ao erro. por que ao erro? uma vez que todo o esforço para essa tal "qualidade de vida" é uma batalha para diminuir o sentimento de frustração e sofrimento que está no pacote "vida".&lt;br /&gt;erramos porque acreditamos que nosso "ponto de vista" é o certo e que, mesmo relativizando, ou seja, levando em conta o ponto de vista do outro, quem dá a última palavra é o nosso eu interior, aquela voz que nos embala quando nos deitamos, ou nos acompanha durante o dia a dia.&lt;br /&gt;porém, o que importa é o equilíbrio, isto é, a capacidade que cada um tem de permanecer em suspenso e não definir um "ponto de vista" como o alicerce de sua existência. &lt;br /&gt;essa suspensão é a força em si mesma, capaz de mudar qualquer direção, qualquer ponto de vista. estar e permanecer em &lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:130%;"&gt;suspensão&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt; exige um alto grau de &lt;strong&gt;desapego&lt;/strong&gt; e &lt;strong&gt;autoconfiança&lt;/strong&gt;, dois fatores que, nos dias de hoje, não se encontram nas prateleiras dos supermercados (por mais especializados que sejam!).&lt;br /&gt;e não basta darmos exemplos de situações dramáticas ou emblemáticas, das quais possamos colher dados e variáveis controladas, com os quais possamos traçar uma linha mestra, um guia de conduta ou comportamento que corresponderia ao vocábulo 'em suspenso'.&lt;br /&gt;o que podemos e devemos fazer é aprimorar os sentidos, aguçá-los cada vez mais nas experiências cotidianas do dia a dia. pois é nessa corrente de acontecimentos inusitados e corriqueiros que reside a essência do erro humano e paralela e simultaneamente do sucesso, ou da conquista da suspensão.&lt;br /&gt;não importa, finalmente, o que digam ou pensem sobre ti, já que aquela voz interior sempre irá te assegurar um corpo, um limite ao qual você se acostumou a chamar de seu e de onde partirá sempre e ininterruptamente (a não ser que sejas um suicida) a um 'ponto de vista'.&lt;br /&gt;aguçando os sentidos para o dia a dia podemos superar os obstáculos que nós mesmos criamos e alcançar níveis cada vez mais amplos de consciência sobre nossas escolhas e direção, sem precisar, necessária e fundamentalmente, dizer: é meu "ponto de vista".&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-4469893259438800579?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/4469893259438800579/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=4469893259438800579' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4469893259438800579'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4469893259438800579'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/06/ponto-de-vsta.html' title='&quot;ponto de vsta&quot;'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-698082174985088879</id><published>2008-05-31T16:04:00.000-08:00</published><updated>2008-05-31T16:04:31.086-08:00</updated><title type='text'>YouTube - Gotan Project - Diferente</title><content type='html'>&lt;a href="http://youtube.com/watch?v=wZk-LJ_KCMg"&gt;YouTube - Gotan Project - Diferente&lt;/a&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-698082174985088879?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='related' href='http://youtube.com/watch?v=wZk-LJ_KCMg' title='YouTube - Gotan Project - Diferente'/><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/698082174985088879/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=698082174985088879' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/698082174985088879'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/698082174985088879'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/youtube-gotan-project-diferente.html' title='YouTube - Gotan Project - Diferente'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-4478975502837790069</id><published>2008-05-31T13:16:00.002-08:00</published><updated>2008-05-31T13:29:19.352-08:00</updated><title type='text'>blogs e blogs</title><content type='html'>Outro dia li numa coluna de uma revista que admiro muito um comentário sobre blogs, dizendo que se tratavam de mais uma das muitas formas de exibicionismo e consumo desenfreados de nossa cultura vigente.&lt;br /&gt;Bom, talvez seja até verdade o que o colunista escreveu, mas para tanto é preciso que haja acesso e muitos comentários. Isto é, só se justificaria o que ele escreveu no caso do blog ser bastante visitado e contar com muitos comentários sob os posts.&lt;br /&gt;Concordo com ele que blogs que tratem de assuntos polêmicos ou da cultura da imagem, tipo os que primam pelas notícias dos famosos, dando supostos "furos" das celebridades, etc. Esses, sem dúvida, devem bater recordes de audiência, tendo em vista que a maioria das pessoas se interessa por esse tipo de besteira.&lt;br /&gt;Porém, não se pode falar nada desses blogs, uma vez que o que faz girar, corroborando com a filosofia vã desses espaços, é o interesse das pessoas, o desejo de ficar sabendo da vida dos outros, ainda mais dos famosos. É claro. Pois da minha vida, anônimo e romântico, ninguém, nem mesmo os meus amigos querem saber.&lt;br /&gt;Não reclamo ou choramingo as mágoas de posts e posts sem nenhum comentário.&lt;br /&gt;Por isso mesmo que posso dizer que não faço parte da parcela que descreveu o colunista na revista. Há anos escrevo nesse blog, colocando pautas que considero interessantes e de suma importância para refletir sobre nossa sociedade e estilos de vida. Quando tem algum comentário sob o post até estranho e já vou olhar reticente, achando que será um anúncio, ou qualquer coisa do tipo. Não, na maioria das vezes é da minha ex que deixa um comentário inspirado ou uma ponta de lamento que não consigo decifrar e me calo.&lt;br /&gt;Portanto, se continuo a postar aqui, mesmo sem comentários, mesmo sem acessos, posso dizer que estou naquela parcela mínima dos bloggers que fazem porque gostam e acreditam realmente que o que dizem pode e fará, algum dia, diferença neste mundo de merda.&lt;br /&gt;Enquanto isso não acontece vou colocando aqui tudo que se passa, sem medo, sem escassez, sem miudez de espírito, deixando para alguns afortunados o direito de resposta sobre aquilo que está dito e, portanto, morto.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-4478975502837790069?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/4478975502837790069/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=4478975502837790069' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4478975502837790069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4478975502837790069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/blogs-e-blogs.html' title='blogs e blogs'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-3074533866982998900</id><published>2008-05-28T14:40:00.003-08:00</published><updated>2008-05-28T15:29:53.270-08:00</updated><title type='text'>despedida</title><content type='html'>Miles Davis não precisava de letras para tocar os corações daqueles que escutam sua música.&lt;br /&gt;Seu sopro primordial nos tira da correria do pensamento, do atropelamento das emoções e dos sentimentos mais importantes para nossa vida.&lt;br /&gt;Portanto, escrever diante dessa constatação é algo como olhar nos olhos da besta fera e pensar: realmente preciso detê-la? É caso de necessidade ou puro narcisismo em busca de um reconhecimento fugaz que reside no olhar de um outro que nem mesmo conhecemos?&lt;br /&gt;Estou nesse momento diante desta besta chamada tela, ou computador, que formula e molda minhas palavras num teclado insosso no meio de um shopping center em Curitba.&lt;br /&gt;Miles já se foi, pelo menos nos meus ouvidos, abrindo espaço para outros álbuns, outros artistas entoarem suas vozes, seus instrumentos. Sem dúvida, nenhum é como ele.&lt;br /&gt;A música, enquanto trabalho maestral dos sons, assim como os cheiros, as luzes, a pressão de certos lugares, nos leva a revisitar momentos de nossas vidas, nos transportando a situações específicas.&lt;br /&gt;Estou atordoado com a despedida, não sei se apressada, ou nunca esperada, da minha gatinha, a gordinha.&lt;br /&gt;Interessante o pensamento que me ocorreu ao terminar a frase: se tivesse uma foto dela colocaria aqui. Pensei imediatamente: será que tenho alguma foto dela? Sim, algumas guardadas no celular, pelo menos pra isso ele serve, né?&lt;br /&gt;As lágrimas queimaram meu rosto e eu que há alguns dias reparava nas manchas do cachorro de um amigo, que igual às minhas, ficaram para sempre.&lt;br /&gt;Ainda as tenho para despejar, mas não encontro lugar, tampouco um seio no qual debruçar.&lt;br /&gt;Me sinto extremamente sozinho. Desesperadamente perdido e sem horizontes. Como se um pedaço de mim houvesse caído em algum lugar do caminho entre Florianópolis e Curitiba.&lt;br /&gt;Queria correr para os braços daquela que tanto me amou e, espero, ainda ama. Poder soluçar em seu colo e deixar transbordar as lágrimas enquanto as guardasse dentro de mim.&lt;br /&gt;Ainda me sinto só, tão só que qualquer lugar estaria melhor que esse de agora, aqui.&lt;br /&gt;Seus miados, suas brincadeiras sempre ficarão gravadas em minha memória, talvez por isso não tenha tantas fotos dela. Sempre fui muito bom de memória.&lt;br /&gt;Seus olhos, seu pêlo, sua gordura em excesso, por isso era chamada carinhosamente de gordinha por nós.&lt;br /&gt;Ao mesmo tempo que desejo voltar agora para Florianópolis e deitar na minha cama, enquanto uivo pela noite adentro a perda desse animal maravilhoso, tenho medo de voltar e cair no meio da caminho, não conseguir chegar em casa e me deparar com o vazio que ela me deixou.&lt;br /&gt;Não há fumaça que preencha esse vazio, não há graça que perdoe esse fastio, tampouco alegria que perdure tão pouco.&lt;br /&gt;Não quero olhar para ninguém, talvez por isso esteja de costas para todos e de frente para você, para mim mesmo. Como enquanto chorava no banheiro masculino do shopping. Olhava-me no espelho e percebia os olhos avermelhados, as veias saltadas, o rosto mal arranjado.&lt;br /&gt;Parecia ter envelhecido dez anos em dez minutos.&lt;br /&gt;A ignorância e falta de compaixão das pessoas ainda me espantam.&lt;br /&gt;Talvez por ser um eterno romântico, alguém que acredita no amor à primeira vista.&lt;br /&gt;Não sei o que esperar desses dias que demoro ainda em Florianópolis. Só espero que não sejam tão doloridos quanto minha vinda para Curitiba.&lt;br /&gt;Me desfaço aqui, como ao longo do último mês mes desfiz de tudo que conquistei, para permitir que mais um pedaço de mim morra e outro renasça.&lt;br /&gt;Por favor, não demore muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-3074533866982998900?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/3074533866982998900/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=3074533866982998900' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/3074533866982998900'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/3074533866982998900'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/despedida.html' title='despedida'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8383714038947141057</id><published>2008-05-27T13:57:00.002-08:00</published><updated>2008-05-27T14:19:11.972-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tentarei resumir em poucas palavras o que aprendi com minha experiência de vida em Florianópolis, ilha e capital de Santa Catarina.&lt;br /&gt;O mundo se tornou inabitável.&lt;br /&gt;Florianópolis é o tipo de lugar que nos coloca dentro daquilo que há de mais degradante em nossa sociedade atual.&lt;br /&gt;A miséria cultural, o extremo individualismo, a inveja, a relação perversa entre dominantes e dominados. Tudo na famosa "ilha da magia" nos remete ao antropofagismo digno de pequenos povos escondidos no interior da África central.&lt;br /&gt;Todo espaço, toda esquina, cada cruzamento de pernas é uma luta entre corpos, entre desejos.&lt;br /&gt;Cada momento em que encontramos alguém, seja para trocar algumas palavras, seja simplesmente caminhando na mesma calçada, é um confronto que pretende revelar o mais forte, o mais esperto, aquele que sobrepuja o outro.&lt;br /&gt;Talvez pela cultura, talvez pelo povo, quem sabe pelas influências de conquistadores externos, os famosos novos ricos vindos de São Paulo e Curitiba, as pessoas que moram aqui se tornam, ou já nascem, com o desejo de aniquilar o outro.&lt;br /&gt;A diferença (quem sabe?) é tratada com desdém e um desejo assassino, cujos efeitos aparecem nesses pequenos detalhes do dia a dia.&lt;br /&gt;Sempre tem alguém se dar bem em cima dos outros. E aqueles que assumem o trabalho que os nativos não almejam (garçons, cozinheiros, guias, etc.) são arrogantes e impertinentes. Quase como uma tentativa vã de vingar-se de si mesmo por ser um eterno frustrado.&lt;br /&gt;Culpabilizam os "estrangeiros" pelo estado atual da ilha, degradada, suja, empilhada de veículos e casas com cercas eletrificadas. Porém, os nativos tampouco colaboram com o ecossistema (nem político, nem natural), jogando lixo nos ônibus, pescando indevidamente, invadindo a vida daqueles que vieram de fora.&lt;br /&gt;Portanto, o mundo se torna cada vez mais inabitável.&lt;br /&gt;A famosa ilha de Santa Catarina nos revela sem medo o que acontece pelo mundo afora: toda relação é uma relação de poder.&lt;br /&gt;Domina quem pode, é dominado quem concede.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8383714038947141057?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8383714038947141057/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8383714038947141057' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8383714038947141057'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8383714038947141057'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/tentarei-resumir-em-poucas-palavras-o.html' title=''/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-4939223726404762661</id><published>2008-05-13T08:10:00.002-08:00</published><updated>2008-05-13T08:42:19.745-08:00</updated><title type='text'>tu</title><content type='html'>um pouco de mim, um pouco dos outros, um olhar aqui, algumas palavras ali, mais um olhar, mais algumas palavras, silêncio.&lt;br /&gt;uma respiração pesada invade minha alma, acalma meu espírito inquieto, transborda em reticências, reminiscências de um presente em futuro próximo.&lt;br /&gt;como mergulhar no tempoespaço? o que procurar neste espaço aberto pelo pensamento, repleto de sentimento? as palavras dizem de uma história, de um ser em constante movimento, em perpétua transformação.&lt;br /&gt;camadas de pele, de interface, de microorganismos, bactérias, folhas de papel açucarado que recobrem órgãos e emoções. todas elas, as camadas a-camadas, de cama-da-em-ca-mada caem uma após a outra e revelam o ser que está para nascer.&lt;br /&gt;perfis irreconhecíveis, histórias inverossímeis, controle de rachaduras, ranhuras e brechas de um porvenir sonhado com tesão e devaneio.&lt;br /&gt;trânsito de idéias, corrente simbólica, pontes inefáveis, rios e mares que se chocam. ondas de desejo e lascívia, corpos, carne, metro cúbico do amor terreno, do sexo sem sentido, da boca amaciada pelo azeite. entre ossos e costelas, pulmões e intestinos, gases rarefeitos poluem a atmosfera do desejo incorrompível.&lt;br /&gt;absoluta imensidão do ser em si, absorto no absurdo, inconformado na conformidade da linha horizontal. quebra em si o vértice do conformismo e rompe. cor-rompe com o cedro mágico da ilha, da magia? da putrefação do espírito de uma mente inquieta.&lt;br /&gt;uma respiração a mais, um leve toque de dedos, terá sido por acaso, ou por sorte?&lt;br /&gt;ter te encontrado, re-encontrado quem sabe?, numa ilha deserta, repleta de sons e ruídos intermináveis, de transeuntes lânguidos, esquálidos, em busca do preenchimento disso, daquilo e daquilo outro.&lt;br /&gt;onde está você agora? que tua ausência me demora, delonga a estadia, atrasa a partida... pequenas partículas de lembrança e re-cord-ação, memória imperdível insustentável, que lamenta a perda do objeto, da ranhura desmedida da paixão.&lt;br /&gt;sentimentos e finas lâminas de um líquido espesso, obscuro, impenetrável.&lt;br /&gt;um leve enroscar, rápido, ligeiro entrelábios, inconformidade do tempo, medo, angústia, prazer, sono.&lt;br /&gt;crepita no precipício da incerteza, senhora criança, desnuda de toda verdade invertida.&lt;br /&gt;circula no espaço do vazio, mácula rebelde, absorta na atração de um amor impossível.&lt;br /&gt;respeita o tempo, o vazio da ilha em que se encontra, sejas tua, só tua a mensagem.&lt;br /&gt;rompe as regras, do tempoespaço, mergulha no longo e infinito oceâno, vem comigo.&lt;br /&gt;lança-te em medidas e volumes desconhecidos, procura palavras, letras do indizível.&lt;br /&gt;ressurge assim, devagar, lenta-mente e me atrai, me desprende do chão, me enleva.&lt;br /&gt;meu coração bate, minhas pernas tremam, aquelas malditas borboletas fazem girar.&lt;br /&gt;minha boca pede mais, mais, e mais. um sabor in-provado, ir-resistível, grita em dor.&lt;br /&gt;minhas mãos procuram mais, mais, e mais. um corpo ir-real, ir-realizado, goza em pranto.&lt;br /&gt;chora a perda, mas, junto comigo. o silêncio, o vazio entre nós que não existimos, um pro outro.&lt;br /&gt;chora, sim, chora, lágrimas de dor, de gozo, de amor, de admiração inexplicável.&lt;br /&gt;se um de nós cair em si, que seja de frente pra morte, esta, que nos vem de encontro.&lt;br /&gt;fundo, profundo, profundamente. a-fundo, a-profundo, a-pro-funda-mente.&lt;br /&gt;desrespeita as regras, corrompe teu corpo com o meu.&lt;br /&gt;não admita erros, eles marcam e pode ser mais do que a pele. pode ser a alma.&lt;br /&gt;respeita-te e respira, bem devagar, para o ar entrar e sair, carregando a distância e o vazio.&lt;br /&gt;sorria e deixe que teus olhos te guiem, não tenha medo de errar, eles te engrandecem.&lt;br /&gt;tu és a mais linda entre olhares e bocas, entre sorrisos e metáforas, entre metonímias e aliterações.&lt;br /&gt;saudades de ti, que nunca conheci...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-4939223726404762661?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/4939223726404762661/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=4939223726404762661' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4939223726404762661'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4939223726404762661'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/tu.html' title='tu'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-19307613547054719</id><published>2008-05-06T14:58:00.002-08:00</published><updated>2008-05-06T15:03:38.992-08:00</updated><title type='text'>Para ler cagando</title><content type='html'>Eis eu aqui novamente, para mim mesmo, já que não há visitantes nesta página...&lt;br /&gt;só vim depositar algumas palavras de esperança e bom humor à minha própria vida.&lt;br /&gt;Aposto numa vida melhor, longe de tudo e de todos que conheço.&lt;br /&gt;Arrisco um destino desconhecido que admito parece-me irresistível.&lt;br /&gt;Trabalhar a bordo de cruzeiros, viajando o mundo...&lt;br /&gt;Sim, linhas e reticências não são suficientes para abarcar, ou circunscrever os limites dessa experiência que tenho certeza será definitiva na minha vida.&lt;br /&gt;Hoje, em Curitiba, só espero que o dia de amanhã passe logo, com o resultado positivo do exame para já me preparar para a entrevista final na segunda.&lt;br /&gt;Estou num shopping, pra variar. Esses espaços são horríveis, pois nos aprisionam em redomas invisíveis que atiçam a compulsão e o consumismo, nos jogando num calabouço de desejos e fotoimagens transloucadas de nós mesmo. Há muito tempo perdido nessa tela, viajando por domínios tão desconhecidos como meu próprio intestino, sinto lentamente crescer a urgência por um banheiro decente no qual eu possa sentar o rabo e defecar.&lt;br /&gt;Ah, se as palavras tivessem o mesmo efeito de uma boa cagada!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-19307613547054719?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/19307613547054719/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=19307613547054719' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/19307613547054719'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/19307613547054719'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/05/para-ler-cagando.html' title='Para ler cagando'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8702689585909408993</id><published>2008-04-22T14:44:00.002-08:00</published><updated>2008-04-22T15:03:46.630-08:00</updated><title type='text'>Dizeres</title><content type='html'>&lt;span style="color:#990000;"&gt;Venho dizer, não sei para quem ao certo, umas palavras sobre a vida. Não vou e nem pretendo ser categórico para não passar-me por presunçoso, mas sinto o dever de expor aqui esses pensamentos. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Enquanto algumas pessoas se valem da imagem e aporte físico para conquistar seu espaço no meio circundante, há aqueles que o conquistam com as idéias e com as palavras. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Dizeres e conversas sobre as atitudes dos outros é algo comum e irrefutável entre os que dispõem de algum intelecto. Porém, reparo atônito, a superficialidade das conversas e como o papo transcorre sem alterações, para não dizer da monotonia geral da vida pequeno burguesa. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Para esses que como eu vivem e transitam nesse mundo de dizeres insensíveis ou, quem sabe, invisíveis, eu tenho algumas coisas para colocar. E colocarei sem medo, pois não devo nada a ninguém (talvez um pouco aos meus pais...).&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Quando me apercebo numa dessas conversas sobre o caráter e sobre as atitudes individuais, me coloco sempre a questão: o que está acontecendo aqui e agora? A maioria das pessoas se atém ao passado, às experiências para delinear o pensamento. Eu, do meu lado, se posso dizê-lo, postulo o fenômeno, a experiência inaudita e fugidia do presente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Pense comigo: se as conversas circulam entre corpos e posturas de caráter, as palavras dizem muito mais do presente que do passado. O trânsito, portanto, dos dizeres entre amigos nos joga na correnteza do presente para o futuro, e busca, incessante, a conclusão. Isto é, a metáfora do jogo das relações: chegar a algum lugar. O objetivo é sempre obscuro e repleto de sensações que passam despercebidas enquanto inconscientes do presente. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Voamos na superfície das conversas, sem notar o que realmente perpassa as palavras e as dá suporte. O corpo, objeto perdido e reencontrado, maculado por fábulas e histórias de infância. &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Digo, portanto, aos que me escutam, que falem por si e de si. Pois falar dos outros é sempre mais fácil, e todo discurso que se utiliza do outro como apoio é sem dúvida falho e equivocado.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Se dizem que sou petulante, arrogante e presunçoso, é pois o reflexo dessas mesmas características que os aflige, e os joga no poço do maldito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#990000;"&gt;Repito, sem medo de obliterações: falem de si e olhem para si. Pois o que falam não é nada além do que são. &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8702689585909408993?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8702689585909408993/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8702689585909408993' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8702689585909408993'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8702689585909408993'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/04/dizeres.html' title='Dizeres'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-5434347800351343964</id><published>2008-04-18T06:41:00.002-08:00</published><updated>2008-04-18T07:00:35.036-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>há algum tempo procuro pelas palavras certas para descrever as impressões e os sentimentos que povoam meu espírito na atualidade. porém, a cada nova tentativa descubro minha incapacidade para transformar em letras e palavras isso que acontece aqui dentro. contudo, teimoso e determinado, busco incessante por essa brecha no horizonte da literatura que me abrigará e permitirá que desvele o pensamento que me traz aqui até a tela desse computador.&lt;br /&gt;hoje tudo é instantêneo e fugaz, talvez por isso mesmo essa dificuldade em colocar para fora o mundo que me anima. essa instantaneidade fugaz da realidade contemporânea me corrompe o espírito numa medida que desconhecia e torna minha escrita algo morto e sem brilho, pois o que me anima não tem tempo e perdura enquanto mineral exposto ao sol e à chuva, coberto de sedimentos e estrelas através dos séculos que vêm e virão.&lt;br /&gt;se, diante disso tudo, ainda me resta o que dizer, posso afirmar que sou um vitorioso. não como costumamos remeter logo de cara, ao sucesso ou ao milagre dos afortunados das esquinas, que gritam e choram pela menor ausência e comemoram a vitória e o sacrifício em igual medida, sem linhas, tampouco volumes de cor e aroma, como uma bela garrafa de vinho.&lt;br /&gt;percebo o corre-corre desenfreado e perdido das pessoas, lutando por espaço, colidindo umas com as outras em ruas tracejadas que orientam os corpos ao lamento, ao desespero sem aresta e sem tesão. procuro o buraco, o vazio que possibilita romper com o tradicional já conhecido das palavras e dizeres bestializados.&lt;br /&gt;observo as estampas, os detalhes, o que procuram homem e mulher. noto órgãos impunes, pedintes por afeto e carinho, respiro a falta e o desalento daqueles que se entregam ao horizonte da bem-aventurança dos afetos desmedidos, das lágrimas incontidas e do grito em alto e bom som da vida.&lt;br /&gt;aproveito para reclamar dessas palavras, inúteis e corrompidas pelo uso corriqueiro e pelo preconceito que lhes é atribuído. dizer algo, portanto, é, em si mesmo, incorrer no erro e na miséria do mal-entendido. o desvelo e o apelo pela palavra que não foi dita, esse sim é o mérito de um vitorioso da literatura.&lt;br /&gt;porém, mesmo que o diga em alto e bom som, a todos os cantos do mundo, tudo se resume à imagem e ao prospecto de um funcionário medicado e remediado com sua situação lúgubre e inescrupulosa no mundo.&lt;br /&gt;por que estar vivo? se do encontro entre corpos, o espírito sobrevoa a mais superficial lâmina do acaso e não perdura sequer uma gota de gozo, de lágrima, de grito...&lt;br /&gt;alguns ainda buscam isso que digo, não sei quem, pois são invisíveis e insensíveis, já corrompidos, descansam suas almas em plenos pulmões, com a boca aberta esperando serem alimentados pelas notícias de mais um crime hediondo.&lt;br /&gt;conversas escrotas, toques vazios, sem libido, olhares perdidos, conotação estúpida de corações partidos.&lt;br /&gt;onde estamos com a cabeça, ou com o cú? que não falamos o que precisa ser dito e rodeamos, ladrilhamos com muitas pedrinhas toda a rua que nos leva à morte!&lt;br /&gt;reclamamos, histéricos vitimizados, de tudo e de todos! vão pro caralho!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-5434347800351343964?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/5434347800351343964/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=5434347800351343964' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/5434347800351343964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/5434347800351343964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/04/blog-post.html' title='...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8280636929912194909</id><published>2008-04-04T08:48:00.002-08:00</published><updated>2008-04-04T09:00:11.767-08:00</updated><title type='text'>isso</title><content type='html'>as coisas não são mais como antigamente. não que eu seja saudosista, talvez um pouco melancólico, mas issonão vem ao caso agora. o que importa é trazer a esse espaço as idéias e sentimentos que me invadem e fazem de minha estadia em Florianópolis algo transitório e incerto. percorri milhares de quilômetros em poucos dias e descobri, atônito, que até mesmo minha casa me resta como um lugar transitório e passageiro.&lt;br /&gt;respiro, pois, a transição entre mundos, entre cenários que identifico como meus próprios e repletos, portanto, de imaginário e desejo.&lt;br /&gt;as relações parecem findar um limite tênue entre minha vida e o mundo em que vivo. encontros, lembranças e recordações, experiências afetivas e sociais que me retificam cada vez mais num mundo completamente distinto daquele imaginado.&lt;br /&gt;minhas palavras saem sem controle e não desejo limitá-las à gramática do recalque e da censura, na qual o sentido impera sobre o afeto e sobre a intenção. desejo romper com essas barreiras invisíveis e transpor o limite entre o que deve ser dito e o que quero dizer. a luta cotidiana pela sobrevivência impõe regras claras e rígidas contra o desejo. porém, a cada dia sinto a pressão e a tensão entre corpos e mundos, como uma luta infinita entre o corpo e a alma, entre olhares e desejos.&lt;br /&gt;&lt;div align="center"&gt;estou aqui, por enquanto, pesquisando espaços e vetores cujo sentido identifico com meu desejo torto. curvas e linhas de um volume inesperado e inusitado. respiro o ar da lembrança e da saudade, transpiro o suor do ideal e da imaginação. tudo é sempre tão diferente do que imaginamos, mas basta persistência e disciplina para, aos poucos, transformar isso que chamamos de realidade. algo intransponível e dialético que se impõe ao corpo e à alma. à minha revelia e contrário à esperança de uma vida tranquila. a tranquilidade é algo sonhado, porém, não praticado, e, assim, levo uma vida agitada e desesperada, cujo sentido implico contra a grande correnteza da segurança e da estabilidade.&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;guio-me por entre espaços e tempos, percorro sistemas e circuitos que abrem-se e fecham-se ao piscar dos olhos. recorro sempre às idéias, artifício inútil, para lidar com essa angústia que me invade desde que voltei... alguém me consola?&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8280636929912194909?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8280636929912194909/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8280636929912194909' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8280636929912194909'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8280636929912194909'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/04/isso.html' title='isso'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-2175353511382773183</id><published>2008-02-11T10:50:00.000-09:00</published><updated>2008-02-11T11:04:08.006-09:00</updated><title type='text'>...mundos...</title><content type='html'>quantas vezes preciso entrar em contato com a diferença, com o outro, para enxergar esses mundos... pontos no lugar de sinais... códigos linguísticos, símbolos sociais, imagens e sons de um dia atrás do outro, da passagem de um dia para outro, ou para o outro... quem está olhando para o reflexo fragmentado da realidade; abertos de coração e alma, corpo despedaçado, retorcido em formas tangíveis apenas ao olhar mais aguçado; correntes invisíveis, remédios para a mente, drogas para o corpo, ilusões para a mente, esconderijos para o espírito; caminhos de realização, de procura por um ser constante em inconstante retrato com o outro, aquele, esse, tal e qual a realidade nos permite acessar; modos de subjetivação, de elaboração do trabalho subjetivo, individual, coletivo, associativo, comunicativo;&lt;br /&gt;se um dia desses me encontrares perdido pelas ruas de uma cidade, saberás, facilmente, quem sou, transparência em papel e água, correnteza de eventos e acontecimentos, intencionalidade do ato, fenômeno incomparável de uma energia insaciável, inesgotável;&lt;br /&gt;mas, se um dia desses eu te encontrar perdida pelas ruas de qualquer cidade, saberei, dificilmente, quem és, obscuridade em terra e madeira, dureza da matéria e solidez do desejo, reação em cadeia frente ao meu olhar, satélite, antena que capta frequências entre olhares;&lt;br /&gt;nas linhas do horizonte desenho agora um percurso incerto, repleto de surpresas de possibilidades; escuridão, medo, receio, complexos infantis, traumas, tudo a ser vencido em cada passo, em cada olhar, tropeço e acerto;&lt;br /&gt;caminhos entre mundos, mundos entre caminhos, janelas e ícones, listas de reprodução e portas para auto realização... mundos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-2175353511382773183?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/2175353511382773183/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=2175353511382773183' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2175353511382773183'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2175353511382773183'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/02/mundos.html' title='...mundos...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-7495583615290753665</id><published>2008-01-29T09:43:00.001-09:00</published><updated>2008-01-29T09:58:13.748-09:00</updated><title type='text'>sonhos...</title><content type='html'>o corpo reclamava, a alma esperava por algum alento, algum descanso que viesse desse lugar longínquo e inacabado dos sonhos. a mente repousava, enquanto as imagens transpunham a realidade vivida para a realidade onírica. as histórias se mesclam, o tempo inexiste, a vertente trata de um desejo inaudito, interdito. o encontro é sublinhado por notícias e milagres, moscas e alienígenas. uma ribanceira, águas escuras e mornas, areia e cascalho. música, ruas maltratadas. uma casa à beira do penhasco, um portão de madeira, vidros e portas semiabertas. uma luz resplandece suave, postes rasteiros iluminam o jardim e traçam a linha para a entrada. quem me recebe é uma garota, magra, esbelta, cabelos ao vento, seus olhos crescem à medida que ganha o espaço enegrecido da noite. suas mãos alcançam longe, seus movimentos são suaves e objetivos. quem sai em seguida é a mãe e o pai. são todos de outro lugar, seus poderes transcendem os nossos. sabem o que quero, que não sou de guerra e me convidam a entrar. rapidamente estou pedindo carona, chego em casa, há algumas pessoas fazendo churrasco logo em frente. reflito e entendo suas intenções. intuitivo e perspicaz, saco minhas idéias e logro por paz. há um barulho constante, a festa do carnaval não encerra jamais. há pessoas que entram, cães, e outros gatos. não os quero. expulso-os, mas não saem. não sei o que fazer. permaneço imóvel, angustiado, cresce a perplexidade do sonho. as imagens invadem a mente, desenham a história sem que eu saiba o que acontece. o sonho parece me mostrar uma realidade recente, fatos passados, e anseios de um futuro próximo. tudo junto se mostra tão confuso e tão cheio de informações que desisto de encontrar sentido. o sentido é dado pela intuição e permanece. sem que eu saiba, sem que se saiba o que acontece. continuo sonhando, deitado, respiro, abro os olhos, sorrio. que sentido? sentidos oníricos. sonho mais que vivo, sou invadido, cuspo fora o que sinto, o sentido do sonho que me sonha. deito em imagens estranhas, que vêm desde fora, de um lugar desconhecido, do sonho que me faz sonhado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-7495583615290753665?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/7495583615290753665/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=7495583615290753665' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7495583615290753665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7495583615290753665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/01/sonhos.html' title='sonhos...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-2144013887353978998</id><published>2008-01-25T16:55:00.000-09:00</published><updated>2008-01-25T17:05:13.668-09:00</updated><title type='text'>cinco minutos</title><content type='html'>antes de chegar em casa, paro, reparo, percebo a luz rarefeita. as pequenas gotas cintilam nos postes, correm, escorrem pelas ruas de terra e brita. as rodas levantam lama, sujam a camisa, a bermuda, o corpo pede descanso. a mente não pára, não perturba, não retarda. a alma, um pouco lavada, um pouco suja, segura o tesão dos olhares, desviados, conturbados, embriagados. um cheiro me leva a passear, uma luz me faz sonhar, um lampejo me assombra, me atormenta a tormenta. de cara emburrada, de olhos semicerrados, de corpo fechado e alma aberta. respiro um pouco do mundo, do movimento do mundo, da continuidade, do infinito do tempo espaço. onde estão vocês, queridos amigos? perambulam pelas cidades do mundo, em pontes aéreas, em pontes engarrafadas, em garrafas encalacradas. sujeira, partículas elementares, pontos que respingam, que respiram. póro aberto, pólo norte, sul, leste, oeste. onde está o centro? onde permaneço no centro? onde permaneço? onde? se é que me escuto, me assombro comigo mesmo, com minha vontade, com minha libido desvairada e torta. suspiro com temores e sonhos molhados, retenho o gozo, perco o sentido, abro os olhos e vejo o miado sem medo de mnha gatinha. olhos vidrados, pede-me: abra a porta, quero sair, respirar o mundo que se abre com o dia. mais um dia, gordinha... quem sabe o que nos aguarda ao abrir da porta? nuvens e sol, vento molhado, temprano, irradia o arco-íris, de uma ponta a outra, cobrindo o céu com mil cores. nuvens, sol e areia. corro para abraçar o mar e entristeço, é sonho, é quimera, é pesadelo de um Deus que me quer sozinho, lutando contra o mundo, contra o muro dos desalentos, dos desalentados, dos desacordados. reflito minha imagem, quebrada em pequenos quadrados de vidro infinito. uma porta se abre. conflito. uma lágrima escorre. já é dia. é sonho. é noite. é sol e lua a alcançar com os dedos, a tocar com a imaginação do devaneio. cinco minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-2144013887353978998?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/2144013887353978998/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=2144013887353978998' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2144013887353978998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2144013887353978998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/01/cinco-minutos.html' title='cinco minutos'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-2017192774699110941</id><published>2008-01-24T07:50:00.000-09:00</published><updated>2008-01-24T07:56:09.166-09:00</updated><title type='text'>alguns instantes...</title><content type='html'>os dias vêm, as noites vão. o tempo parece cavalgar desenfreado de sonhos e desilusão. enfrentamento e combate são palavras e atitudes diárias. olhares e resquícios de um sonho em comum. publico, quase um mês depois, algumas palavras ligeiras, sorrateiras, que pretendem aguçar meus e teus sentidos em busca de um lugar mais tranqüilo, mais calmo. sinto o movimento, o passar do tempo, das horas, do vento. as pessoas circulam, as almas escamoteiam, os corpos transparecem. sinto o poder crescente do tempo, da sabedoria e da paciência. obstinado a perceber os arredores do mundo, entregue aos destinos do sonho, reflito em minha cama. olho na janela, luz que transpassa e invade o quarto, impede de dormir, me levanta e a porta faz abrir. um vento continuo, continuo a resistir, respiro. percebo com pouco de consciência, talvez alguma fluência, o que o destino e o tempo reservam para mim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-2017192774699110941?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/2017192774699110941/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=2017192774699110941' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2017192774699110941'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/2017192774699110941'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2008/01/alguns-instantes.html' title='alguns instantes...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-7315228096874626731</id><published>2007-12-25T16:02:00.000-09:00</published><updated>2007-12-25T16:21:22.835-09:00</updated><title type='text'>ambulante</title><content type='html'>não sei bem o que vim escrever aqui, mas a vontade de colocar para fora algumas idéias e sentimentos me levou a procurar um cyber assim que cheguei na Lagoa. procuro o que fazer durante as noites, fujo do sono, da morte obliterada dos sonhos. resisto, não importa o esforço. procuro em cada esquina, em cada olhar, uma resposta para o que sinto, para o que passa pela minha mente. talvez resposta não seja a palavra, seria mais uma posição, um contorno, uma linha que me ajudasse a conduzir minha vida. amor, paixão, tristeza, solidão. são tantos sentimentos que me invadem. lembranças, expectativas, sonhos, devaneios, histórias. cruzamentos de desejos. enlace de corpos. retorcido, contorcido, envelhecido. com o tempo, passo de um lado a outro, de um olhar a outro, de um canto a outro. esgueirando pelas pilastras de matiz obscuro e nebuloso. o que faço aqui? o que procuro nesse lugar solitário, longe do contato, do toque? medo? receio? feridas? cicatrizes que não secam, imagens que não somem. linhas que somem, pisos escorregadios. mundos perdidos. hoje esperava acontecer o que nunca acontece, o inusitado, o inesperado que nos assalta de repente. esperava abrir os olhos e ver de forma diferente, enxergar o que os outros não vêem. escutar os pensamentos daqueles que lanço o olhar. pés e mãos correm pelas ruas, respeitam os espaços, os vazios entre eu e você. caminho trôpego, pé a pé, e o corpo me lança como um pedaço de carne mal tratado. os movimentos suaves e lentos da arte chinesa me levam à calmaria que desejo. o relâmpago que guardo queima meu peito e me lança mais uma vez no vazio das areias. caminho descalço, sinto o sol arder a pele e o vento suave que disfarça as queimaduras no rosto seco e salgado de suor. perco-me em devaneios e imagens desconexas, em pequenos pedaços de reflexo quebrado, de um caminho descrito em algas e mariscos, em ondulações infinitas de um mundo descascado e pérfido. palavras e conceitos de uma outra época, de um ser que caminha, ambulante, pelas ruas dessa cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-7315228096874626731?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/7315228096874626731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=7315228096874626731' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7315228096874626731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7315228096874626731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/12/ambulante.html' title='ambulante'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-7150768889926759544</id><published>2007-12-16T12:33:00.001-09:00</published><updated>2007-12-16T12:45:17.866-09:00</updated><title type='text'>minha história</title><content type='html'>resolvi postar alguma coisa para tentar dar vazão a isso que me aflige. um pensamento fixo, obstinado, que oblitera minha capacidade de pensar e raciocinar, me fazendo agir de maneira estúpida e infantil, regredindo aos primórdios de uma depressão fulminante. nesse instante mesmo ela me faz perder a habilidade de escrever e discernir idéias e sentimentos, me tornando um pacote vazio e sem direção, incapaz de resolver por mim mesmo, buscando sempre o olhar do outro para localizar-me. não entendo a loucura que rege minha mente. os pensamentos, as idéias, esse torpor de corpo e mente, que me dilacera o tempo e me reduz ao pó. não encontro caminho possível e todas as soluções permeiam a presença de alguém que me recoloque no ar, no fio da vida, na correnteza do rio. parece que estou fora d'água, meu ambiente natural. tenho dificuldades para respirar e mexer meu corpo. aflito, busco algo a prender meu corpo, na tentativa vã de encontrar repouso, que não existe, que não chega. paraíso perdido, por contingências e escolhas, por caminhos diferentes e desejos incontroláveis. a gula, o vício, a perdição. o caminho da amargura, do poço que me aprisiona. e do fogo que me consome não consigo nem pronunciar. minha voz se cala, meu corpo se contrai e meu peito palpita. minha mente não pára, não se aquieta. uma angústia densa e profunda invade cada poro de meu corpo e me congela como um pequeno cubo, guardado e esquecido no congelador. a tristeza que teima em ficar, é companheira de várias horas e momentos. a alegria, tênue e recatada, não queima e arde como o fogo que me consome essa fixação. o grito não chega, não há o que ou quem despertar, somente eu mesmo. de fora para dentro, de dentro para fora? crio possibilidades e realidades a cada momento em que reparo nessa vida, nesse entroncamento de destinos e olhares. esbarro na montanha da vida, na árvore do conhecimento que me oferece frutos de profundo saber e eterno sofrimento. regojizo, alegria, amor, felicidade e completude. perdido e afastado de tudo isso, redimo-me ao sofrimento econômico, ao apocalipse da solidão, do isolamento e mergulho nas águas infinitas de minha história.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-7150768889926759544?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/7150768889926759544/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=7150768889926759544' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7150768889926759544'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7150768889926759544'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/12/minha-histria.html' title='minha história'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6784857194331539751</id><published>2007-12-06T07:41:00.000-09:00</published><updated>2007-12-06T09:11:49.092-09:00</updated><title type='text'>Homenagem a Raquel</title><content type='html'>já começo essa pequena homenagem com um pedido de desculpas pelo atraso da postagem, ou pela impossibilidade de transmitir tudo que sinto por esse veículo limitado e fugaz. mas, como o tempo, para mim, não existe enquanto matéria dada, a não ser que alguém o observe e procure mensurá-lo (ainda não entendi muito bem a razão de contar o tempo...), aproveito a oportunidade para deixar aqui essa homenagem a Raquel, que no último dia 4 completou 27 anos. tristes esperanças dão lugar às lembranças de um amor por inteiro, de um casamento sem papel assinado, mas cravado no peito. não sei direito o que dizer em tua homenagem, ou o que levaria na silhueta das palavras o recado que gostaria de te dar. não estamos juntos e, portanto, não posso lhe dar um abraço apertado e um beijo bem forte, olhando-te nos olhos e sentindo o palpitar leve e incontido de nossos corações. não estou ao teu lado para te render meus parabéns e meu desejo profundo de vê-la crescer, amadurecer e colher os frutos que planta e cuida com tanto cuidado, carinho e afeição.&lt;br /&gt;foi assim que cuidaste de nós e de nosso amor. com dedicação, paciência (e olha que tens que ter paciência para me aturar!!) e carinho. devo render essa homenagem de maneira simples e direta, dizendo pra ti tudo aquilo que sou capaz de dizer com relação a você que tanto amo e desejo bem. primeiro, não lhe daria a "Luneta Mágica", nem com o poder da visão do bem, tampouco com a visão do mal. poderia, quem sabe, lhe dar a visão do bom senso, mas se encontrasse essa luneta acho que provavelmente a guardaria comigo... pois não há coisa que eu precise mais do que bom senso!&lt;br /&gt;aniversários são sempre conturbados, repletos de emoções e lembranças que povoam nossas almas. nos trazem imagens e sentimentos que muitas vezes não queremos olhar, mas o teu aniversário me trouxe muitas lembranças boas e situações que me fizeram ter a certeza da singular importância que você fez e ainda faz na minha vida. espero que sempre tenhas isso em mente, mesmo fazendo as escolhas que fiz, sempre carrego-te comigo e tenho-te como interlocutora durante meus dias de solidão e inspiração.&lt;br /&gt;Raquel, tu és isso: inspiração! fogo que arde em eterna paixão! te adoro e te quero muito. espero que teus dias se revelem cada vez mais iluminados e repletos de encantamentos e descobrimentos. nunca esqueça disso: tu és única e inigualável, sejas assim sempre e terás tudo que desejares. um beijo enorme na minha eterna menina com uma flor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6784857194331539751?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6784857194331539751/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6784857194331539751' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6784857194331539751'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6784857194331539751'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/12/homenagem-raquel.html' title='Homenagem a Raquel'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-4095408717603831433</id><published>2007-11-26T15:47:00.000-09:00</published><updated>2007-11-26T16:02:02.539-09:00</updated><title type='text'>três minutos</title><content type='html'>quase uma semana após a última postagem, volto com novidades terríveis e incríveis de um dos sentidos mais estudados e valorizados de nossa cultura: a visão. tanto tempo após leitura do clássico "O Alienista", de Machado de Assis, revivo a curiosidade quase infantil que este me proporcionara ao debruçar-me sobre "A Luneta Mágica", de Joaquim Manuel de Macedo. nomes, ou renomes à parte, as escritas confluem para uma reflexão profunda a respeito do que acreditamos ver e conceber enquanto realidade factual. absorto em pensamentos novos e inesperados, construo, pouco a pouco, uma epopéia de devaneios sobre o poder da "Luneta Mágica", que revela após três minutos de um lado, a visão do mal, de outro, a visão do bem. lados opostos da mesma moeda: o ser humano em sua 'mundanidade' irrestrita e irrefreada. desejos de posse, de perda, desalento e desconforto de almas atormentadas, perdidas em pequenos retratos superficiais, em cujos semblantes rogamos observar nossos próprios medos, angústias e esperanças. para lém desses três minutos, aguardam-nos a visão do mal e do bem, mais ou menos observáveis através da luneta mágica. instrumento de descobrimento, desvelamento da alma, do espírito mais impenetrável, do segredo mais profundamente escondido. em ritmo de final de ano, aproveito para lançar mão deste marvilhoso artefacto (não sei se a leitura desses clássicos, ou a própria luneta em si) no descobrimento das almas que me cercam e dizem meu nome em ressoar incerto de admiração e inveja. as formas derivadas no volume, na altura e na profundidade, capturadas no olhar através da luneta, seguem perfomances dignas do teatro medieval, onde todos os figurantes morrem até o final da peça. tragédia grega, teatro circular, conto mitológico do ser ontológico e da escrita, da palavra descrita enquanto alicerce da experiência semântica, da distração da alma que persegue o medo e a vigília dos transeuntes anônimos da cidade. reflexos no espelho da vida, rompimentos e percalços daqueles que vêem além dos três minutos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-4095408717603831433?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/4095408717603831433/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=4095408717603831433' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4095408717603831433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4095408717603831433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/11/trs-minutos.html' title='três minutos'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-7752368410819322775</id><published>2007-11-20T14:57:00.000-09:00</published><updated>2007-11-20T15:18:07.922-09:00</updated><title type='text'>palavras e vazio</title><content type='html'>se o mundo fosse feito de palavras e olhares, o que seria de nossos corpos, de nossas almas que flutuam ao sabor da brisa em plena primavera? se o mundo dependesse estritamente de dinheiro e status quo, o que seria do amor e do carinho que guardamos com tanto cuidado em pequenas caixas nas estantes ou nas gavetas do quarto? ai, o que seria de mim? último romântico a existir, a respirar este ar poluído e fétido de nossas cidades malcuidadas, descuidadas, esquecidas, como pequenos seres que sobrevivem do lixo, das latinhas e do resto do mundo. a voz rouca encanta meus ouvidos, me traz lembranças de um tempo já perdido da infância, de um calor incrível de verão, sem suor, nem lágrimas, preservado em estado artificial num ambiente condicionado, climatizado por exaustores e máquinas repetidoras, prefixos de corpos imaginários, refletidos, tidos, perdidos, fragmentados em pequenas partículas das páginas de revistas. glamour, dinheiro, poder, sensualidade, o que mais sobra nesse supermercado de mercadorias estragadas e podres? o que procuro nas estantes da vida? o que espero do mundo, dos olhos que outrora tive a meu lado? da voz que outro dia me confortava, me acordava e lembrava como era bom viver junto com alguém... ai, palavras, mortas, machucadas, como quem as coloca no mundo, mesmo que virtual, porém, real para quem as lê. sem saber ao certo quem as enfrentará e o que dirá em seguida, que partículas irá levantar, que corpos irá tocar, ou almas irá machucar. são apenas palavras que, mais uma vez, caírão no breu do vazio perpétuo, despencando no abismo das catástrofes individuais, vividas em pequenos quartos de madeira e chão batido. lágrimas tardam em escorrer pelo rosto, lembranças de dias e noites, de tardes infindas, de esperanças e sonhos, de devaneios divididos. quem sou eu? o que faço? o caminho é torto, repleto de esquinas, de curvas e sinais. o que estou pronto para traduzir? o que ponho para refletir em pequenos pedaços de espelho quebrado? sinto, como sinto, as coisas, as imagens, os sons, as cores, os cheiros, as texturas... ai como choro, o vazio, o ar que respiro, as noites maldormidas, as manhãs desperdiçadas... ai se pudesse gritar tão alto para que me ouvisse e pudesse sentir meu choro mudo, minhas lágrimas secas que brotam em momentos tão inoportunos quanto uma vontade súbita de cagar. quero colocar para fora isso que arde dentro de mim, das lembranças de um amor rompido, até as esperanças do futuro próximo. para onde estou indo... mar sem ondas, praia sem vento, sol sem lua, céu sem terra. catapulta do desejo, vazio premente, escuridão secular, idade média do amor...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-7752368410819322775?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/7752368410819322775/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=7752368410819322775' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7752368410819322775'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/7752368410819322775'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/11/palavras-e-vazio.html' title='palavras e vazio'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6982602957664770373</id><published>2007-11-13T14:50:00.000-09:00</published><updated>2007-11-13T15:00:17.201-09:00</updated><title type='text'>sobre temperos e tempo</title><content type='html'>o corte rápido e sutil na carne deixa entrever as pequenas ranhuras de uma vida. o sangue tarda em escorrer e a carne tenra e firme contém o corte e aguarda os temperos que lhe acalmam a ferida. grãos e pó, folhas e raspas, pequenos condimentos, temperos para a vida, para um tempo de sonho e ilusão. a carne agrada aos olhos, ao olfato com seu leve aroma de mar e sal. o corpo, mutilado, não respira mais o ar subaquático dos mares, mas sim as pequenas partículas de temperos e tempo que lhe conferem preço e sabor singulares. moer, picar, cortar, raspar em pequenas porções de amor e carinho, cuidado e atenção com o ser que renasce da criação, sobre temperos e tempo.&lt;br /&gt;o óleo esquenta e respinga, torce a carne e endurece a camada de ervas e grãos dispersos. salta e estala, a capa de tempo e sobras de vida caem sobre os temperos, e tombam fogão abaixo. a panela quente, ferve, faz fumaça, faz vibrar e enche a casa de cinza e lamentos. perdeu-se a carne com o descuido, com a falta de olhar, de fitar sua paciência, seu tempero e tempo.&lt;br /&gt;eles chegam com o vento, trazidos de longe, de um lugar desconhecido, de montanhas e praias distantes. eles tocam e comovem, mantêm firmes e especulares, tendências e modas, razões e lógicas.&lt;br /&gt;um vai com o outro, o outro repara em si, no contraste que absurda sua voz, seu toque e seu aroma. crosta terrestre sobre temperos e tempo, resta apenas um minuto na frigideira, expulsa o limite e a fronteira, permite, assim, viver a expectativa, o sonho de um dia, reunir na panela, vida, morte, temperos e tempo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6982602957664770373?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6982602957664770373/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6982602957664770373' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6982602957664770373'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6982602957664770373'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/11/sobre-temperos-e-tempo.html' title='sobre temperos e tempo'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-773978030734702186</id><published>2007-10-30T13:13:00.000-08:00</published><updated>2007-10-30T13:32:01.754-08:00</updated><title type='text'>vermelho e azul</title><content type='html'>o músculo que impulsiona o sangue através do corpo ressoa o tom do batimento em dó, a permanência de seu ritmo propulsiona o corpo, o tira do chão e faz suar.&lt;br /&gt;a esperança de bater mais uma vez, de ecoar mais uma vez na interioridade do corpo, na exterioridade do olhar, reflete o sangue vermelho que desce e azul que sobe em fuga.&lt;br /&gt;repetições de um mesmo soar, de um sino que pende em dias de chuva e vento, batidas como na água de pétalas e pedras.&lt;br /&gt;nascimento e morte instantâneos, retratos da vida, do espírito, do sopro vital que nos joga na dança dos corpos, dos sabores e cheiros, do peso e das medidas.&lt;br /&gt;as linhas não servem, a curva nos leva ao desabafo da perda, a inexatidão nos capta e captura o olhar que vê atravessado.&lt;br /&gt;um vazio irremediável se apresenta, um toque na porta do outro, uma batida na batida do outro.&lt;br /&gt;ora, quem és? quem se apresenta em prantos e cores, em volumes e formas de uma mente inconstante?&lt;br /&gt;quem, ou o que? como poderei saber, se na interseção dos espaços renasce uma pedra, perdida, batida na superfície da água mais remota dos sonhos.&lt;br /&gt;armadilhas e tropeços, desejo o desconheço.&lt;br /&gt;arremato o sabor da aurora e o temor da madrugada perdida em devaneios de uma vida singela, de um ar infantil que inalo novamente, que permito novamente adentrar meus pulmões e captar, capturando o sangue vermelho que sobe e azul que desce em fuga.&lt;br /&gt;ah! se eu pudesse controlá-lo, sangue! sua batida em pequenos cascalhos, na corredeira da vida, dos sonhos perdidos água abaixo.&lt;br /&gt;oh! temor do amanhã, do inesperado, do encontro firmado entre eu e você, entre o que sou, quem sou e o que vejo que sou, quem vejo que sou.&lt;br /&gt;súbita consciência de si, de um dia ter sido alguém, de ter poupado o fôlego e fechado os olhos, de ter sonhado ainda mais uma vez com aquele lugar distante e longínquo, repleto de flores e cores, de uma árvore calma e robusta, que provém sombra e descanso para o corpo, que nos dá campo e fantasia para o espírito.&lt;br /&gt;raízes e galhos, copa e folhas, leve tilintar de sombra e suor, de calmaria e paixão, de queima e combustão. ah! perda do fôlego, da esperança em acordar e ver, encarar assim o dia que nasce e vida que finda.&lt;br /&gt;ah! se não fosses tu, majestosa árvore de pequenas flores roxas que caem com o vento, teus galhos me protegem e me carregam para além, para um lugar desconhecido, despercebido, talvez esquecido, do mundo onírico das palavras.&lt;br /&gt;sem palavras, com olhar, sem voz, com soar, conjugar e recordar, rememorar a tomada de um ar, de um sangue vermelho que sobe e azul que desce em fuga.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-773978030734702186?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/773978030734702186/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=773978030734702186' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/773978030734702186'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/773978030734702186'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/10/vermelho-e-azul.html' title='vermelho e azul'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6721292957772162572</id><published>2007-10-14T12:15:00.000-08:00</published><updated>2007-10-14T12:38:10.910-08:00</updated><title type='text'>o tempo das águas</title><content type='html'>o tempo corre, a água cai do céu em finas gotas, o novo horário já chegou perturbando o sono da manhã. os dias correm, as noites voam, as semanas galopam, enquanto eu me mantenho preso, sustentado por arquétipos e símbolos de uma vida intempestiva e conflituosa. meus sonhos se misturam à realidade e tudo aquilo que desejava aos poucos se torna real, ou talvez metáfora de uma realidade quase nula e apagada. as luzes começam a acender, o movimento rareia e o batimento acelera ao sabor das pedaladas. a rotina de dia após dia, acordar e dormir pensando conjecturas, abobrinhas de uma mente em eterno conflito. situações que são criadas, situações inusitadas, inesperadas, dignas de um filme noir de terceira categoria. percebi há pouco que não dou mais tanto peso aos problemas, às mazelas da vida, da rotina do dia a dia. as coisas ganham outro peso, outra medida, um resquício de memória, de lembrança, de sonho que tarda a chegar. pernas se cruzam, olhares e mãos se entrelaçam, pequenos problemas que se tornam questões de jantares inteiros, de muitas garrafas de vinho e café. as perdas, os ganhos, tudo é relativo. o aprendizado, o ensino, os diplomas. de que servem? a vida é uma só, tem um único movimento, inalterado, seja qual for minha esperança. não espero mais nada. não aguardo o elevador chegar, ou o porteiro abrir a porta. forço a entrada, irrompo em palavras diretas, porém, sutis. olhar aguçado de quem aprende coisas novas, novos endereços e novos caminhos. porém, os passos são sempre os mesmos, o olhar que pende sobre o vazio é o mesmo, até o vazio é o mesmo. os pisantes me levam a encarar almas castigadas, corpos deformados com a tristeza e a angústia da vida. pobreza de espírito, de desejo, de alma. perda de vontade, de ânimo para realizar as mudanças necessárias. o rio corre ao lado, eu me sento na grama e observo. as pedras brilham com o sol e a água do rio passa levando pequenos cardumes e algas escurecidas. bocas aflitas, corações partidos, mentes desorientadas, espíritos malditos que repetem a mesma história dos vencidos, aquela ensinada nos tempos de escola. singela repercussão de sabores e aromas de um tempo esquecido que não volta mais. não que seja necessário, ou desejável. o tempo passa e deve passar, deve correr junto com o rio, com as águas profundas do devaneio poético.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6721292957772162572?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6721292957772162572/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6721292957772162572' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6721292957772162572'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6721292957772162572'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/10/o-tempo-das-guas.html' title='o tempo das águas'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-1146342071402206460</id><published>2007-10-07T15:33:00.000-08:00</published><updated>2007-10-07T15:52:27.574-08:00</updated><title type='text'>perguntas</title><content type='html'>as figuras do discurso amoroso deslizam em tons e aromas suaves que passam ligeiro ao sabor do vento. as pistas de uma figura repentina se fez, como uma máscara velada, um retrato omitido, uma página virada. não há respostas pois não há perguntas cabíveis ao discurso amoroso, ou que tende a falar do amor tal como o compreendemos hoje em nossa cultura e sociedade. perplexos, soltos, efasivos, fugidios e alertas, sedentos por algo inusitado, novo, dourado, quente e acolhedor. sonhos de um paríso, de um poço de satisfação, de um balde de luxúria e prazer incontáveis. toques e olhares e apertos que se passa com a vida. nos ensina a refletir, a ter calma e perseverar num caminho. a escolha do sujeito por uma posição existencial diante do mundo é sua rota de salvação, seu resplendor dourado e brilhante, quebrando cristais no céu ensolorado sobre o jardim. as cores, o vento, as pequenas ondas e os trapiches. as pessoas que passam olhando, as palmeiras que balançam ao vento. sua postura é de acolhimento e sedução, uma mistura perfeita para fazer as sugestões corretas, no ritmo certo, balanceado, cadenciado, com suavidade e elegância. os olhos sugerem uma porta, uma fresta, uma beirada, talvez um precipício. não sei o quê. as linhas desenhavam cortes e brechas, fissuras no tecido velho e desgastado. há, porém, a tentativa de escolha, a opção que cabe ao sujeito, que lhe pertence, o cheque a depositar, a carta a entregar. sigo autoral, postural, retendo, ocioso, a energia de um velho paquiderme, de um artrópodo, de um ser incomunicável, silencioso e entregue aos pensamentos. contração de energia e deslizamentos seguidos sobre as mais conhecidas fugas. não entendo como consigo dar conta dessa existência, sem sentido, sem beirada, sem estrada, nem rumo. o caminho sou eu que faço, fazendo curvas e dobrando esquinas, encarando a vida como ela se apresenta, com suas oportunidades, seus cânions e labirintos, seus abismos existenciais. as postagens refletem momentos, insights, replicam uma realidade de perdas e despedidas, de angústias e solidão. um olhar triste e tedioso paira sobre mim e minha ura se escurece, perde o brilho e o interesse de afogar-se no mundo. minha tendência é inata, ao desespero da solidão, ao romantismo do isolamento, do apego à natureza, da certeza que um dia voltarei para aquele lugar tão sonhado, várias vezes perdido, de Mãe. o aleitamento, a percepção de um olhar uno, mas dividido, fragmento e rompido em tenra idade. as características anormais e doentias, as dores castigantes, a perplexidade mental e prostração geral, os estados da alma do desespero existencial, do grito mudo que nos faz sucumbir ao fracasso premente de nossas vidas. acreditar numa ilusão? continuar tentando, forçando o mundo a me aceitar; quem sabe resignar-me a um lugar simples e sem complicações? perguntas... elas voltam&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-1146342071402206460?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/1146342071402206460/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=1146342071402206460' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/1146342071402206460'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/1146342071402206460'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/10/perguntas.html' title='perguntas'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8750178078920369655</id><published>2007-09-17T08:26:00.000-08:00</published><updated>2007-09-17T08:37:15.283-08:00</updated><title type='text'>de hoje para amanhã</title><content type='html'>o que, de pulos e precipícios, se faz de um homem? quem corre por matas e rios, pisa em baratas e dorme aux beuax etoiles, com a leve esperança de acordar mais jovem ou mais esperto? ah... declino propostas de amor superficial, de toques inusitados ou indesejados. o que continua a brilhar nos olhos de quem sofre? o que atrai as pessoas para aqueles que gritam de dor e choram lágrimas de morte? por que, senão tristeza e frustração, as pessoas se envolvem? para manter um laço com o mundo, uma vez partido, perdido no tempo do anonimato. quem são aqueles que tropeçam no ar e balançam as redes do infinito? o que fazem por nós os triunfos da alma esquecida? como fugir dessa lista de corpos mutilados em pequenas telas de cristal? o que fazer diante do marasmo de uma vida perdida em sonhos e desilusão? quando avistarei o navio que me levará para bem longe, para aquele lugar que não sei o nome, mas me chama como paraíso na terra? sigo, persigo, o caminho, o desvario do buraco da palavra, dos limites entre a letra e o raciocínio. que beleza me trazem as embarcações de outrora? de um passado tão longínquo quanto o medo que reside aqui. das ruas e esquinas se forma a imagem de um corpo ambulante, que persiste ambulante, que resiste ao vento e à máquina que nos controle e governa a todos. soluços de saudades, gritos de alegria e vazio de fome. dias sem dormir, noites sem comer, semanas sem tocar ou saborear algo da alma, que nutre e anima o corpo. confusão e desejo. queimo em pequenas parcelas de horário de almoço, de pequenos lanches para passar o tempo e resistir ao vazio absoluto do tempo. o que, de fato, fazer frente ao buraco da existência? o que poderei responder quando a morte chegar? o que direi a ela? o que apresentarei como currículo? resumo de uma vida, papel inviolado, coberto de sangue e defecação. símbolos de ontem, ícones de amanhã, figuras de linguagem, concreta, absoluta, repleta, de conchas e ninhos, chalés e rodamoinhos. roda mundo, roda peão. letras, odores e enigmas... sigo, prossigo, persisto. até amanhã.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8750178078920369655?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8750178078920369655/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8750178078920369655' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8750178078920369655'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8750178078920369655'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/09/de-hoje-para-amanh.html' title='de hoje para amanhã'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-9205114963742792704</id><published>2007-09-14T08:21:00.000-08:00</published><updated>2007-09-14T08:34:20.331-08:00</updated><title type='text'>infância em concreto</title><content type='html'>a tristeza solitária da menina lhe traga entre os fios e calças penduradas. seus dedos pequeninos cintilam na beirada, tocando a corrente que sustenta a janela. procura passar o tempo. guarda suspiros de angústia e tristeza. cabelos soltos lhe cobrem o rosto e os olhos. a boca entreaberta parece dizer algo incompreensível, um lamúrio perdido no tempo corrido do centro. o quadro de alumínio suspende seu corpo e a alça num vôo pueril de lembranças e devaneios. a buzina lhe acende o espírito, lhe tira o sossego. o caminhão interrompe a exibição e faz parar o tempo. as portas abrem e fecham, fazem corpos e olhos perambularem soltos, perdidos. pequenos instantes de lucidez e transparência. súbitos ataques de consciência e perplexidade frente ao inusitado do dia a dia. o silencio perdura e resgata o incólume sentimento de solidão projetado na criança. infância em concreto, cinza e enfumaçada, solitária e entristecida. braços finos e alongados tocam o céu da imaginação e fazem carinho no vazio da fome intelectual. perguntas e respostas de um ser desesperado, despreparado para a vida, para a morte. sinais de trânsito, de dor e prazer. prazer solitário em assistir ao circo da vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-9205114963742792704?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/9205114963742792704/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=9205114963742792704' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/9205114963742792704'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/9205114963742792704'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/09/infncia-em-concreto.html' title='infância em concreto'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6676049510661103499</id><published>2007-09-07T17:44:00.000-08:00</published><updated>2007-09-07T18:09:46.022-08:00</updated><title type='text'>tráfego</title><content type='html'>seria tão absurdo assim eu esquecer meu próprio nome? aquilo que me significa no mundo? seria possível ,ou uma mera utopia, um sonho filmado num quadro, numa tela. pausa. siga. jogue. pinte e borde. deixe teu coração partir. quebrar em pequeninos estilhaços de sangue e carne-&lt;em&gt;trêmula. &lt;/em&gt;qual desses nomes sobressai? qual deles sobreviverá ao desperdício da palavra? o que de mim restará? logo após as palavras escaparem de minha alma, descortinando meu corpo, revelando seu poder, cobriram meus olhos, impediram-me de ver aquilo que se me colocava como vida.&lt;br /&gt;em vida, num sentido, seguindo um caminho, infinito de descobertas e lembranças. limiar entre completude e vazio. o abismo do corpo é a gaveta do armário, a panela de pressão que empurra e explode, lançca sua tampa em pleno vôo espiritual. onde está meu corpo? para onde olho? para onde meus olhos carregam meu corpo? sigo meus instintos, meus sentidos, meus dedos. cores e formas, linhas e possibilidades. mero possível, intangível sonho realizado. percepção obtusa da realidade, mitificada do sujeito. perplexidades impalpáveis. grilos apitam e agitam a noite. o vento frio aquece o peito e faz pensar: no que quero tocar? o que me dá prazer? será apenas um sonho?&lt;br /&gt;em que vida seguirá? seu sentido é perdido? comprido. encurtado. decidido no imediato. no olhar. no perceber-se a si mesmo em pleno vôo. cristais de nuvens e cubos de gelo despencam do céu e cutucam o estômago do gigante deitado. seu pulmão filtra o ar, preenche a rua, suas mãos tocam o peito, cobrem a lua. seu corpo enorme ocupa o quarteirão, sua pose desleixada preocupa um batalhão. perde-se a conta dos dias, das noites, da esperança em vê-lo ir embora. mas não. a cada dia que nasce, o gigante acorda e levanta, sai à procura de algo a comer, qualquer coisa que caiba em sua boca de trator. suas pegadas arrastam postes, fios e rede elétrica. a população desistiu, foram embora, à procura de algo menor que eles a comer.&lt;br /&gt;no que a vida se tornara? que possibilidades de sonhos surgiram? que pétalas irão ventanear? as águas límpidas que tombam do céu, limpam o chão poluído da terra. a represa de sentimentos irrompe a barreira e cai em prantos de cachoeira, em momentos de delicadeza infinita. corridas e passos firmes, olhares e apertos de mão. sorrisos, lampejos de idéia. preconceito, precavido, pecaminoso.&lt;br /&gt;cristão. cruzes. credo. cor. caminho. colisão. comportamento. comunicação.&lt;br /&gt;agimos em vão. à volta do rio. das margens ao infinito. ao fundo do poço. do coração. da cabeça que brilha ao luar. que guia o corpo pela rua, que posta a carta e aguarda o mensageiro. o espaço do tempo, o tempo do espaço. que vida além de um passo atrás de outro passo?&lt;br /&gt;que podemos chamar de olhar? de encantamento? de luxúria? não me aborreço com pouca coisa. existem tantos buracos e pregos quanto a madeira e a caixaria. as tábuas estão suspensas. o odor da carne morta, assada, do suco leitoso que o rodeia, entremeia em minha pele a visão de um amanhã mais tenro, mais senso, mais lento. d eum aplanta crescendo, de um albatroz em rasante, de uma baleia num rompante.&lt;br /&gt;ângulos e superfícies de desejo, de fuga capaz de fissurar, de (ir)romper com o espelho da realidade, do vazio inevitável da procura. procuras o que? onde miras o olhar? em que pretendes chegar? dedos e unhas, cravos e canela. pinturas à mão, móveis contorcidos. madeira e ferro, vidro e plástico. castigo e redenção. num navio esculpido em pedra sabão, numa casa feita à mão. sacos de dormir, calor humano. cabeças que pensam, bocas que falam, olhos que flertam. mãos que tocam, dedos que entram. pernas se soltam, bocas se unem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6676049510661103499?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6676049510661103499/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6676049510661103499' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6676049510661103499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6676049510661103499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/09/trfego.html' title='tráfego'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6429685177521786838</id><published>2007-08-15T08:10:00.000-08:00</published><updated>2007-08-15T08:35:46.649-08:00</updated><title type='text'>águas</title><content type='html'>imagine (se é que há algum leitor dessa joça) essa idéia que alimento há algum tempo para tentar explicar o sentido da vida, ou o modo como vivemos.&lt;br /&gt;somos organismos vivos em eterna mutação. na verdade, essa mutação parte tanto de dentro para fora quanto de fora para dentro, tudo depende das bordas, das fronteiras entre nosso corpo e o meio. quanto mais pontos de contato e quanto maior o nível de permeabilidade, maior será a influência de um no outro. de certo, para identificar se o movimento de transformação parte de dentro ou de fora, seria preciso um acompanhamento próximo e cuidadoso de um sujeito em específico, que explicaria suas decisões, pensamentos e atitudes no decorrer de sua relação com o meio e com os outros.&lt;br /&gt;para melhorar a linguagem e facilitar a digestão, simplifico: já que somos todos organismos vivos em eterna mutação, nada melhor para exemplificar essa idéia com uma metáfora já bem desgastada, a de que a vida é um rio. pois bem, se a vida é um rio, podemos deduzir que existem margens, fundo, algas, pedras, outros organismos, a floresta ao redor, as raízes e, é claro, a água corrente. somos, portanto, tudo isso ao mesmo tempo. refletimos em nossas atitudes, nossas escolhas, cada parte que compõe o rio de nossas vidas, às vezes, sendo mais pedra, outras mais água e noutras ainda, mais floresta. certo é que nunca deixamos de nos movimentar, mesmo que sejamos aquela alga presa à pedra no fundo do rio. aproveito esse afluente para detalhar essa idéia.&lt;br /&gt;o movimento ininterrupto de nossas vidas é, em alguns breves momentos, interrompido, ou cadenciado quando escolhemos (ou escolhem por nós, no caso do meio influenciar mais que o organismo) agarrar-nos à alguma pedra ou raiz no leito do rio. em outros breves instantes somos jogados à margem ou subimos à superfície do rio e alcançamos à floresta ou quem sabe às nuvens numa súbita explosão de harmonia entre céu, terra e água.&lt;br /&gt;qual a distância do rio? sua extensão e profundidade? que tipos de árvores vivem ao redor? quais outros organismos vivem nessas águas? é pedregoso, arenoso ou límpido rio de águas cristalinas? respostas que vão ter de aguardar até a próxima postagem para serem atendidas. enquanto isso fica o pensamento: o rio nunca é o mesmo rio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6429685177521786838?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6429685177521786838/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6429685177521786838' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6429685177521786838'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6429685177521786838'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/08/guas.html' title='águas'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-4357069042284478631</id><published>2007-08-13T16:54:00.000-08:00</published><updated>2007-08-13T18:25:07.327-08:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>lembrei-me de um sonho enquanto decidia o que escrever hoje. não sei porque os sonhos teimam em voltar durante a vigília, como peças de teatro ou filmes que voltam ao cartaz por nenhuma razão (além de preencher um espaço vazio na programação de algum teatro de quinta). deixo essa questão para outra hora, agora quero descrever (tentar pelo menos...) esse sonho que voltou a mim há alguns instantes.&lt;br /&gt;como naqueles filmes em que não se vê quem olha, eu era a câmera, sentado num banco de uma estação de trem. haviam algumas pessoas, entravam e saíam da lanchonete e da sala de espera repleta de pequenos assentos desconfortáveis. algumas, em pé, aguardavam o trem que tardava em chegar. era dia e o sol iluminava todos os cantos do lugar. uma luz dourada riscava o chão, desenhava os tetos e as linhas de segurança. escutava o trem se aproximar, as pessoas pendiam suas cabeças e olhavam em direção do infinito, onde os trilhos desapareciam no horizonte. nada. somente o ranger dos trilhos e o arranhar dos vagões. porém, nenhum trem chegava à estação. o tempo parecia não existir e a luz dourada do sol continuava a brilhar. eu observava a lanchonete, a sala de espera e as pistas de embarque sem sair do banco. uma mulher subia a escada do outro lado e o vento repentino me chamou a atenção. reparei brevemente em seus joelhos. eles apareciam e sumiam rapidamente, a cada passo subindo os degraus. novamente o barulho do trem. nada. voltei a olhá-la e, por alguns segundos, ela parecia alçar vôo. seus pés flutuavam e sua saia dava forma ao vento e esculpia seu corpo. algumas centelhas, pequenas brasas explodiam no ar. o barulho do trem aumentava, o chão vibrava e mais gente chegava virando as cabeças para o horizonte. sumiam, um a um. como se pegassem o trem que acabara de passar. centelhas brilhantes ofuscavam meus olhos. olhei para baixo. vi meus pés calçados num par de sapatos antigo. as ripas de madeira do banco estavam marcadas com iniciais e pontos, riscos e buracos. quando levantei a cabeça lá estava o trem. sua respiração era forte e o calor intenso. levantei-me para dar os primeiros passos em sua direção, mas não parecia me mexer e ele seguiu. senti um pequeno ranger em meu peito, meu coração descolava, meu estômago caía, meus pulmões encolhiam. estiquei a mão para tentar alcançá-lo, em vão. meus pés ainda não tocavam o chão e as pequenas centelhas queimavam meu rosto. só percebi aquele sujeito ao meu lado, olhando para o horizonte com uma pasta numa das mãos. olhei ao redor. sobrevoava a estação, a pequena cidade, a lanchonete, o saguão e as pistas. nada. o horizonte rangia. a luz dourada desaparecera.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-4357069042284478631?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/4357069042284478631/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=4357069042284478631' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4357069042284478631'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/4357069042284478631'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/08/lembrei-me-de-um-sonho-enquanto-decidia.html' title=''/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-8650659998096789557</id><published>2007-07-23T10:06:00.000-08:00</published><updated>2007-07-23T10:16:54.864-08:00</updated><title type='text'>suspiros...</title><content type='html'>nesta luta diária, percebo que meu maior adversário sou eu mesmo, meus medos, meus receios, recalques e desvarios. para onde sigo? com quem sigo? não pararia hoje de fazer-me perguntas que não têm resposta. repouso no saber de mim mesmo, no que posso fazer para dirigir minha vida em direção aquilo que considero meta, objetivo, ponto de chegada. somente para descansar, acolher-me por alguns instantes, para depois prosseguir viagem em busca disso que não sei o nome. recolho-me na insignificância de algumas palavras que tentam expressar uma decisão, uma escolha, que não sei, nem de longe, se é acertada. sei, somente, que devo escolher, antes que escolha sozinho, preciso escolher com você. decidir com você o destino de nossos olhares, de nossas bocas e corpos mutilados. aos poucos, sinto que tudo irá entrar na grande corrente da vida e encontrar seu espaço no mundo de sensações e pensamentos que compôem minha paisagem existencial. se durmo e sonho é com imagens desconhecidas, perdidas entre lembranças e devaneios, sustos e risos. de um circo, picadeiro de humor e lágrimas, palco de horrores e pavores de um mundo só, de um solo partido, marcado pela chuva e pelo sol. sou tantas coisas que não sei quem sou. sou tantos olhos que não sei o que vejo. sinto tantos corpos que não sei onde está o meu. corpo, linha, direção. olhar, sentir, pensar. refletir, perceber, montar. um grande quebra-cabeça que se impõe à minha frente. sou o que? vento, lágrima, soluço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-8650659998096789557?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/8650659998096789557/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=8650659998096789557' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8650659998096789557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/8650659998096789557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/07/suspiros.html' title='suspiros...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-6399153732864164335</id><published>2007-07-15T09:04:00.000-08:00</published><updated>2007-07-15T09:26:20.913-08:00</updated><title type='text'>devaneios</title><content type='html'>tantas mudanças, tantos caminhos têm se aberto aos meus olhos, fazendo transparecer algumas belezas e muitas tristezas que encontramos na vida. nunca antes havia pensado em encontrar tais situações e ter de enfrentá-las do meu modo, com as armas que tenho e o impulso que me anima. percebi as alterações refletidas na carne, da pele, nos nervos, na alma. as pequenas marcas, profundas marcas que alteram meu sentido, que traçam um percurso até então desconhecido. percebo a estranheza de mim mesmo, reparo em minha presença-ausência na vida de outras pessoas, como estas me percebem e encaram meu jeito de ser. minha lente suja e limitada me impede de ir além, de vencer meus limites, de ultrapassar as fronteiras que me deixam cristalizado em alguns momentos. essas paradas, apesar de necessárias, não podem me prender, me segurar durante muito mais tempo. as amarras que me enclausuram no sistema percepto-cognitivo do mundo, controlando freqüências, modulando experiências, circunscrevendo territórios, planícies mais ou menos fertéis, onde posso plantar e semear tudo aquilo que sempre quis, mas nunca soube. aparece-me, cada vez mais clara, a força do meio que toma forma e força passagem pelo muro do recalque, de minhas desilusões há muito esquecidas. esse meio me obriga a admitir o movimento do outro, a compreender, ou pelo menos tentar, seu ritmo e identificar os momentos de explosão, típicos de um salto qualitativo, que nos impulsiona além de nossos limites, das rédeas da normalização. nesses breves e fugazes instantes conseguimos vislumbrar como seria se fôssemos capazes de instaurar novas normas a partir de nosso desejo, de alçar novos vôos sempre que as forças do recalque nos cristalizassem a ação. é esse meu objetivo: instaurar uma nova norma e romper com o paradigma que me mantém enclausurado nesta forma abstrata e inconsolada.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-6399153732864164335?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/6399153732864164335/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=6399153732864164335' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6399153732864164335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/6399153732864164335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/07/devaneios.html' title='devaneios'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-116939106574205188</id><published>2007-01-21T05:33:00.000-09:00</published><updated>2007-01-21T05:51:05.786-09:00</updated><title type='text'>o que?...</title><content type='html'>recomeço. repensar. refletir. revigorar. tento, através das palavras, falhas, sublimes, ausentes, reviver, reacender o que sobrou de mim. eu? o que sou? quem sou? onde sou? com quem sou? sou com ninguém? sem ninguém? quem está comigo? estarei comigo? quantas perguntas sem resposta. não quero, não vejo, não escuto, nem sinto. as percepções, sensações traduzidas, perdidas em sentidos de uma prosa vencida. na avenida, nas estradas da vida. caminhos tortos, percursos sinuosos, sinuosidades, perplexidades. o que será que está acontecendo? não sei. não sei o que acontece. vivo o dia a dia. deixo passar o tempo. seguro-me na cadeira. sento na varanda e observo as nuvens que viajam ao sabor do vento. o peito está preso, travado, não executa seu movimento, não obedece às ordens da mente, do estômago. pra onde vou?&lt;br /&gt;romper com você, cada vez mais se mostra ter rompido comigo mesmo, com a realidade que me emoldura, que me dá linha, quadro, margem, fronteira. diluídas, escorregadias, voláteis. sentimentos de ciúme e insegurança, raiva e solidão. pois escolhi esse caminho. escolhi viver exatamente isso. mesmo sem saber, sem imaginar o que chegava, o que se mostrava, pulei, pulei, com os olhos entreabertos, com o peito aberto, sendo sincero com o medo, a adrenalina.&lt;br /&gt;cores, vibrações, deslizes, escorregões. as rodas deslizam, insinuam na estrada uma força. algo perdido, que não controlo, que não aproveito.&lt;br /&gt;queria estar bem, com um mínimo de paz e tranquilidade para enfrentar o cotidiano. mas tudo parece ser mais forte que eu, tudo parece uma grande massa de ar e água que vem ao meu encontro e me tiro o eixo.&lt;br /&gt;lembrar, relembrar, resistir. penso em você todo dia. sei que te perdi, não quero forçar.&lt;br /&gt;sinto tua falta, teu corpo, teu olhar. não quero te magoar, tampouco te fazer sofrer.&lt;br /&gt;mas sou errado e não consigo viver. você, meu porto, minha terra, meu jardim, que me guarda.&lt;br /&gt;você, que me constitui, que me isola do mundo, que me faz único e especial.&lt;br /&gt;sem você a vida parece sem graça, o caminho sem cor, o vento sem dor.&lt;br /&gt;tudo dói aqui dentro, e lá fora é tudo grandioso, eloquente, consequente de uma ação.&lt;br /&gt;não te esqueço, não quero esquecer. deixo em repouso, suspendo a alma, o corpo.&lt;br /&gt;respiro devagar. sinto os efeitos tardios, a arrebentação que me acorda de um sono profundo.&lt;br /&gt;não sei se dormi, se sonhei. as noites são como assaltos, pesados, repletos de imagens, de perguntas, de falhas.&lt;br /&gt;onde estarás? o que fazes? onde está tua cor? teu cheiro? teu sabor?&lt;br /&gt;a comida, nem se fala. o que precisa, a necessidade é o limite. não invento, nem tento.&lt;br /&gt;deixo passar.&lt;br /&gt;é... a vida.... não sei o que dizer... que sinto... que sofro... que vivo... sem você, aqui estou...&lt;br /&gt;partido...enclausurado na fina bolha que me protege da morte... não sintas por mim, não se culpe, nem se sinta idiota... você é perfeita... sincera e clara, decidida e forte... saberás, melhor que eu, superar, vencer e crescer com tudo isso... já eu....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-116939106574205188?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/116939106574205188/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=116939106574205188' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116939106574205188'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116939106574205188'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/01/o-que.html' title='o que?...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-116934048309633804</id><published>2007-01-20T15:38:00.000-09:00</published><updated>2007-01-20T15:48:03.193-09:00</updated><title type='text'>horizonte perdido</title><content type='html'>após um mês distante dessa tela, desse espaço, revisito-me, permito-me escrever sobre sentimentos e os efeitos de minhas escolhas. ter mergulhado nessa viagem, escolhido navegar a sós com o mar as venturas e desventuras da vida adulta, está me custando a sanidade do corpo e da alma. definho lentamente num processo de adaptação desconhecido. tudo é novo e também muito difícil de manter, por isso preciso ser disciplinado, manter o passo largo chegando sempre na frente da demanda, do que o mundo me pede. que urgência é essa que grita dentro de mim? por que sinto essa necessidade de desvencilhar-me? ter lido a mensagem dela, suas palavras, seus sentimentos tão bem expressos, tão claramente colocada, sinto não ser capaz de manter-me ao seu lado. como é possível? por que digo isso? não sei bem ao certo... tampouco o que me aflige é algo que sou capaz de enxergar. percebo muito pouco de minha realidade. sou um astronauta, voando, navegando um espaço sem lei, o universo plural. o caminho traçado, as pedras perdidas, jogadas ao ar, no leito do rio. as memórias que cristalizam, a necessidade de manter vínculos e imagens próximos de mim. o começo de um tempo outro, diferenciado, nunca antes experimentado. jogo-me no asilo dos loucos, diariamente, percorro as almas, não consigo escrever, tão pouco produzir aquilo que considero o melhor do ser humano, palavras chave. não vejo portas a serem abertas, nem janelas para me apoiar e observar os pequenos fragmentos da realidade. sou assumidamente fracassado, como em partículas elementares, destinado ao fracasso.&lt;br /&gt;resisto, e respiro, a paciência é a virtude dos sábios. aguardo, preciso aguardar, esperar, observar e aproveitar o melhor momento para concretizar meus sonhos. metas e objetivos, conquistas e resultados, cobrança e expectativas. sou eu agora, perdido nesse imenso oceano de possibilidades...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-116934048309633804?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/116934048309633804/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=116934048309633804' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116934048309633804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116934048309633804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2007/01/horizonte-perdido.html' title='horizonte perdido'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-116614283908445790</id><published>2006-12-14T14:57:00.000-09:00</published><updated>2006-12-14T15:33:59.246-09:00</updated><title type='text'>conversas, decisões e movimentos</title><content type='html'>as pessoas circulam sem saber pra onde vão.&lt;br /&gt;suas pernas seguem um caminho imposto pelo patrão, pela ordem.&lt;br /&gt;suas mentes obcecadas pelo resultado, pelo objetivo, pela chegada que nunca chega.&lt;br /&gt;seus braços não servem pra nada, a não ser pagar a passagem e dirigir seus veículos.&lt;br /&gt;braços, pernas e mentes desconexas, perdidas na atmosfera.&lt;br /&gt;seguem, perseguem, se submetem.&lt;br /&gt;em conversas impertinentes, em olhares desobedientes.&lt;br /&gt;em posturas diferentes, e corpos resplandecentes.&lt;br /&gt;o que acontece? o que passa?&lt;br /&gt;a vida. a vida.&lt;br /&gt;a morte. a morte.&lt;br /&gt;eu e você. você e eu.&lt;br /&gt;conversamos, decidimos um pelo outro, cada um por si.&lt;br /&gt;nos movimentamos, nos perdemos, nos entreolhamos, tocamos um no outro.&lt;br /&gt;sobressalto em pleno vazio. calçado em asfalto quente.&lt;br /&gt;saltitas, percebes a verdade que abala a mente e o corpo.&lt;br /&gt;faz tremer o chão e quebra o tijolo.&lt;br /&gt;desarticula as palavras e queima a vista.&lt;br /&gt;percebes a grosseria? notas o movimento? ou segues absorto?&lt;br /&gt;os olhos conversam, não sabem o que dizem, transcorrem o rio...&lt;br /&gt;de janeiro? tavares?&lt;br /&gt;enquanto conversam, os olhos desviam, decidem por si só, sem corpo, nem mente.&lt;br /&gt;perplexos em fragmentos de espelho soltos, pendurados na realidade frágil e instável.&lt;br /&gt;seguem indecisos, à procura de algum movimento.&lt;br /&gt;conversam em pequenos saltos, buracos existenciais de almas deslocadas.&lt;br /&gt;decidem pelo outro que em si existe.&lt;br /&gt;movimentam-se soltos, presos em linhas hexagonais, esquinas urbanas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-116614283908445790?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/116614283908445790/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=116614283908445790' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116614283908445790'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116614283908445790'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/12/conversas-decises-e-movimentos.html' title='conversas, decisões e movimentos'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-116335262987580443</id><published>2006-11-12T08:16:00.000-09:00</published><updated>2006-11-12T08:30:29.900-09:00</updated><title type='text'>primavera de contos e encontros...</title><content type='html'>inicio mais uma tentativa de dar forma às palavras que transbordam de meu corpo e estreitam o laço entre pensamento e afeto. não refleti, tampouco previ essa atitude insana de largar aqui essas palavras. meu sentido é incerto, porém, duradouro. só não sei até quando. será que a vida é uma peça? digo, uma piada? alguma brincadeira sem graça? ou será simplesmente uma peça teatral, com atores principais e coadjuvantes, cenografistas e técnicos de luz e som? uma peça, é certo, nunca é simples, somente para aqueles que assistem-na. meu caso, no entanto, é diferente.&lt;br /&gt;estou em constante balanço entre o palco e as poltronas. reconforto-me na tranquilidade de espectador e, por vezes, me aventuro e incorporo a personagem que nasce de meu interior.&lt;br /&gt;angústia e tristeza são os sentimentos que se fazem presente e presentificam a ausência de sentido e direção da vida. reflito. imagem por movimentos. reflexos do momento, instantâneos eternos, repetidos aleatoriamente. suspiro inacabado. choro guardado. medo e pavor do encontro comigo mesmo. fuga e dilaceramento da alma.&lt;br /&gt;eco das barreiras e percalços do peregrino. ondas e vento forte batem em meu corpo. o frio se acalma com o sol que queima e marca minha pele.&lt;br /&gt;protejo-me com um chapéu de palha. uma imagem. um som. um sabor. um devaneio de primavera.&lt;br /&gt;um súbito esclarecimento da mente, reflexo da alma entorpecida em fugazes instantes de loucura e transbordamento.&lt;br /&gt;perplexidade e alucinação. signos de uma linguagem extinta, porém, rememorada em cada lágrima.&lt;br /&gt;subindo e descendo o vale dos afetos, vejo-me caminhando, só. indo, sem receio do que encontrar. sem rastro do caminhar. pegadas apagadas pelo vento. suor e lágrimas de um eterno sonhador.&lt;br /&gt;primavera de luz, de sol e beleza inigualáveis. guarapuvus encandescentes, amarelo e verde e marrom colorem o morro atrás do quarto. a lontra veio e já se foi. passeou pela rua, tentou falar-me alguma coisa. não entendi. talvez estivesse dizendo: olhe como sou feliz, não tenho que escolher, tampouco corresponder.&lt;br /&gt;ao olhar, ao coração e ao corpo de quem diz nos amar.&lt;br /&gt;ou talvez ela tenha perguntado: guri, por que andas tão triste? não vês que a vida reserva-lhe grandes emoções?&lt;br /&gt;não sabia, de certo, que montanha russa já tinha sido ligada. estou subindo ainda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-116335262987580443?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/116335262987580443/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=116335262987580443' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116335262987580443'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/116335262987580443'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/11/primavera-de-contos-e-encontros.html' title='primavera de contos e encontros...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-115567386497653485</id><published>2006-08-15T12:08:00.000-08:00</published><updated>2006-08-15T12:31:05.043-08:00</updated><title type='text'>Percepções e Devaneios</title><content type='html'>volto após um longo período de reclusão, ou seria de isolamento? outro dia li no periódico que os blogs sá em sua maioria esmagadora voltados para o próprio umbigo de quem os constrói. que lástima, pensei. após muitos meses de dedicação e aprofundamento de questões, essa notinha numa página de jornal me fez rever esse espaço.&lt;br /&gt;insisto nesse espaço enquanto potencial e possibilidade de transformação da realidade, minha e daqueles que aqui aportam. não tenho o intuito de escrever um diário virtual, ou expor minhas angústias - leia-se também, alegrias e prazeres - para quem quer que seja. realmente, é um espaço voltado para minha construção pessoal, mas que pretende ir de encontro às almas que compõem a minha paisagem existencial.&lt;br /&gt;estou vivendo um momento difícil e conturbado. mudanças de ritmo, de limites, de horizontes, de cores e cheiros. meu sentimento não cabe em mim mesmo e acabo recorrendo às atúcias de um vício terrível, ou aos ouvidos de um amigo não tão próximo assim.&lt;br /&gt;me vejo sozinho, acordando no meio de um vale, em sua parte mais próxima do nível do mar, cercado por nuvens densas e cinzas, que me escondem do olhar de terceiros. estou sozinho e respiro calmamente, sempre olhando em direção à lagoa, ouvindo suas pequenas e contínuas ondas vindo na direção do trapiche.&lt;br /&gt;esquento meu corpo e minha alma com pensamentos tenros de amor e saudades de minha família e amigos. procuro desvira minha atenção do tempo que passa depressa diante de mim.&lt;br /&gt;o sol esquenta e esvai as nuvens em pequenas gotículas de água e gás carbônico.&lt;br /&gt;sinto a umidade e o calor crescerem. me vejo pequeno diante do mundo que se abre. não reconheço meus passos. não lembro de meu passado. não almejo futuro algum. estou tão empobrecido, tão limito por mim mesmo. pasmo diante do morro verde e cortado pela rua.&lt;br /&gt;sou eu mesmo que crio o mundo e seus limites. os meus se colocam à revelia de meu desejo.&lt;br /&gt;já sinto algumas mudanças no tempo, mas o espaço continua restrito e medíocre.&lt;br /&gt;as ondas do tempo vão e vêm continuamente, perpetuando a passagem e o eterno presente da angústia.&lt;br /&gt;as bordas e margens da lagoa se desfazem, suaves, grama e areia, água e vento, tornando o espaço matéria de outro mundo, de outra ordem.&lt;br /&gt;sou único e sozinho. reflito. meu rosto e olhos. a água balança incessante dentro de mim.&lt;br /&gt;já não sou mais eu e sim as vozes, as falas, os discursos daqueles que me habitam. procuro meu corpo, meu espírito, minha vontade e ânimo. escorregam pelos dedos e juntam-se às aguas da lagoa.&lt;br /&gt;me percebo junto ao trapiche, de longe, como um observador. quem será esse? quando, no tempo da minha vida, esse se destacou de mim? onde, no espaço de meu corpo, esse cortou os laços comigo?&lt;br /&gt;sou eu e esse. um sentindo e outro observando. sou ainda e mais dois, que não sei quem são. quem observa o observador? quem retrata toda a situação? o juiz? o artista? sou, no fundo, funcionário de meu corpo, peça inacabada de mim mesmo.&lt;br /&gt;levanto lentamente, sem pressa para nada, pois não há nada a ser feito. olho o mundo ao redor. meu mundo, meus limites. não persigo mais um sonho, ou um objetivo. estou à deriva de mim mesmo. sujeito às intempéries de minha alma, aos conflitos originários de meu espírito.&lt;br /&gt;surgi, reflito, do conflito entre almas, do confronto entre dois seres inconscientes, soltos e perplexos.&lt;br /&gt;não sou muito mais que o resultado de um conflito, um organismo mal feito e inacabado.&lt;br /&gt;sou assim, maltratado, maltrapilho, malhumorado, a-mal-diz-soado; como um verme repugnante que acorda de um sono longínquo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-115567386497653485?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/115567386497653485/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=115567386497653485' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115567386497653485'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115567386497653485'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/08/percepes-e-devaneios.html' title='Percepções e Devaneios'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-115255480798128032</id><published>2006-07-10T09:51:00.000-08:00</published><updated>2006-07-10T10:06:48.006-08:00</updated><title type='text'>origem das emoções</title><content type='html'>muitos afirmam, após o grande avanço das tecnologias médicas, que as emoções têm origem no sistema límbico, na confluência de hormônios e substâncias neuroquímicas que correspondem às emoções. outros tantos dizem que as emoções são fruto do aprendizado e do binâmio estímulo resposta, que condicionaria o comportamento afetivo em suas diferentes instâncias.&lt;br /&gt;no entanto, podemos dizer que as emoções são, sem dúvida, processos internos e externos de assimilação e acomodação que interagem simultaneamente na construção de um rapport entre o corpo e o meio. nesse diálogo intenso entre exterior e interior, as fronteiras são tênues e de difícil localização. quais serão os limites entre eu e outro, entre o particular e o coletivo, entre o (re) conhecido e a diferença?&lt;br /&gt;de certo, são muitas as perguntas, sobretudo no que tange as emoções e sua influência sobre nossa vida diária. sabemos, contudo, que elas são a expressão mais pura de nosso caráter e denunciam sem dó nossas mais profundas intenções.&lt;br /&gt;um impulso, um pensamento e um gesto. o corpo manifesta de maneira clara e indistinta toda a gama de emoções que podem se dizer traduzíveis de nossa experiência vital.&lt;br /&gt;a mente, inconsciente e consciente em luta constante, dribla sentimentos hostis e cria em torno de si mesma uma rede de significantes que enredam uma história de aprisionamento e expressão das emoções. essa pequena parcela que encontra um caminho para sair do circuito interno da mente corpo individual, transforma-se em lixo e sucumbe ao encontro do real.&lt;br /&gt;porém, daquela parte que permanece instável e volátil em nosso interior, cria símbolos e metáforas, alegorias que traduzem as emoções do coletivo, daquilo que acostumamos chamar de social.&lt;br /&gt;ora, se as emoções são tanto individuais quanto coletivas, como dizer que elas têm sua origem em processos neuroquímicos? ou ainda, que são fruto do aprendizado estímulo resposta? seriam as emoções respostas condicionadas? ou percepções tardias de um desenvolvimento lento e duradouro do ser humano?&lt;br /&gt;são emoções.... e têm origem exatamente no diálogo entre os seres, eu e outro, si mesmo e o mundo ao redor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-115255480798128032?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/115255480798128032/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=115255480798128032' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115255480798128032'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115255480798128032'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/07/origem-das-emoes.html' title='origem das emoções'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-115205311768743497</id><published>2006-07-04T14:35:00.000-08:00</published><updated>2006-07-04T14:45:17.710-08:00</updated><title type='text'>caminhos pelo sul</title><content type='html'>sem ter a responsabilidade de dar continuidade aos meus escritos depositados nessa tela sem domínio da grande rede, aproveito para iniciar uma escrita bem definida, que procura sintetizar minhas experiências na ilha de santa catarina, florianópolis.&lt;br /&gt;após bastante tempo sem postar uma palavra sequer no blog, volto com um buraco na barriga e um incômodo grosseiro na garganta. uma falta de linha, de percurso, de objetivo que me alucina. um tempo ocioso e perdido sem muita graça além da companhia de uma felina gentil e carinhosa.&lt;br /&gt;quando primeiro cheguei à ilha, minhas perspectivas eram humildes e controladas, na esperança de galgar com calma um percurso profissional no meio da gastronomia e da hotelaria. no entanto, ascendi depressa demais e meu tombo está sendo sentido até hoje.&lt;br /&gt;não consigo encontrar meu caminho e delinear minha atuação num espaço tão limitado e medíocre de um município em franca expansão. sinto influências sobre meu humor e vontade, como um torpor crescente e uma falta de motivação avassaladora. além do fechamento e do recrudescimento das esperanças, a saudade de casa, da família, dos amigos, bate forte. porém, percorro lentamente as estradas da ilha, observando o verde em contraste com o azul do céu claro e brilhante de inverno. o vento frio que me fecha em casa, outrora me instigava a correr e perambular pelas ruas.&lt;br /&gt;hoje, sinto o amadurecimento que buscava e aguardo ansioso o aparecimento dessa lua que me mostra os caminhos pelo sul.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-115205311768743497?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/115205311768743497/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=115205311768743497' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115205311768743497'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/115205311768743497'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/07/caminhos-pelo-sul.html' title='caminhos pelo sul'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114895214451623833</id><published>2006-05-29T17:10:00.000-08:00</published><updated>2006-05-29T17:22:24.530-08:00</updated><title type='text'>Notas ao amor</title><content type='html'>Elogio&lt;br /&gt;Epífane donde atuam dois personagens, um homem e uma mulher.&lt;br /&gt;Seu encontro é repleto de gestual e tons suaves e carinhosos.&lt;br /&gt;Seus corpos se abraçam e seus rostos se encontram lado a lado.&lt;br /&gt;Mãos e braços envoltos um no outro.&lt;br /&gt;Respiram o mesmo tempo, o mesmo ar e ardor do amor.&lt;br /&gt;Seus olhos se encontram e sorriem. De si, para si, para os outros.&lt;br /&gt;Não se importam com o alheio. Suas atenções estão voltadas uma para o outro.&lt;br /&gt;Seus lábios se encostam suavemente. Peito contra peito.&lt;br /&gt;Flutuam como pétalas jogadas ao ar. Explodem em vermelho e amarelo.&lt;br /&gt;Seguram-se aos ombros e nucas. Lambem-se um ao outro.&lt;br /&gt;Derramam-se um pelo outro. Na fogueira da paixão.&lt;br /&gt;Deitam em flores e espinhos, formigas e abelhas.&lt;br /&gt;De tudo sentem neste encontro.&lt;br /&gt;E elogiam o amor que os queima e os dilacera a alma.&lt;br /&gt;Perduram, sem fôlego, ligados um ao outro.&lt;br /&gt;Atrasam a despedida e cancelam compromissos.&lt;br /&gt;Comprometem-se a amar um ao outro inquestionavelmente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;***&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Tragédia (a seguir)&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114895214451623833?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114895214451623833/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114895214451623833' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114895214451623833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114895214451623833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/05/notas-ao-amor.html' title='Notas ao amor'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114872065529507852</id><published>2006-05-27T00:15:00.000-08:00</published><updated>2006-05-27T01:04:15.310-08:00</updated><title type='text'>tudo começa com uma lista</title><content type='html'>organizar e produzir eventos. temas. conceitos. cores. música. cardápio. convidados.&lt;br /&gt;lista. é o movimento e a qualidade do evento. deve reunir sempre um número maior de mulheres que homens. nome completo. telefone. mail. data de nascimento. endereço e foto.&lt;br /&gt;tema. captura a atmosfera do evento. determinante quanto à elaboração do projeto como um todo.&lt;br /&gt;oriental. vermelho. branco. preto. dragões.&lt;br /&gt;conceito. sustenta o tema do evento na produção decorativa e organizacional.&lt;br /&gt;festa dos pés descalsos. os convidados retiram seus calçados na entrada e, com os chinelos de bambu, caminham sobre diferentes ilhas.&lt;br /&gt;cores. além de equilibrar o ambiente, as cores emitem uma mensagem e reforçam determinados conceitos.&lt;br /&gt;vermelho. transmite vibração, força, coragem, fogo, paixão.&lt;br /&gt;branco. passa tranquilidade, paz, calma, fôlego.&lt;br /&gt;preto. transmite o insight, o encontro com si mesmo na mensagem do evento.&lt;br /&gt;música. é a pulsação do evento e deve ser planejada por toda sua duração.&lt;br /&gt;estilos orientais. eletrônica. ao vivo.&lt;br /&gt;cardápio. dispõe da comida e da bebida que serão servidas no evento. combinam necessariamente com o tema. variedade e qualidade.&lt;br /&gt;culinária japonesa. sushi. sashimi. yakisoba. misoshiru.&lt;br /&gt;bebida. saquê. frutas exóticas. espumante.&lt;br /&gt;convidados. tudo começa com uma lista. contatos. determinação e empenho na divulgação do evento.&lt;br /&gt;eventos empresariais são muito mais simples que eventos comemorativos ou temáticos.&lt;br /&gt;há uma diferença considerável entre os serviços. tanto no organizacional quanto no orçamento. o que justifica preços distintos.&lt;br /&gt;o evento deve contemplar aspectos da natureza, da cultura, do local e do cliente. reunindo-os de maneira integrada e coesa.&lt;br /&gt;objetivo do evento. oferecer uma experiência sensorial e espiritual. ampliando dimensões.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114872065529507852?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114872065529507852/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114872065529507852' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114872065529507852'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114872065529507852'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/05/tudo-comea-com-uma-lista.html' title='tudo começa com uma lista'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114729704732109404</id><published>2006-05-10T13:23:00.000-08:00</published><updated>2006-05-10T13:37:27.336-08:00</updated><title type='text'>instantes...</title><content type='html'>no que acreditar? vivemos um tempo de tormentas instantâneas, simultâneas com grandes abalos existenciais. mudanças climáticas de nossos interiores e afecções as mais diversas de nossa forma e expressão de vida. tsunamis de ódio e revolta, furacões de aspereza e incredulidade incomensuráveis. terremotos e explosões de seres praticamente partidos, desprendidos de suas essências, de suas existências pueris e febris.&lt;br /&gt;de que vale acreditar? encontramos signos e símbolos de nossa cultura capitalista e consumista. corrompidos pelo desejo da falta, pelo vazio nunca preenchido, tampouco observado de frente, dialogado diante de si mesmo. perfilamos, de lado, escapamos sorrateiramente desse encontro fatídico com nós mesmos. pobres coitados de coração e almas peladas, pescadas na enseada da vida, como objetos à deriva, à espera de um dia melhor, de instantes de alegria e compaixão.&lt;br /&gt;pesadelos e lágrimas de um recém nascido ser, que brilha recoberto de sangue e suor de sua mão parideira. repele a dor, o sofrimento, como as piores coisas da vida. expulsa de si seu próprio ser e enquanto aguarda o instante chegar, relaxa, se conforma com o repulsivo e descarado desejo do capital.&lt;br /&gt;entregues aos instantes de loucura e controle de nossos instintos, perdemos a batalha do amor contra o ódio. deixamos de lado nossa natureza, em prol do desenvolvimento de personalidades histriônicas, esquizóides e paranóicas. instantes atrás de instantes. perdidos entre mundos de significados distintos e alheios ao outro, à cultura, à sociedade que nos dita o modus operandi de ser.&lt;br /&gt;somos. o que? instantes de consciência e engano. momentos de prazer e satisfação parcial do desejo de consumo. perplexos. rastejamos atrás do poder e da satisfação plena, nunca alcançada. perduramos, exaustos, enquanto pequenos lagartos, vibrando ao olhar da criança que, assustada, joga uma pedra em nossa casca verde e dura de quem andou longos desertos atrás de si mesmo.&lt;br /&gt;perseguindo nossa própria sombra, instantes de clareza e finitude de nossa existência. rompimento de limites e contratos com a história que nos delega funções e papéis sociais, aos quais devemos apenas repulsa e recalque.&lt;br /&gt;instantes de obscuridão, de experiências sensoriais e perceptivas que nos ultrapassam e nos recolocam diante de nós mesmos. sofremos em instantes de percepção, de indignação com nossa própria fome de desejo, de necessidade de querer e desejar sempre algo alheio e diferente de nós mesmos.&lt;br /&gt;buscamos, portanto, sempre a mesma coisa, o mesmo instante derradeiro de conforto e relaxamento de espírito. de desprendimento e constrangimento diante de nossa mãe, de nossa provedora, de quem nos alimenta com o próprio seio.&lt;br /&gt;instantes de troca e conflito, significados perdidos, recolhidos em pequenas conchas e sambaquis. resquícios de uma época perdida. instantes de regojizo e júbilo eternos. somente naqueles instantes...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114729704732109404?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114729704732109404/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114729704732109404' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114729704732109404'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114729704732109404'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/05/instantes.html' title='instantes...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114687703648296605</id><published>2006-05-05T16:31:00.000-08:00</published><updated>2006-05-05T16:57:16.496-08:00</updated><title type='text'>da utilidade da vida</title><content type='html'>não é incomum ouvir coisas do tipo "isso não é bom para você", ou "o melhor seria fazer isso ou aquilo", e assim vai. são tantas e tão frequentes as frases com algum sentido para nossas vidas. na minha postagem anterior, tentei tratar desse assunto, mas, pelo visto, fui mal sucedido. minha intenção inicial era de discutir o sentido da vida contemporânea e, após ler minhas próprias palavras, percebi que corri em volta, mas não cheguei ao cerne da questão. antes que meu tempo acabe, vou procurar sintetizar minhas idéias para atingir, ou chegar perto do meu objetivo principal.&lt;br /&gt;viver hoje é o reflexo de nossa história, não seu exato retrato ou a simples repetição de padrões de repetição passados em gerações de famílias e da sociedade capitalista. não. nossa vida tem um sentido muitas vezes pré determinado, ao qual não conseguimos, ou não tentamos nos questionar a respeito. quando acreditamos sair de nosso padrão e estabelecer novos parâmetros, podemos estar, aí mesmo, repetindo mais uma vez aquele inusitado padrão, ou modelo de conduta que nos atravessa.&lt;br /&gt;nesse sentido, de escapar ao índice da utilidade de nossas ações, chamo atenção à nossa capacidade de transformar e transfigurar a realidade em pequenos quadros simbólicos, os quais desprendem-se da realidade que nos atravessa e nos torna capazes de criar outros mundos e outras formas de viver.&lt;br /&gt;dessa forma, escapando e transfigurando o sentido da vida, subvertemos o sistema simbólico vigente e criamos uma nova matriz, uma outra estrutura de ação que pode, se tivermos sorte ou empenho suficiente, mudar nossa posição diante da utilidade da vida.&lt;br /&gt;viver não é produzir, tampouco trabalhar, ou ainda, entregar-se ao caráter capitalístico da sociedade contemporânea.&lt;br /&gt;viver não pode ser simplesmente acordar, levantar, patrocinar-se em ações e delitos contra a própria alma. resignar-se com a estratificação do desejo e o dilaceramento da falta. viver é, portanto, ir contra a maré, dirigir-se contra a multidão de desafortunados, incrédulos da mudança e da transfiguração da realidade a partir da criação de outros sistemas de funcionamento, tanto da psique quanto da máquina do desejo.&lt;br /&gt;estar vivo e dar sentido à vida, pertence à esfera da dialética entre eu e outro, entre si mesmo e o mundo circundante. diálogo no qual estabelece-se direitos e delitos, regras e contra regras, camêras e diretores, produtores e atores.&lt;br /&gt;escolhemos meio ao acaso nossa função no grande teatro da vida. sempre procurando nos ajustar e coibir os impulsos e instintos mais primitivos, os quais nos remetem à nossa natureza selvagem e contraditória.&lt;br /&gt;com tantos avisos e com tanta ciência, esquecemos do papel do inconsciente e da vida anímica em nossas atitudes diárias.&lt;br /&gt;quando pensamos ou nos dizemos da utilidade da vida, temos em mente sentidos e símbolos inconscientes, passados na esfera da linguagem, da sociedade. esquecemos, portanto, de nossa vida animal e inconsciente, que controla e dita nossas escolhas.&lt;br /&gt;viver não tem utilidade. não estamos vivos no intuito de aprimorar ou evoluir, tampouco de aprender ou crescer, consigo e com os outros.&lt;br /&gt;estamos vivos para nutrir nossos desejos e responder com afeto ao impulsos inconscientes que queimam nossa alma e nos lançam ao desconhecido.&lt;br /&gt;viver não é ser bom no trabalho, tampouco conseguir servir mais mesas que o antigo garçom.&lt;br /&gt;viver não é, tampouco, prescindir do animalesco e incontrolável desejo de romper com a realidade e com os limites impostos pela sociedade utilitarista.&lt;br /&gt;dificilmente nos damos conta quando respondemos como automâtos aos estímulos do mundo, e ainda menos quando propomos ao mundo um modo de ser que acreditamos quebrar com o paradigma atual.&lt;br /&gt;simplesmente atuamos no cenário, acompanhamos a lente e a direção de filmagem. respondemos como atores de segunda classe na película do estigma da vida útil e prestativa.&lt;br /&gt;quando rompemos com o enlace, definitivamente, do assujeitamento e da domesticação da loucura, aí sim, somos capazes de responder ao mundo e a nós mesmos, sem um sentido para a vida, muito menos um sentido útil e produtivo aquilo que conhecemos como desejo e falta.&lt;br /&gt;finalmente, ser capaz de romper com a produção de sentido utilitarista da vida, é ser capaz de ir contra si mesmo e abster-se de sua própria falta e de seu próprio desejo, sabendo-os inescrupulosos e vulgares.&lt;br /&gt;por hoje é só.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114687703648296605?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114687703648296605/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114687703648296605' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114687703648296605'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114687703648296605'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/05/da-utilidade-da-vida.html' title='da utilidade da vida'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114642830561466948</id><published>2006-04-30T12:08:00.000-08:00</published><updated>2006-04-30T12:18:25.630-08:00</updated><title type='text'>um sentido para a vida</title><content type='html'>talvez esse tema seja algo recorrente que teima em voltar a essas páginas virtuais. talvez ele grite por si mesmo dentro de meu peito. ou ainda tenha voz própria e queira se fazer escutar, por mim e pelos outros que acessam esse domínio.&lt;br /&gt;pois encontrar sentido para a vida não é tarefa que se resuma em um parágrafo, ou numa página, tampouco numa tela de computador. é algo para se conversar, filosofar que seja. é um tema que perdura e nos atravessa. como um ditado ou dito popular, que guarda em si um sentido a-histórico. dar um sentido para a vida é muito mais que encontrar a profissão ou o trabalho que nos completa. é muito mais que dizer "encontrei meu amor", "a parte que me complementa".&lt;br /&gt;a vida, sem dúvida, guarda em si um sentido que nos escapa, que se extravia. portanto, cabe a cada um dar um sentido a isso. percorrendo estradas e arranhando os céus. contornando montanhas e as escalando. trazendo para si a responsabilidade de responder enquanto sujeito de direito e de desejo.&lt;br /&gt;um sentido para a vida é, talvez, chama-la pelo nome, ou, melhor, por seu avesso.&lt;br /&gt;um sentido para a morte é, assim, a chama que arde em nosso peito e nos eleva ao posto de cidadãos, incluídos e excluídos de pequenos sistemas linguísticos e simbólicos.&lt;br /&gt;morte e vida, sentido duplo de nossa existência. vida e morte, diálogo eterno da palavra e do gesto, do amor e do ódio que nos habita e nos revela o sentido para a vida.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114642830561466948?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114642830561466948/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114642830561466948' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114642830561466948'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114642830561466948'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/04/um-sentido-para-vida.html' title='um sentido para a vida'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114573483910225978</id><published>2006-04-22T11:30:00.000-08:00</published><updated>2006-04-22T11:40:39.113-08:00</updated><title type='text'>padrões de repetição</title><content type='html'>sabe-se há muito da importância da comunicação para a vida cotidiana, sua influência sobre nossos conceitos e valores nos é tão arraigada que nem percebemos sua força em nossas mentes. é isso: somos guiados por pensamentos e imagens que nos antecedem e nos encostam na parede da existência enquanto rezamos e nos punimos pelos pecados imputados pela ordem religiosa de nossa sociedade.&lt;br /&gt;culpa, erro, medo, sofrimento e desalento. sentimentos e estados da alma de um ser fragmentado em pequenas parcelas à prestação. pagamos com juros os dividendos de uma cobrança ancestral conosco mesmos. somos irremediavelmente enfermos de um mal, ou seria uma doença? social.&lt;br /&gt;escutamos e respondemos aos ataques de um senhor pastoral e cúmplice de nossas quimeras e nossos devaneios solitários.&lt;br /&gt;tentamos, em vão, nos comunicar e tornar comum sentimentos e pensamentos que nos convém afirmar que são únicos e verdadeiros diante da regra geral de verbos e substantivos espalhados pelo ar.&lt;br /&gt;soltamos peidos e arrotos de uma língua perdida em hiatos e silêncios. conjugamos palavras e nomes em busca de entendimento mútuo e respeito à diferença. será isso mesmo??&lt;br /&gt;falamos, escutamos, interpretamos e respondemos ao que nos é dito. tons e semitons. vozes e sílabas balançam ao roçar dos pulmões nas costelas de um ser esquecido.&lt;br /&gt;procuramos fazer comum e nos confundimos, nos perdemos em mensagens entrecortadas, em espaços distilados e tempos recortados.&lt;br /&gt;presente, passado e futuro coexistem na palavra e na vã tentativa de tornar nossas imagens filme de uma história que pode e deve ser contada aos demais.&lt;br /&gt;nos perdemos em justificativas e palavras demasiadamente pesadas e sem sentido.&lt;br /&gt;o gesto e a ação correspondem ao inverso do verbo substanciado em pensamento e imagem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114573483910225978?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114573483910225978/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114573483910225978' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114573483910225978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114573483910225978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/04/padres-de-repetio.html' title='padrões de repetição'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114444294037878609</id><published>2006-04-07T12:29:00.000-08:00</published><updated>2006-04-07T12:53:09.116-08:00</updated><title type='text'>ser e estar</title><content type='html'>apenas duas palavras, dois verbos, suas existências na gramática e na pragmática da vida nos impelem ao desconhecido, à lacuna entre nós e os outros, entre o familiar e o estrangeiro, quando percebemos a diferença e construímos essa barreira chamada recalque, eridimos muito mais que um mecanismo de defesa, damos ensejo à precipitação do ser e sua relaçao com o transbordamento do desejo e a falta inexorável que reside na angústia.&lt;br /&gt;apenas duas palavras, dois nomes, cujas representações simbolizam a própria história do sujeito, que encontrou na linguagem sua forma de expressão anímica e pulsional, criando redes de significados e significantes, veiculando sua presença com a ausência de sentido ulterior à palavra recuperada para dar corpo à existência do estar.&lt;br /&gt;ser e estar, perambular entre um espaço e outro, entre tempos e campos do saber, do conhecimento e da sabedoria, pulsar entre verbos da mesma classe, que conjugam e auxiliam outros verbos e reverberam em nossa compreensão do mundo e do outro que constitui a linguagem, a alteridade.&lt;br /&gt;sejamos, portanto, em lugares e tempos distintos daqueles que sempre estivemos e fomos, deixemos partir a metáfora livre de sentido pré concebido e fantasias transvestidas em alegorias e histórias de vida, as quais delineam boa parte da população.&lt;br /&gt;sejamos únicos, estejamos atentos, antenas e satélites de comunicação entre frequências e dispositivos de tráfego interneuronal.&lt;br /&gt;potencial de ação, criatividade, inteligência, entusiasmo, complexos linguísticos do ser e estar em sintonia com a frequência que nos constitui em sujeitos simbólicos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114444294037878609?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114444294037878609/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114444294037878609' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114444294037878609'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114444294037878609'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/04/ser-e-estar.html' title='ser e estar'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114332084818514459</id><published>2006-03-25T11:53:00.000-09:00</published><updated>2006-03-25T12:07:28.206-09:00</updated><title type='text'>coisas</title><content type='html'>escrever é mais que um prazer e muito menos que uma obrigação. minha vida se faz em gestos e palavras que descrevem meu percurso por essa terra infinita, de infinitos trilhos, incontáveis passagens e trilhas. escrever é uma necesidade, uma pulsação que me chama, clama por alguém, um outro que existe em mim, um interlocutor, um zé ninguém que responde pelo nome que me deram. coisas e mais coisas para se escrever, para delinear, em tempo e espaço, em lugares e corpos, em olhares e beijos. uma situação, um engano, algo atravessado na garganta, que me impede de respirar, de enxergar. coisas oblíquas, coisas definidas, ilimitadas, irrestritas, mal amparadas em desafios linguísticos.&lt;br /&gt;escrever coisas, sobre coisas, coisas que se escrevem, que pedem escritas, letras e coisas. coisas de letras, de perdas. escrever se impõe, como atalho ao caminho da vida. coisas se escrevem. escrevo sobre coisas, perdidas e solitárias. experiências e consequências. atenção, responsabilidade, paciência, dever e definições.&lt;br /&gt;coisas, coisas e coisas para se escrever. coisas para se perder. coisas para se ver. coisas e coisas, mais coisas e coisas para ler, para soletrar, para entender, compreender e responder a.&lt;br /&gt;escrever, perder, responder, anotar, lembrar, recordar, rememorar, reaparecer. coisas, coisas e mais coisas. coisas menos coisas, coisas vezes coisas.&lt;br /&gt;escrever coisas. coisas para escrever. pedidos, escritos, escrituras, escrivão, escriturário.&lt;br /&gt;de hoje, ontem e amanhã. coisas que não acabam. coisas que morrem, outras que nascem, resplandecem, iluminam e enaltecem.&lt;br /&gt;escrever coisas, conquistar coisas e sublinhar outras tantas coisas que persistem como coisas. nesse mundo, nessa vida, nesse tempo espaço de hoje. me perco em coisas, coisas de papel, de cerâmica, madeira e mármore. pedras de coisas, cimentos de coisas. tantas coisas....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114332084818514459?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114332084818514459/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114332084818514459' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114332084818514459'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114332084818514459'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/03/coisas.html' title='coisas'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114271979353919926</id><published>2006-03-18T08:18:00.000-09:00</published><updated>2006-03-18T13:09:53.596-09:00</updated><title type='text'>nada mais</title><content type='html'>uma coisa é certa nesse mundo cão, estamos todos fadados ao fracasso da velhice e ao fardo da morte. desejamos e sonhamos com muita coisa que nos encanta e nos fascina, mas estamos atolados no caldo mórbido da falta e da reparação.&lt;br /&gt;(re)parando os erros, as falhas, os desfalques, os contratempos, percebo a dinâmica e a transferência de responsabilidades e obrigações esquecidas.&lt;br /&gt;perder-se no tempo e no espaço, esconder-se nos interstícios do corpo e da alma, atingir pontos e linhas de um encontro entre um ser e outro.&lt;br /&gt;nada mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114271979353919926?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114271979353919926/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114271979353919926' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114271979353919926'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114271979353919926'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/03/nada-mais.html' title='nada mais'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-114064221912911136</id><published>2006-02-22T11:52:00.000-09:00</published><updated>2006-02-22T12:03:39.143-09:00</updated><title type='text'>quanto tempo?</title><content type='html'>sem dúvida, nada é eterno em nossa curta passagem pela terra. o mundo se estende, se encurta, com tecnologias e meios de comunicação, ligando-nos uns aos outros em distâncias incríveis. percorremos nosso caminho, buscamos auto realização e reconhecimento de nossas atitudes, nossos valores.&lt;br /&gt;quanto tempo temos? não sabemos. escolhemos, decidimos por nossas vidas e a dos outros. quando nos mexemos, movemos o mundo, os olhares, os gestos, o desejo.&lt;br /&gt;quanto tempo nos resta? andamos ao léu, buscando realizar objetivos, atingir metas e destinos os mais diversos.&lt;br /&gt;quanto tempo nos é dado? cada passo, cada entrada e saída, cada viela, cada rua e avenida. estradas perdidas em lembranças e sonhos. abertura e fechamento de ciclos, círculos, circularidade temporal.&lt;br /&gt;quanto tempo? quanto damos, quanto recebemos? relação econômica entre sujeitos de desejo e falta. sentimetos de angústia e desespero.&lt;br /&gt;tempo de perceber, de sentir, o momento, o instante da decisão primeira, da primeira escolha. o segundo do olhar e do desejo de entrar e construir novas realidades, novos mundos.&lt;br /&gt;admirável mundo novo. abre-se diante de nós, em telas e monitores de cristal líquido.&lt;br /&gt;movemo-nos, distantes, distanciados, dicotomizados de nosso ser terrestre. flutuamos, insones, insólitos, na atmosfera, na estratosfera de nosso umbigo.&lt;br /&gt;traçamos linhas e pontos, volumes e circunstâncias. somos em falta, na precipitação do desejo de movermos um milímetro de nossa vida primária.&lt;br /&gt;estrutura e mosaico primordial. temas de um sujeito entregue ao vento e ao sol, à lua e à chuva.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-114064221912911136?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/114064221912911136/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=114064221912911136' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114064221912911136'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/114064221912911136'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/02/quanto-tempo.html' title='quanto tempo?'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113925480613586326</id><published>2006-02-06T10:33:00.000-09:00</published><updated>2006-02-06T10:40:06.196-09:00</updated><title type='text'>do caldo à floração</title><content type='html'>queimo a boca, a pele encosta, seca, molhada, sentida&lt;br /&gt;sento, sinto, cheiro o vento e a luz que passam&lt;br /&gt;recorro às palavras, ao sofrimento e à solidão&lt;br /&gt;respiro o suor, a lágrima, a falta&lt;br /&gt;perco, em rios e trilhas, sentido&lt;br /&gt;sentidos de ser&lt;br /&gt;do caldo à floração&lt;br /&gt;quando arde e afeta, esmurra a cara&lt;br /&gt;aparece sem querer e arranca da cama&lt;br /&gt;adoece e faz crescer a distância&lt;br /&gt;um hiato entre vapor e líquido&lt;br /&gt;reminiscências de uma alma que grita&lt;br /&gt;um choro calado, silencioso&lt;br /&gt;uma lágrima invisível, um pedido inaudito&lt;br /&gt;talvez, do fogo e do caldo, haja um broto&lt;br /&gt;uma semente, um feto&lt;br /&gt;um recém nascido ser&lt;br /&gt;recém chegado, abraçado e olhado&lt;br /&gt;em seu sofrimento e dependência&lt;br /&gt;reflexo e retalhos entre colchas de cristais&lt;br /&gt;um vento soprou, levando consigo&lt;br /&gt;pétalas e caules, terra e raízes&lt;br /&gt;e fez claro aos olhos daqueles que passam&lt;br /&gt;o caldo de onde flora e renasce a esperança&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113925480613586326?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113925480613586326/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113925480613586326' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113925480613586326'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113925480613586326'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/02/do-caldo-florao.html' title='do caldo à floração'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113908626062248088</id><published>2006-02-04T11:39:00.000-09:00</published><updated>2006-02-04T11:51:00.640-09:00</updated><title type='text'>roda mundo</title><content type='html'>esse dia parece não passar... peço para que a hora corra e minha hora chegue. atrasado para o último ônibus, tento correr e não consigo alcançar o fio da vida... respiro com dificuldade, transpiro e soluço sobre o real. esse sol parece não fugir... como quem hesita em partir. não se despede, nem diz adeus. permanece, reinando quieto e silencioso, sobre terra e mar... afugenta os ladrões de almas e acalenta os pobres de espírito. o azul transfigura-se aos poucos... perdido em tonalidades afugentadas, em recortes inusitados, em pedaços descolados. a massa mexe... se move, movendo os azulejos... arrumando o lugar. queima de combustível humano... líquido de uma semente esquecida no interior da selva de pedra. relíquia sem igual, iguaria máxima de toda uma geração... símbolo da lógica e do racional... extrapola os limites e apodera-se daquele que o criou.&lt;br /&gt;esse tempo passa, mas não passa... sente escorregar, devagar, lentamente, entre pedras, rios e cachoeiras, praias, dunas e mares. vai e volta, me mostra o real da percepção, do fenômeno, da crise existencial.&lt;br /&gt;passa tempo dentro de tempo... em círculos sub atômicos, em superfícies caladas, perfuradas e exploradas por máquinas de petróleo e caldo de gente. morre, mais um pouco.... morre tempo, deixa partir a mágoa, a tristeza e o comodismo típico do amor. leva contigo o alvorecer, o amanhecer e o entardecer... deixa comigo a percepção, o sentimento, a reflexão torta e dinâmica sobre o real.&lt;br /&gt;vai, tempo, vai... deixa ser... deixa de ser, vai. vai, perdura tempo, passa em círculos ou rosquinhas cobertas de chocolate... quebra ao meio e relativiza, mostra o sentido, o movimento de tudo e de todos. não, não permita que pereça... diante de ti, de incomparável beleza e esplendor... amanhece novamente, e de novo e novamente... me mostra que sou inócuo e imperfeito, maldito e limitado. me defronta com a maleza da alma e com o êxtase do corpo... mistura tudo em roda e roda, roda mundo....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113908626062248088?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113908626062248088/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113908626062248088' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113908626062248088'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113908626062248088'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/02/roda-mundo.html' title='roda mundo'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113847761135739109</id><published>2006-01-28T10:43:00.000-09:00</published><updated>2006-01-28T10:46:51.370-09:00</updated><title type='text'>cuspindo sangue</title><content type='html'>alguma vez na vida, um sujeito cospe sangue. seja por conta de um murro na boca, seja por uma infecção qualquer, ou ainda por um dente estragado. a verdade é que, de qualquer jeito, quando se cospe sangue, percebe-se a cor da vida que corre dentro de nós e nota-se a fragilidade de nossa existência. cuspindo sangue e respirando um ar rarefeito, persigo destinos e objetivos antes alheios. sigo, continuo, persisto e insisto. murro na cara, de cara na parede, na porta do armário. sangue na boca, jato no chão. dor de estômago, respiro no salão. perco, ganho. cuspindo sangue, sigo caminhando.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113847761135739109?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113847761135739109/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113847761135739109' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113847761135739109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113847761135739109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/cuspindo-sangue.html' title='cuspindo sangue'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113839107341849436</id><published>2006-01-27T10:39:00.000-09:00</published><updated>2006-01-27T10:44:33.436-09:00</updated><title type='text'>armando ratoeiras</title><content type='html'>é bem verdade que todo estabelecimento que lida com comida tem um problema com as bestas que vivem das sobras e dos restos. não é diferente lá no restaurante. toda noite tenho de armar três ratoeiras no estoque da casa para aniquilar com a raça de camundongos que rasga e devora as compras. toda noite coloco um pedaço de queijo, muito bem servido, é claro, nas armadilhas, que escondo pelos cantos do lugar.&lt;br /&gt;ontem, por exemplo, dei de cara com um estrangulado numa ratoeira das antigas. uma barata se divertia em seu fucinho esmagado. antes de verificar as outras, chutei-as. o que, rapidamente, despertou os outros roedores das tocas disfarçadas. estava de luvas de borracha e desarmei-as antes de colocar o queijo. tudo pronto. posso ir embora.&lt;br /&gt;o cheiro me enjoa e respiro com dificuldade. desço do buraco. como um rato, procuro minha armadilha e me mato mais um pouco. caminho até a carona. o queijo está na ratoeira. e a pulga atrás da orelha.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113839107341849436?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113839107341849436/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113839107341849436' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113839107341849436'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113839107341849436'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/armando-ratoeiras.html' title='armando ratoeiras'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113821697253870180</id><published>2006-01-25T10:17:00.000-09:00</published><updated>2006-01-25T10:22:52.553-09:00</updated><title type='text'>mesa para dois</title><content type='html'>numa mesa de restaurante, um casal chega para jantar. entreolham-se, respiram, examinam o cardápio. pedem uma garrafa de vinho tinto seco, dois copos e uma água sem gás para acompanhar. peço licença e comunico ao copeiro após fazer a comanda. ajeitam-se nas cadeiras, sorriem levemente e discutem os pedidos. chamam-me e perguntam sobre os molhos e as saladas. faço algumas sugestões, explico os detalhes e anoto os pedidos. estão prontos. aguardam, bebendo lentamente a água da vida. sentem o passar do tempo e seus corpos se contorcem. se ajeitam mais uma vez e respiram.&lt;br /&gt;ela, algumas lágrimas, um sorriso encabulado. ele, mãos na boca, olhar incisivo.&lt;br /&gt;eles compõem uma mesa para dois. sentem o tempo e o espaço indefinido do amor e da dor.&lt;br /&gt;duas vidas, unidas. num jantar a dois. palavras e gestos dialogam com o ambiente e tornam a atmosfera sutilmente doce.&lt;br /&gt;pedem sobremesa e dividem. trago para ele um expresso e a conta. saem. decidiram suas vidas.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113821697253870180?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113821697253870180/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113821697253870180' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113821697253870180'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113821697253870180'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/mesa-para-dois.html' title='mesa para dois'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113804520331693389</id><published>2006-01-23T10:24:00.000-09:00</published><updated>2006-01-23T10:40:03.333-09:00</updated><title type='text'>Tráfico de Idéias</title><content type='html'>No restaurante, sou o primeiro a chegar. As correntes estão do lado de fora com os cadeados, me informando ainda não posso entrar para passar o cartão de ponto. Seguro minha onda do lado de fora enquanto a chuva cai torrencialmente. Me protejo mal e porcamente dos pingos grossos da chuva de verão.&lt;br /&gt;Chega Bruno, o cozinheiro, ensopado, xingando tudo e todos por causa da chuva. Eu simplesmente sorrio e olho em seus olhos. Apertamos a mão. Como é que tá meu velho? E aí, tudo beleza? Cumprimentos feitos, abrimos os cadeados e rapidamente passamos o cartão. Respiro profundamente e reflito ligeiro sobre o que tenho para fazer.&lt;br /&gt;Todo o salão deve ser varrido, as mesas e os banheiros limpos, os talheres polidos, pratos descidos e retirados e colocados em ordem. Tudo leva mais ou menos três quartos de hora e faz descer algumas gotas de suor. Apesar do vento frio e da temperatura que cai precipitadamente, o exercício diário da limpeza arranca alguns quilos e adiciona algumas rugas à minha testa.&lt;br /&gt;Conversamos pouco. O tempo, aparentemente, nos torna mais introvertidos e cuidamos de nossas vidas.&lt;br /&gt;Enquanto Bruno prepara as batatas, Gabriel, outro cozinheiro, chega já com uma cerva na mão. Vai aí carioca? Não, obrigado. Resisto sem trabalho. O tempo pede café com conhaque, ou uma dose de gabriela em casa quando chegar.&lt;br /&gt;Conversam entre si na cozinha enquanto termino os preparativos para abrir o estabelecimento. Hoje é segunda e provavelmente teremos uma ou duas mesas para atender, o que é uma merda, já que todos ficam loucos para ir embora e o serviço cai de qualidade. Prefiro quando estamos cheios, quase insuportável. Quando tenho de me virar sobre meus calcanhares para dar conta dos diversos pedidos e daqueles clientes chatos e estúpidos que não percebem que estou praticamente fazendo o trabalho de três gaçons ao mesmo tempo.&lt;br /&gt;Não me incomodo. Aprendi com a gerente que tudo tem um motivo desconhecido. O mal humor do cliente pode representar seu ciúme da mulher, ou sua impotência latente. Aprendi ainda que se estiver aberto o suficiente posso torná-lo, ao final da noite, meu amigo e cliente exclusivo.&lt;br /&gt;Bom, isso ainda não aconteceu, mas estou praticando.&lt;br /&gt;Quando chega meia noite, apressamos a caixa, devolvemos os pratos aos seus lugares, trazemos as mesas e cadeiras para dentro, os guarda chuva gigantes, tudo para dentro, tudo organizado. Cadeados, correntes, uma água para finalizar. Passamos todos o cartão. Rimos sem motivo, respiramos por mais um dia.&lt;br /&gt;Carona até a rua e ciao.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113804520331693389?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113804520331693389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113804520331693389' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113804520331693389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113804520331693389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/trfico-de-idias.html' title='Tráfico de Idéias'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113675042981327156</id><published>2006-01-08T10:51:00.000-09:00</published><updated>2006-01-08T11:00:29.826-09:00</updated><title type='text'>mais um pouco</title><content type='html'>de dentro de mim saem escamas, pedaços e calos de uma caminhada em dunas escaldantes. aproveito os dias, as manhãs com minha gata na praia, as noites no restaurante. após a saída da padaria, curto os momentos de minha vida em casal, em dupla existencial com ela. cheguei mais cedo para deixar algumas notas nesse pequeno espaço de mundo virtual em que me encontro e permito que me encontrem em palavras e imagens. logo logo disponibilizarei algumas imagens daqui, dos lugares que temos visitado. realmente a ilha é uma maravilha, cheia de magia e sonhos partidos. discursos e palavras sem sentido. de sonhadores e lunáticos despertos, corretos e corrigidos.&lt;br /&gt;sinto o passar do tempo e caminho na corrente dos acontecimentos. deixo a corda correr um pouco, afrouxando os laços com o desejo e a vontade de ser. sou o momento, o presente de um futuro incerto e angustiante. percebo aos poucos a mudança de clima, o calor que aumenta, o vento sul que sopra nos ouvidos. soluções passageiras e respostas em conflito. dissonância e diálogo entre parênteses. convergência e sintonia de corpos e mentes. correspondências e literatura dinâmica. pertenço ao instante, ao fenômeno de um dia findo. quando o céu reflete e revela o espetáculo da natureza, do transcorrer inquieto do tempo.&lt;br /&gt;tempo e espaço confluem para uma síntese abstrata e imperfeita da realidade. pertenço em sonhos e fantasia. palavras e toques. espero tocar e alcançar aqueles distantes. companheiros e família. amigos e camaradas. todos que flutuam na mesma corredeira de águas cristalinas de uma manhã com calma. beijo grande&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113675042981327156?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113675042981327156/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113675042981327156' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113675042981327156'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113675042981327156'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/mais-um-pouco.html' title='mais um pouco'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113623239590295620</id><published>2006-01-02T10:57:00.000-09:00</published><updated>2006-01-02T11:06:35.923-09:00</updated><title type='text'>correspondências</title><content type='html'>nesses dias corridos em floripa só tenho tempo para trabalhar e descansar o corpo fatigado da jornada dupla. minha vida está tão agitada quanto o mar da joaquina. as ondas não cessam de chegar à costa e meu espírito se renova a cada dia. não sei de onde tirar força, ou gana para vencer nesse tempo espaço louco e infinito da imaginação coletiva. sei que a tenho e a capto no ar. capturo sintonias e melodias de um tempo perdido, partido em fragmentos indefinidos de estadia e percurso. uma palavra atrás da outra em busca de um sentido vivo, de uma percepção inaudita desse tempo inconstante e ininterrupto de hoje. crio destinos e imagens, sons e toques de um dia cada vez mais retratado, cada vez mais detalhado e esmiuçado. em padrões e regras, horários e contratempos. campos e contracampos de um alvorecer esperado e desejado em rodas e assento de uma bicicleta. pedalo pela manhã à beira da lagoa da conceição. curto o visual, respiro o ar matinal, capto as influências e tendências de uma cidade criada para o turismo e o lazer. o prazer está em alta. prioridade de vida, satisfação impossível de desejos e vontades construídas em histórias particulares e coletivas. todos querem a mesma coisa. não sei mais de onde falo. de onde vejo e reparo. sou, como sempre, perdido, quebrado. um ser em constante criação, recriação. transformação de modelos em imagens, cores e fronteiras pré estabelecidos. tudo ao mesmo tempo agora. boto a cara na mesa, descanso o corpo mal arranjado. repouso minha alma em gracejos de gaviões e pássaros azul escuro. lindos e fugidios. choros e soluços. quebras e colagem. momento de reflexão e escolha. instante de pintura e reparação. minha alma grita sutilmente nos interstícios dessa rotina louca em floripa. a todos um excelente 2006.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113623239590295620?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113623239590295620/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113623239590295620' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113623239590295620'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113623239590295620'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2006/01/correspondncias.html' title='correspondências'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113578690407504536</id><published>2005-12-28T07:08:00.000-09:00</published><updated>2005-12-28T07:21:44.090-09:00</updated><title type='text'>Rio Tavares e Lagoa da Conceição</title><content type='html'>Esses são os lugares onde transito no momento. Reparo como a rede se estreita porquanto dos trabalhos, limitando o percurso e os campos de contato e ação. Minha rotina é corrida como o rio que perpassa a viela onde moro. Rio Tavares, bairro de cidadãos naturais da ilha e repletos de cultura local. Um ambiente de paz e reflexão, a um quilometro da praia. Percorro uma pequena rua e um caminho verde, atravesso as dunas e caio num mar de águas quentes e ondas constantes. Sinto vento frio e o sol queimando. Quando terei uma folga? Não vejo mais meu amor. Somente quando chego para dormir, lá pela uma da madruga.&lt;br /&gt;Porém, as coisas vão bem. Espero fazer algum nesse mês e para o próximo espero estar mais integrado e com mais tempo disponível para minha vida amorosa. Estamos ambos sentindo muita falta um do outro. Mas acho que está sendo muito rico e importante esse momento.&lt;br /&gt;Lagoa da Conceição, local de agitação constante, inúmeros bares e restaurantes. Algumas poucas ruas que engarrafam com os milhares de carros que passam por aqui. Suas calçadas mostram na vitrine e nos preços o tipo de gente que frequenta o local. Lagoa rodeada por verde, pousadas, grandes casas e atravessada por diferentes cometas, que passam e quase me levam enquanto pedalo à toda.&lt;br /&gt;Ainda não cheguei, não me acostumei. Não quero. Quero me integrar e expandir aos poucos meus tentáculos, formando essa rede que sustenta minha vida. Objetivos surgem e desaparecem. Aparecem como fagulhas e centelhas de um nativo carioca que busca aqui em floripa o caminho para sua felicidade. Seja lá o que isso for. Não estou tendo tempo nem para organizar minhas idéias. Mas elas não param de chegar e tento anota-las no meu precioso caderninho verde.&lt;br /&gt;Agora vou ao centro da cidade, dar entrada na carteira de trabalho. Volto para casa, me arrumo e parto para o restaurante. Fico até meia noite e volto para casa. Sofro, assim, aos poucos, com a degradação do espírito e do corpo humano. Desrespeito meus limites e as fronteiras parecem se expandir cada vez mais. Respiro e prossigo viagem. Um grande beijo e até mais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113578690407504536?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113578690407504536/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113578690407504536' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113578690407504536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113578690407504536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/12/rio-tavares-e-lagoa-da-conceio.html' title='Rio Tavares e Lagoa da Conceição'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113569950517808103</id><published>2005-12-27T06:49:00.000-09:00</published><updated>2005-12-27T07:05:05.193-09:00</updated><title type='text'>Olhares e refúgios</title><content type='html'>Desde minha chegada em terra estrangeira, digo estrangeira por um motivo simples e um complexo. O primeiro, mais simples, pelo fato de estar numa cidade diferente da minha de origem e naturalidade. O segundo, mais complexo para explicar, diz respeito ao sentimento de estranhamento que, às vezes, me invade e torna tudo um tanto estéril e longínquo.&lt;br /&gt;Estou há quinze dias nessa cidade que não para e eu tampouco paro. Respiro em alguns momentos, sem relaxar, com o pensamento fechado e o olhar aberto. Reparo em tudo ao redor, reconheço os caminhos e logo percebo esse movimento interno de estabelecer uma rotina, um traço que me seja conhecido ou reconhecível.&lt;br /&gt;Perambulo nos momentos de descanso. Vou à praia, sinto o vento e a areia das dunas. Meu pensamento está, a todo momento, trabalhando no sentido de construir uma rede de fixação à qual recorro para delimitar meu campo de ação e sentido. Organizo meus dias e minhas noites em função dos trabalhos e da necessidade de fazer dinheiro. Nesses contatos com restaurantes, bares e cafés, tenho encontrado uma diversidade enorme de pessoas e negócios que se abrem aos meus olhos como portas de um sonho inesperado e inoportuno.&lt;br /&gt;Busco amparo e refúgio na minha solidão. Inalcançável para este outro tão próximo, que sinto a dor da distância entre os seres. Somos, portanto, sempre indivisíveis e inócuos. Seres ambulantes e disfarçados em personas e máscaras discretas de quem quer ser reconhecido e desejado pelo outro.&lt;br /&gt;Pulo de idéia em idéia, de olho em olho e pé em pé. Percorro a lagoa e o rio com olhos abertos para o movimento ininterrupto e abrupto dos veículos conduzidos de maneira apressada. Projeto imagens e sons numa tela de mosaico em círculo. Linhas e pontos de um entrecruzamento de sentidos e seres insólitos. Diversos e distintos. Loucos e normais. Acesos e apagados.&lt;br /&gt;Uma luz e uma fumaça denunciam o refúgio de uma alma em desespero e pungência de um outro ser. Como a borboleta que rompe o invólucro da lagarta e voa em direção ao céu. Desse jeito, tão suave e sutil, irrompo em discursos e verdades até então desconhecidas.&lt;br /&gt;Uma conversa, um pedido, uma exigência e uma responsabilidade. Respondo com palavras e silêncio ao diálogo impossível entre o outro e eu. Toco, acaricio. Sublimo e respiro um outro ar. Solto a pressão e relaxo as costas. Alongo o pescoço e ressinto o aconchego do lar. Onde fica? Onde está minha morada?&lt;br /&gt;Conversa silenciosa entre amigos em especial. Em contato infinito com a solidão de nossas almas. Prolongamentos e correspondências entre corações e corpos quebrados. Um beijo.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113569950517808103?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113569950517808103/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113569950517808103' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113569950517808103'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113569950517808103'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/12/olhares-e-refgios.html' title='Olhares e refúgios'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113439748472145677</id><published>2005-12-12T05:20:00.000-09:00</published><updated>2005-12-12T05:24:44.743-09:00</updated><title type='text'>Viagem</title><content type='html'>Primeiras palavras desde minha chegada em Floripa. São tantos sentimentos e emoções que perpassam meu corpo alma neste momento, que não consigo organizar meu pensamento. Vivo o dia, o fôlego infinito do tempo e do desejo. Me encho de ânimo e força para enfrentar as mazelas e durezas desta mudança. Mando um abraço para geral em Niterói. Espero voltar em breve e ter mais tempo para postar algo de algum valor poético.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113439748472145677?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113439748472145677/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113439748472145677' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113439748472145677'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113439748472145677'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/12/viagem.html' title='Viagem'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113384204396161463</id><published>2005-12-05T17:53:00.000-09:00</published><updated>2005-12-05T19:07:23.980-09:00</updated><title type='text'>caminhar com as palavras</title><content type='html'>numa dessas tardes ensolaradas, quando o suor molha a roupa&lt;br /&gt;quando chamas transparentes cintilam no asfalto quente&lt;br /&gt;quando a paisagem revela o momento, os sentidos se cruzam&lt;br /&gt;a incidência da língua sobre o sujeito, da fala infinita do outro&lt;br /&gt;aquela que nos atravessa e subjuga, como condenados à falta&lt;br /&gt;à perda original que nos constitui, de um objeto amado&lt;br /&gt;de situações e pessoas, de idéias e sensações&lt;br /&gt;percepção de uma morte iminente, da alteridade extrema&lt;br /&gt;caminhando para o futuro, em direção ao passado&lt;br /&gt;eterno retorno de uma voz, de uma língua paterna&lt;br /&gt;uma ferida se faz presente, e outra maré se produz&lt;br /&gt;um deslocamento e uma condensação, em ritmos periféricos&lt;br /&gt;em movimento com a terra e seus imprevistos, suas surpresas&lt;br /&gt;acontecimentos inesperados, insights e alucinações&lt;br /&gt;interferência sobre a realidade, captando seu sentido puro&lt;br /&gt;único, em si, do movimento terrestre, da locomoção&lt;br /&gt;da estrada que percorremos, em sonho e realidade&lt;br /&gt;em desejo e castração, em quase totalidade&lt;br /&gt;na falta inexorável, de onde urge uma questão&lt;br /&gt;uma pergunta, um descobrimento do desconhecido, do esquecido&lt;br /&gt;onde as idéias e o pensamento não têm força, no que escapa&lt;br /&gt;naquilo que não temos controle e que nos assoita como de fora&lt;br /&gt;alheio a desejo e satisfação, naquele momento é tudo, é um&lt;br /&gt;só&lt;br /&gt;um ser solitário que caminha com as palavras, numa balça flutuante&lt;br /&gt;catando estrelas cadentes e conjunções, horizontes, sol e lua,&lt;br /&gt;morrer e nascer do dia, daquele dia em que conduzimos a luz&lt;br /&gt;de um saber, de um conhecimento de si e do outro, daquele que nos reflete&lt;br /&gt;dos olhos que somos olhados e das palavras com as quais somos ditos&lt;br /&gt;essa língua maternal, que serve de abrigo e refúgio&lt;br /&gt;acolhe minha solidão e morre livremente&lt;br /&gt;perdida no ar da imaginação, da corrente inusitada de inspiração&lt;br /&gt;de um desvio que se produz, na minha mente se faz luz&lt;br /&gt;uma certa visão, um olhar, um toque, uma passagem&lt;br /&gt;uma respiração, o primeiro movimento, o essencial&lt;br /&gt;daquilo que fala nossos peitos e sexos&lt;br /&gt;nossa carne e nosso pensamento, juízo imperfeito de uma realidade&lt;br /&gt;fragmentada e inconsistente, de onde nenhuma obra cobrará as dívidas&lt;br /&gt;esfalecimento do tecido social, da multiplicidade violenta&lt;br /&gt;de informações e imagens, e símbolos e letras e punhos&lt;br /&gt;levam nosso desejo em uma corrente, um stream, um rio, um canal&lt;br /&gt;um sentido no qual escoa e transborda o desejo, a pulsação&lt;br /&gt;ritmo de um corpo pensante, de um ser ambulante&lt;br /&gt;de um zé ninguém, engolido pelo anonimato, na impessoalidade&lt;br /&gt;na quebra ininterrupta de modelos, de paradigmas e establishements&lt;br /&gt;um certo poder saber, sobre si, de auto escrutínio, e alheio&lt;br /&gt;da privacidade do outro, que serve de espelho, de retrato e retratante&lt;br /&gt;de real e delirante, protagonistas de uma mesma história&lt;br /&gt;pela qual trespassam muitos e tantos que é impossível contá-los&lt;br /&gt;fios de luz, condutores de energia, repletos de tensão e conflitos&lt;br /&gt;emaranhados elétricos sobrevoam ombros e  cabeça, agarram-se&lt;br /&gt;em constante luta e dilema, da decisão, da escolha, do caminho&lt;br /&gt;percorrido como poucos, em confins longínquos&lt;br /&gt;em fins perdidos e correntes elétricas, de um infinito caminhar&lt;br /&gt;com as palavras, num vôo solitário de libertação, de criação&lt;br /&gt;onde a língua incide sobre o olhar e sua expressão, sua escolha&lt;br /&gt;pessoal e intransferível, sua assinatura e impressão digital&lt;br /&gt;aquilo que te faz único, singular e inexistente&lt;br /&gt;aquilo que é você e não te pertence, uma imagem, um devaneio&lt;br /&gt;umas palavras e um sentimento, uma inspiração de talento&lt;br /&gt;uns toques e um retrato, de si, de outro, de mundo, sioutromundo&lt;br /&gt;expiração lenta e inconstante, de lembranças e desejos&lt;br /&gt;de história e território, de estabelecido e arrependido&lt;br /&gt;de contraditório e esquecido&lt;br /&gt;de um arsenal repleto de sons e imagens, letras e corpo&lt;br /&gt;em suspenso, elástico e maleável, distorcido e aumentado&lt;br /&gt;diminuído e esticado, uma peça de automóvel em tenro desuso&lt;br /&gt;de um vir a ser atrasado demais para recuperar o tempo perdido&lt;br /&gt;de um irremediável só depois para saber o que acontece no próximo capítulo&lt;br /&gt;deixo aqui para imaginar qual e quando será o próximo deste blogger&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113384204396161463?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113384204396161463/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113384204396161463' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113384204396161463'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113384204396161463'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/12/caminhar-com-as-palavras.html' title='caminhar com as palavras'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-113142102839510444</id><published>2005-11-07T18:10:00.000-09:00</published><updated>2005-11-07T18:37:08.410-09:00</updated><title type='text'>Oráculo</title><content type='html'>Fui consultar-me ao oráculo. Estendi-me diante de sua grandeza assustadora e pus-me a pensar sobre o que lhe perguntaria. Entrelacei os dedos atrás das costas refletindo qual seria a melhor questão a lhe posar. O tempo passava e minhas pernas cansaram, e meus braços esmoeceram dormentes. Fiquei a devanear comigo mesmo, elucubrando uma pergunta que correspondesse à minha angústia. Fechei os olhos após mergulhar em pensamentos e idéias ruminadas durante toda minha vida. Imagens e mais imagens surgiam incessantemente diante de meus olhos. Anoitecera e nada da pergunta surgir. O cansaço me abateu e sentei-me em uma espécie de banco para os aflitos. Senti minha coluna se esticar e estalar os espaços entre os discos. Respirei profundamente, como se aquele gesto fosse libertar a pergunta acertada. Os pensamentos se foram e vi-me num túnel escuro e caudaloso, com portas e janelas que se abriam e fechavam ao sabor do vento. Senti um impulso que me levava ao longo do corredor estreito imaginado em minha mente. Procurei me libertar daquela imagem e sentir onde estava, captando a energia daquele grandioso templo. Meditando sobre minha posição e o tempo que estava ali, percebi a entrada que buscava. Arrisquei escolher o tempo como base para minha pergunta. Onde estava? Ou melhor, quando estava? Meu corpo e minha mente ocupavam tempos distintos. Ligados por uma tênue linha de lembranças e expectativas. Passado e futuro se encontravam ali no presente de minha angústia. Respirando pesadamente coloquei-me a viajar pela minha vida e reparar naqueles momentos de escolha e decisão existencial. Interroguei-me a respeito de minhas escolhas, de minha senda trilhada e do caminho a porvenir. Estava, de certo, no futuro. Talvez um futuro próximo, mas distante o bastante para obscurecer novamente minha mente. Encontrei-me outra vez num tempo absorto por pensamentos e sentimentos indefinidos. Já não percebia qualquer movimento à minha volta. Concentrava-me na força daquele lugar. Tentava encontrar as palavras que já não eram minhas. Mortas, renascidas, elas apareceram claramente diante de mim: para onde estou indo? A pergunta se fizera calada, de olhos fechados e coração aberto. O oráculo fez surgir uma leve fumaça, um tremor de terra e um arranjo de suas estruturas. Seu brilho era forte mesmo na escuridão noturna. Sua entrada dispunha de adornos dignos dos mais terríveis pesadelos, mas que, durante a claridade do dia, entoavam inigualável beleza. Para onde estou indo? A questão se fizera novamente, quando o oráculo rangeu o cimento e retornou em eco surdo: "quem escolhe teu caminho és tu" disse-me, completando com um enigma "o que vem do passado, faz do presente um caminho para o futuro de quem coloca-se junto ao tempo". Observei atentamente o correr das nuvens, como se o tempo parasse naquele instante de extrema exaltação. Um gole a seco, de ar e fogo em plena combustão. Ofereço-lhe um pedaço de mim, materializado num colar de conchas há muito engavetado. Olha-me como retribuindo meu olhar. Expulsa-me como uma mãe dá luz ao bebê. Sinto-me renovado para mais uma busca. Levanto meu corpo e minha alma já parece seguir viagem. Respiro novamente sempre à procura do tempo. Terra e água se fazem ao caminho, como elementos de uma nova vida que precisa morrer para nascer.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-113142102839510444?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/113142102839510444/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=113142102839510444' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113142102839510444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/113142102839510444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/11/orculo.html' title='Oráculo'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112952005433865352</id><published>2005-10-16T18:58:00.000-08:00</published><updated>2005-10-16T19:34:14.350-08:00</updated><title type='text'>...</title><content type='html'>&lt;div align="justify"&gt;neste mundo em que vivemos, de tudo se produz conseqüências, efeitos adversos e programados, na tentativa de intervir, de operar com sutileza e cuidado as palavras, a escuta, a interpretação, o bom uso da relação analítica entre os significantes do mundo subjetivo, significa interpelar a realidade psíquica, objetiva e circunstancial, os fenômenos do olhar, da escuta, do acolhimento, do retorno, da intencionalidade do ato, correspondem precisamente às experiências afetivas e culturais originárias da diferença, da distinção e dissociação de mundos, de sentidos e significados, representamos em idéias, imagens, símbolos e arte, tudo em busca de um cômodo, de um lugar, um espaço onde habite aquilo que nos anima, que nos faz levantar da cama e proceder todos os rituais da vida cotidiana, perda de contato e isolamento circunspectivo, elaboração de tese, teoria e prática de um ofício aprendido e depurado com muito sofrimento e trabalho...&lt;/div&gt;&lt;div align="center"&gt;* * * &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;fui chamado para assistir um julgamento um tanto diferente daqueles que estamos acostumados a assistir, pelo menos nos seriados da televisão estadunidense. posicionei-me ao fundo, numa cadeira de madeira, como fora designado por um ajudante. alguém sentava a meu lado, mas não me detive o suficiente para reparar-lhe a face ou qualquer detalhe significativo. [observava a agitação das pessoas no recinto, o grupamento de cadeiras, o palanque dos juízes]&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;o julgamento transcorria enquanto um certo incômodo não identificado tomava conta de minha atenção, transformando minhas mãos em instrumentos de inquietação e nervosismo.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;tudo se passava num imenso salão quadrangular, com piso de tábua corrida muito bem encerada. colunas de mármore infinitas tocavam os afrescos do teto arredondado, que procurava suavizar a atmosfera com pinturas de uma época perdida. [anjos e deuses da mitologia se agrupavam num céu azul claro com algumas nuvens brancas, que serviam de berços para os anjos e tronos para os deuses] inúmeras cadeiras se dispunham vários metros diante de mim e da cadeira a meu lado.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;esse espaço vazio entre eu e o público representado no julgamento, assim como a mulher que estava sendo julgada, materializava o distanciamento necessário para a execução de meu ofício.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;como disse, este julgamento em nada se assemelhava dos outros, sobretudo pela minha presença ali.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;a mulher permanecia em pé, silenciada pelas vozes do público e do juiz. ela estava exatamente no meio do retângulo reservado aos participantes do julgamento. [sua voz era ináudivel, enquanto gesticulava e parecia esbravejar injúrias a todos] &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma mesa enorme e suspensa pela autoridade judiciária, separava claramente quem punia de quem era punido. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;minha permanência até aquele momento se restringia a assistir mais um episódio do exercício da moral e da justição cristãs. contorcia-me na cadeira ao ver aproximar-se a declaração da sentença. a mulher erguia os braços e elevava a voz inutilmente, tentando impedir o procedimento.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;meu vizinho levanta-se e abre a porta enquanto o público se exalta e em alvoroço percorre o espaço entre nós. preocupo-me com minha segurança e levanto rapidamente. a mulher aparece diante de mim. seus olhos expressam medo, pavor mesmo do que pode lhe acontecer. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;somos transportados a um coliseu nunca vista. sua imensidão era tanta que nos era impossível observar as paredes, ou quaisquer limites entre o céu e a terra.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;uma luz âmbar dominava o espaço e dava aos moribundos um aspecto vivo alucinante.&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;pequenas ilhas agrupavam os corpos que permaneciam de pé, uns à procura dos outros. a aflição era grande e a mulher ainda segurava minha mão. libertei-me ao empurra-la no imenso vazio do coliseu. seu grito mudo ecoou no vácuo [e nos ouvidos dos outros sentenciados, que a olhavam com desdém] e seu corpo foi instantaneamente levado por nuvens de matéria decomposta [de ácido gaseificado]. &lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;seu horror só não parecia maior que daqueles que descobriram o impossível daquele lugar. como espectros mortalizados, seus olhos esbugalhados e corpos transparentes, cada um assumia a forma que lhera designada [uns agachados, outros em pé, outros ainda de joelho e aqueles curvados em prece].&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;meu ofício se limitava a executar o procedimento, mas minha obra excedia o regulamento enquanto me detia a reparar o horror daquele lugar [dando-lhe vida e objetividade no relato que apresento].&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112952005433865352?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112952005433865352/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112952005433865352' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112952005433865352'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112952005433865352'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/10/blog-post.html' title='...'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112892371279844405</id><published>2005-10-09T21:41:00.000-08:00</published><updated>2005-10-09T21:55:12.813-08:00</updated><title type='text'>Outubro</title><content type='html'>Apesar de ser o mês de aniversário do meu irmão, Outubro sempre mexe comigo. Não sei explicar claramente o efeito que sofro desse mês. A palavra em si mesma carrega um conteúdo cinzento, nublado. Talvez nem seja pela convenção em que vivemos, mas sim pelo ciclo que ela procura calcular. Medir tempo e espaço. Através e a partir de experiências e compromissos sociais. Controle sobre desejo e necessidades. Limites e transgressão.&lt;br /&gt;Como um amor de infância. Reencontrado em semblante. Num horizonte perdido em lágrimas e gozo. Uma existência interrompida. Um laço cortado. Um lugar escondido, esquecido em caixas e cartas abandonadas.&lt;br /&gt;Como uma paixão adolescente. Aspirada em instantes. Num caldo efervescente em borbulhas e respingos. Um desejo ansioso. Um rodeio medroso. Um tempo mordido, mastigado e vomitado em sarjetas escuras e calçadas estranhas.&lt;br /&gt;Como um carinho de jovens. Aflitos em toques e remédios. Num plano frágil e simbólico. Em pequenas rachaduras, fissuras entre mundos. Um suplício faltoso. Um olhar de relance. Um corpo e um espaço. Um pedaço de bolo.&lt;br /&gt;Lampejos e lembranças.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112892371279844405?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112892371279844405/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112892371279844405' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112892371279844405'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112892371279844405'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/10/outubro.html' title='Outubro'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112828608565570552</id><published>2005-10-02T12:17:00.000-08:00</published><updated>2005-10-02T12:48:05.663-08:00</updated><title type='text'>de vez em quando</title><content type='html'>eu sonho com praias inabitadas, onde o mar com suas ondas imensas domina a paisagem&lt;br /&gt;reparo nos corais que protegem a enseada e permitem que eu exista na areia pacífica&lt;br /&gt;caminho por desfiladeiros pontiagudos e flutuo de nuvem em nuvem em meditação&lt;br /&gt;choro com o tempo perdido em divagações inúteis e sem sentido&lt;br /&gt;sorrio tranqüilo quando acordo para um novo dia, lembrando dessas imagens oníricas&lt;br /&gt;caio na água agitada, procurando me encontrar, seguindo caminhos nunca trilhados&lt;br /&gt;adormeço com a luz acesa, a cara enfiada num texto copiado, as pernas cansadas&lt;br /&gt;reluto em levantar e torno a sonhar com ondas e paisagens familiares, com amigos e amores&lt;br /&gt;discuto comigo mesmo, brigo e luto com aquilo que me é estranho, inconsciente&lt;br /&gt;me vem à cabeça um sentido, uma porta, uma janela, abertas e fechadas, batem ao vento&lt;br /&gt;subo ao céu como quem morre, e repito a fala de um lugar desconhecido&lt;br /&gt;desço escadas até o porão de minha memória, evocando lembranças de criança&lt;br /&gt;fecho os olhos, esperando o primeiro raio de sol que surge lá de dentro, da superfície&lt;br /&gt;vislumbro um horizonte mais limpo, com menos casas, menos gente, menos morte&lt;br /&gt;me perco num infinito amanhecer de sonhos inacabados e desejos esburacados&lt;br /&gt;me encontro num atalho entre índice e ícone de avatares virtuais&lt;br /&gt;vejo o reflexo de meus pedaços nos cristais que brilham atrás do espelho&lt;br /&gt;quebro a cabeça em contas mirabolantes, concluo que nada sei, respeito alguma lei&lt;br /&gt;rompo com modelos e preconceitos, caio naquele refutado anseio de um dia melhor&lt;br /&gt;irrompo com gritos e sussurros, desconcerto as cordas e arranho as teclas&lt;br /&gt;grito e choro de dor, de saudade, de buraco crescente&lt;br /&gt;peido e arroto de tristeza e alegria vãs&lt;br /&gt;escorrego por entre os dedos do tempo e mato o ar, escapando da morte, no vácuo&lt;br /&gt;esbarro com alguém, comigo mesmo, que me tira, retira e reitera em meu sentido&lt;br /&gt;digo, calo, sinto, sento e levanto diante da tela límpida da noite escura&lt;br /&gt;imagino coisas, pessoas, sentidos e conexões guiadas, aleatório e mecânico&lt;br /&gt;repito e digo, um silêncio que me cala, me encara me desconcerta&lt;br /&gt;molho as plantas como quem ama, como quem morre e mata, assim, de um jeito doce&lt;br /&gt;preparo versos e lampejos, fragmentos e espaços entre azulejos&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112828608565570552?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112828608565570552/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112828608565570552' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112828608565570552'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112828608565570552'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/10/de-vez-em-quando.html' title='de vez em quando'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112744513098641597</id><published>2005-09-22T18:49:00.000-08:00</published><updated>2005-09-22T19:12:10.993-08:00</updated><title type='text'>Pousada</title><content type='html'>Refúgio para as almas desesperadas, em momentos de solidão e tédio infantil. Um lugar de pouso, de abrigo, onde as almas encontram repouso e continente para seus devaneios. Para chegar até ela é necessário atravessar florestas, rios, com suas águas caldalosas e negras, montanhas e lagos, com sua tranquilidade ambígua. Viagem entre mundos, quando se quer encontrar a pousada. Mas não qualquer pousada. E sim aquela de nossos devaneios vespertinos, no momento em que despertamos naquele lugar de descanso agitado das almas inquietas. Para essas pousadas, vamos sem compromisso, nem preocupação. Nossa ida é uma viagem em si mesma. Percorrer estradas e caminhos para acessar aquele campo da imaginação e da criação a partir da poesia que compõe a experiência de ser-em. Portanto, devir nessa pousada elementar, onde repousam lembranças e delírios, e acrescentar algumas pedras na estante. Retratos e símbolos de um tempo remoto, de outrora, de outra infância, aquela que não se esquece. Perturbamos esse estado de devaneio poético infantil ao entrarmos no mundo dos adultos, da metafísica particular da vida contemporânea. Buscamos, assim que podemos, novamente experimentar esse encontro repousante com a pousada que nos espera. Nos espera num tempo passado que é constantemente imaginado, não tanto no que deixou de ser, mas sim no que poderia ter sido. Afluentes que irrompem a terra e deslocam a construção para um terreno de segurança e continuidade. Espaço aberto para imaginar e criar situações as quais nem a memória, nem o corpo, experimentam fora do cosmos ao qual nos liga o devaneio. Na pousada encontramos extamente o espaço necessário para sonhar, mas não os pesadelos ou mistérios da interpretação da psicanálise. Aquele sonho que nos desperta para a poética da pousada que abriga nosso devaneio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112744513098641597?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112744513098641597/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112744513098641597' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112744513098641597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112744513098641597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/09/pousada.html' title='Pousada'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112647767660084063</id><published>2005-09-11T13:38:00.000-08:00</published><updated>2005-09-11T14:27:56.606-08:00</updated><title type='text'>Recado</title><content type='html'>uma cigarra grita lá fora, como prenúncio do verão que está para chegar&lt;br /&gt;o dia claro e ensolarado de domingo compõe a perfeita paisagem&lt;br /&gt;junto com o vento calmo e frio do inverno carioca&lt;br /&gt;estamos em um lugar, isso é certo&lt;br /&gt;durante um certo tempo, isso também nos é dado&lt;br /&gt;estamos, portanto, num tempo espaço definido por leis e processos&lt;br /&gt;alheios à vontade ou ao desejo, sistemas operacionais de controle e vigilância&lt;br /&gt;saber poder de práticas de dominação, que capturam o sujeito&lt;br /&gt;sua existência no ambiente e consequente interação com seus elementos&lt;br /&gt;uma realidade perdida e impraticável, suja em sua origem, de direito e moral&lt;br /&gt;linhas que separam campos e estradas, calçadas e viadutos&lt;br /&gt;edifícios, casas e vilas, repertório imaginário e fantástico de um mundo de outrora&lt;br /&gt;tempos e espaços passados, sonhados, imaginados com perfeição&lt;br /&gt;ajustada ao desejo e à incapacidade de auto crítica&lt;br /&gt;ver a si mesmo em relação com o outro e o mundo, antagonismo entre olhares&lt;br /&gt;disposição de espírito e desejo de diferenciação, pertencimento demarcado&lt;br /&gt;limitado por linhas de ação pertinentes ao quadro estrutural do olhar subjetivo&lt;br /&gt;figuração, metáfora, alegoria, aforisma&lt;br /&gt;nós que sustentam e fixam a linha entre tempo e espaços que nos constitui&lt;br /&gt;a palavra nos atravessa, nos antecede em sua gramática, sintaxe e pragmática&lt;br /&gt;suas mudanças e adaptações surgem de repente, quando de uma abertura&lt;br /&gt;de olhar e braços para a situação, ou fenômeno da relação tempo espaço&lt;br /&gt;que me remete diretamente à diferença entre útero e mundo&lt;br /&gt;entre o mundo aquático, escuro e quente do ventre materno&lt;br /&gt;e o mundo frio, asséptico e claro da realidade externa&lt;br /&gt;do nascimento em hospital, de cesariana para não sentir dor&lt;br /&gt;condição subjetiva desse processo de produção de olhares e estruturas singulares&lt;br /&gt;incapacidade de experimentar a dor, o sofrimento&lt;br /&gt;fuga em obsessões, fobias, quadros de ansiedade e depressão&lt;br /&gt;abuso de álcool e outras drogas, lícitas ou ilícitas&lt;br /&gt;vemos que os processos de subjetivação incidem diretamente sobre a saúde&lt;br /&gt;mental ou orgânica, é claro, pois são uma só coisa, um ser&lt;br /&gt;diferente do animal, que vive a plena racionalidade e integração sustentável com o meio&lt;br /&gt;o ser humano depende de sua irracionalidade para alavancar tais processos&lt;br /&gt;mexer com as rodas do sistema operacional&lt;br /&gt;rever pontos de ligação, de fixação, mudar de posição e ver de outros ângulos&lt;br /&gt;uma experiência única do fenômeno que se localiza num tempo espaço&lt;br /&gt;num dentro e fora sem fronteiras&lt;br /&gt;um grande fosso de onde sobem as labaredas e o o aço que constitui a palavra&lt;br /&gt;derretido e fundido, carrega significados e recordações, lembranças&lt;br /&gt;de um tempo espaço outro, deslocado, inserido num histórico banco de dados&lt;br /&gt;acordar outra vez, de novo e de novo, e outra vez ainda mais&lt;br /&gt;falar uma, duas, três vezes a mesma coisa, ou tudo diferente&lt;br /&gt;acordar para esta fala e o que ela carrega de significado e memória de um recado&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112647767660084063?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112647767660084063/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112647767660084063' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112647767660084063'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112647767660084063'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/09/recado.html' title='Recado'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112605442933408163</id><published>2005-09-06T16:17:00.000-08:00</published><updated>2005-09-06T16:53:49.340-08:00</updated><title type='text'>Substância</title><content type='html'>em todo fato, e ato, e palavra, e gesto há isso que podemos chamar de simbólico&lt;br /&gt;que nos atravessa com suas normas e leis, insípidas regras sociais e de conduta&lt;br /&gt;permanência absurda em um momento infinito de tristeza e lágrimas, choro e devaneio&lt;br /&gt;um presente nos é dado com a consciência disso que nos constitui enquanto seres&lt;br /&gt;vivos, vegetais, minerais, animais e humanos&lt;br /&gt;perdidos na selva de pedra e asfalto, tráfico e morte, trabalho e amor&lt;br /&gt;tal inscrição no simbólico nos permite acessar um mínimo do que é inconsciente&lt;br /&gt;determinado e determinante de circunstâncias repentinas e acontecimentos aleatórios&lt;br /&gt;uma tal inscrição é cultural e subjetiva com possibilidades infinitas de ampliação&lt;br /&gt;de escopos diferenciados, justificados e operantes em leis próprias da cultura&lt;br /&gt;da substância que nos entranha e mortifica nossa existência em pedaços e lampejos&lt;br /&gt;brilhos e azulejos marcados por essa fissura na barreira que nos protege&lt;br /&gt;como acesso direto e ilimitado à fonte disso que constitui a palavra e o enigma&lt;br /&gt;diferença entre sexos e hostilidade ao estranho&lt;br /&gt;tendência a fixar-se e enrigecer tecidos esquecidos no processo de inscrição&lt;br /&gt;a permanência e constância desses processos alimenta isso mesmo que dizemos&lt;br /&gt;a substância da palavra está deslocada em seu efeito enquanto símbolo ou metáfora&lt;br /&gt;de um sonho ou vislumbre ou delírio que nos seja dado&lt;br /&gt;porém manifesta e condensada naquilo que expressa&lt;br /&gt;afetos, sentimentos, percepções, pensamentos, humores, vontades e desejos&lt;br /&gt;falsas ligações e perda contínua de elementos essenciais para o contato&lt;br /&gt;entre eu e o mundo&lt;br /&gt;pontes circunstanciais e repentinas de tropeços e acertos de uma comédia romântica&lt;br /&gt;personificada em fatos reais e fictícios de uma mente sem lembranças&lt;br /&gt;um porvenir infindável e abertura de horizontes morfológicos e sintáticos&lt;br /&gt;prudência e ritmo, paciência e bom humor&lt;br /&gt;agressividade e temperança, resistência e força&lt;br /&gt;elementos organizativos de um sistema tradutor de signos e sinais culturais e linguísticos&lt;br /&gt;comportamentos e desvios de pensar próprios de cada época&lt;br /&gt;cada partido, cada partícula, que se mexe e transforma&lt;br /&gt;um ambiente em ecossistema&lt;br /&gt;um espaço em habitação&lt;br /&gt;um local em moradia&lt;br /&gt;uma caixa em recordação&lt;br /&gt;são muitas as maneiras de materializar tal substância da palavra&lt;br /&gt;em quadros e recintos dourados, cobertos de história e dilema&lt;br /&gt;em esculturas e corpos, danças e músicas&lt;br /&gt;ciência e arte em suas formas mais diversas e misturadas&lt;br /&gt;pois tudo é um só, ramificado em centenas de milhares de conexões&lt;br /&gt;de potenciais de ação que procuram loucamente por seus pares em forma de anacronismo&lt;br /&gt;pentagrama de oposições perfeitas e sistemáticas que incide sobre a decisão&lt;br /&gt;de si em relação ao outro mundo que te obriga a permanecer e sustentar teu lugar&lt;br /&gt;uma briga de interesses e poder pela palavra e certeza de saber que sua substância&lt;br /&gt;está bem guardada em fundos de petróleo e ouro, diamantes e pérolas&lt;br /&gt;contadas em velhas histórias as quais não escutamos mais&lt;br /&gt;um jogo rápido e violento de competição e progresso, ambição, vaidade&lt;br /&gt;pelo excesso de informação, de imagens e reportagens vinculadas&lt;br /&gt;formadores de opinião, entre meios de comunicação em massa e construção do mundo&lt;br /&gt;de um olhar sobre o mundo e si mesmo&lt;br /&gt;em relação aos outros ao mundo a si mesmo&lt;br /&gt;escapar das leis da física clássica, que nos rege até mesmo em pensamentos&lt;br /&gt;ação e reação por caos e relatividade&lt;br /&gt;mecânica por quântica&lt;br /&gt;explosiva por atômica&lt;br /&gt;explosões de significados e fissuras em novos cristais de porcelana intactos&lt;br /&gt;prontos a nascer e povoar a paisagem com seus lindos carros voadores&lt;br /&gt;cidades suspensas e subterrâneas, em céus e cavernas, sólido ou líqüido&lt;br /&gt;permanece a substância disso que ousamos chamar deum verso simbólico&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112605442933408163?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112605442933408163/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112605442933408163' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112605442933408163'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112605442933408163'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/09/substncia.html' title='Substância'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112396675858552668</id><published>2005-08-13T12:24:00.000-08:00</published><updated>2005-08-13T12:59:18.593-08:00</updated><title type='text'>sensação-percepção</title><content type='html'>naquilo que trafego, borda&lt;br /&gt;insuportável da ausência sua&lt;br /&gt;num tempo espaço infinito&lt;br /&gt;onde nem a lua se esconde&lt;br /&gt;e o anjo se revela a mim, limite&lt;br /&gt;da solidão profunda, infantil&lt;br /&gt;da completude imensa do amor&lt;br /&gt;sensação-percepção de horizontes&lt;br /&gt;linhas e volumes, formas e conteúdos&lt;br /&gt;peso e consistência, nas bordas&lt;br /&gt;do real, lá e aqui, na entrega e na dor&lt;br /&gt;na beleza da memória, fotos-palavras&lt;br /&gt;na sensação viva do reencontro&lt;br /&gt;do reconhecimento, palavras-gestos&lt;br /&gt;naquilo que chamo de limite&lt;a href="http://photos1.blogger.com/blogger/4197/809/1600/Lua%20e%20anjo.jpg"&gt;&lt;img style="FLOAT: left; MARGIN: 0px 10px 10px 0px; CURSOR: hand" alt="" src="http://photos1.blogger.com/blogger/4197/809/320/Lua%20e%20anjo.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;-horizonte&lt;br /&gt;navegamos e dançamos juntos&lt;br /&gt;em mares tempestuosos e calmos&lt;br /&gt;caminhamos, subimos e descemos&lt;br /&gt;dormimos e comemos, sorrimos&lt;br /&gt;abrimos caminhos e sentidos&lt;br /&gt;toques e olhares, beijos escondidos&lt;br /&gt;suores e lágrimas, peitos ardidos&lt;br /&gt;em chamas de um amor crescente&lt;br /&gt;de uma admiração mútua e apaixonamento&lt;br /&gt;surpresas e impulsos de almas expulsas&lt;br /&gt;de seus corpos, conversando&lt;br /&gt;em diálogos inauditos entre olhares&lt;br /&gt;nas bordas das ondas e desejos&lt;br /&gt;anseios e manifestações delirantes&lt;br /&gt;num ponto distante no céu&lt;br /&gt;entre a lua e seus olhares&lt;br /&gt;entre o espaço-mundo existente&lt;br /&gt;em nossos olhares-corpos-realidades&lt;br /&gt;prementes e dispostos&lt;br /&gt;ávidos e loucos, um pelo outro&lt;br /&gt;em cachos e chamas&lt;br /&gt;delírios e sambas, lapa e santa teresa&lt;br /&gt;e tantos outros trens por aí&lt;br /&gt;barcos a navegar&lt;br /&gt;carros a dirigir e praias a visitar&lt;br /&gt;acampar em diversos campos&lt;br /&gt;e sempre no mesmo horizonte-mar&lt;br /&gt;infinito do amor que sinto&lt;br /&gt;da gata que anseio dia-e-noite&lt;br /&gt;incompletas e ausentes&lt;br /&gt;de sentido e propósito&lt;br /&gt;sensação-percepção-delirante-amorosa&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112396675858552668?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112396675858552668/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112396675858552668' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112396675858552668'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112396675858552668'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/08/sensao-percepo.html' title='sensação-percepção'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112165120088520246</id><published>2005-07-17T17:16:00.000-08:00</published><updated>2005-07-17T17:55:32.776-08:00</updated><title type='text'>Amor e Dor.</title><content type='html'>Sobre isso que acontece com todos nós quando estamos apaixonados, envolvidos e seduzidos por um certo brilho no ar. O que conseguimos tirar, com um mínimo prazer em descarregar as forças internas, do meio e do outro que nos rodeia. Um mundo de fantasia e enigmático. Um labirinto de forças e vetores que conduzem o desejo no lastro do anonimato e da falta de sentido da vida. Uma barreira intransponível que separa-me do mundo e do outro, permitindo-me refletir e arranjar uma fluência com o outro que me constitui. Diferença e culpa. Raiva e simpatia. Quadro repleto de idéias e experiências, imagens recordadas, vozes escutadas, corpos tocados. O cheiro e o olhar daqueles que estão próximos. Demais para perceberem seus próprios enigmas. Descobrem-se frente à imagem absoluta da morte. Da ausência de sentido, do ganho de consciência da produção de pensamentos e comportamentos ditados por uma ordem mundial. Somos apenas joguetes mormente à condução de nossos próprios sentidos. Alienados em sintonia com satélites de informação, codificados e significados dentro de um sistema de signos e estruturas de subjetivação. Perto demais do vértice entre a realidade externa e interna. Um apêndice na gramática subjetiva, que reduz a experiência ao fenômeno de sua representação. &lt;br /&gt;As demandas de amor e de dor estão entrelaçadas neste sistema. Como binômio da experiência afetiva, amor e dor significam preto e branco em experiências visuais. A diferença e complementaridade típica dos sentimentos de prazer e desprazer. A economia desregula seus padrões de demanda, criando condições de impossibilidade no enlace entre sujeito e alteridade. A experiência da diferença é significada de inúmeras formas ao longo de nossa história, pelo menos ocidental. Essa diferença que se apresenta nos costumes, nas vestes, nos traços, na intensidade do olhar. Molécula do amor, do apaixonamento, do encantamento. Devaneio sobre esse momento em particular daquilo que chamo de nível de identificação, que variam de acordo com o segmento corporal. O que, por sua vez, determina um tipo de gozo, um circuito sintomático entre amor e dor, que os torna inseparáveis. Entrelaçamento de conexões e preconceitos que dificultam o gozo polimorfo. Aliás, se segmentarmos o gozo em suas formas, estaremos aí diante de um enigma, ou encruzilhada. Romântico, intenso, apaixonado, carinhoso, tenro, firme, gentil, seguro, etc. É, portanto, nessa trilha de palavras e conceitos baseados na experiência subjetiva do amor e da dor, que o enigma se apresenta de forma clara e perspicaz. Na própria linguagem, no discurso sobre as formas de gozo, que evidencia-se a ação da reflexão sobre a idéia representada daquela experiência primordial do vínculo antagônico entre eu e o outro. &lt;br /&gt;A - M - O - R - D - O - R - A - D - O - R - A - R - D - O - R - A - D - O - R - A - R&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112165120088520246?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112165120088520246/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112165120088520246' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112165120088520246'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112165120088520246'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/07/amor-e-dor.html' title='Amor e Dor.'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112140069681611155</id><published>2005-07-14T19:56:00.000-08:00</published><updated>2005-07-14T20:11:36.823-08:00</updated><title type='text'>Ressonância</title><content type='html'>O espaço aberto e escuro da noite abriga diferentes personagens em suas histórias particulares. &lt;br /&gt;O sujeito sozinho que caminha e fala sozinho. Repara as estrelas, sente a brisa fria do inverno, espanta-se com a grandeza do ambiente e emociona-se com a lua crescente brilhando no céu azul escuro.&lt;br /&gt;O cachorro que o acompanha, sente seu cheiro e lambe sua canela. Senta-se ao lado do sujeito, repara a noite, olha seu dono, levanta-se e caminha para deitar-se mas afastado. Respira profundamente, ao mesmo tempo que o sujeito acende um cigarro. &lt;br /&gt;O ponto laranja ilumina fragmentos do rosto e da mão dele. A fumaça desenha espíritos no vazio do espaço. Preenche seu interior e sai levada pelo vento até se dissiparem. &lt;br /&gt;Permanece em pé, apoiado sobre a perna esquerda. Braços cruzados e olhar distraído.&lt;br /&gt;Sente o passar do tempo e contempla a paisagem. &lt;br /&gt;De repente, escuta o assobio mágico do morcego. Seu som provoca vibrações nas árvores, na construção e no sujeito, que retornam ao animal em imagens e sensações.&lt;br /&gt;Sua plasticidade e leveza o levam pelo ar através da fumaça respirada pelo sujeito. Percebe o calor da chama e aproxima-se de maneira arrojada.&lt;br /&gt;O sujeito não se mexe, observando o balanço do animal e sua ousadia em busca de alimento. Reconhecimento acústico. Reverberações. Repercussões. Ressonância.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112140069681611155?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112140069681611155/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112140069681611155' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112140069681611155'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112140069681611155'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/07/ressonncia.html' title='Ressonância'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112079383265632229</id><published>2005-07-07T18:55:00.000-08:00</published><updated>2005-07-07T19:37:12.660-08:00</updated><title type='text'>Investimento</title><content type='html'>O que suscita a imagem e irrompe em ato&lt;br /&gt;energia suspensa, em anteparos virtuais&lt;br /&gt;conjugados numa só matéria, um só corpo&lt;br /&gt;uma direção e um objetivo&lt;br /&gt;perambular enquanto morto vivo&lt;br /&gt;vivendo de sonhos e fantasias&lt;br /&gt;ar que infla os peitos&lt;br /&gt;levanta as pernas e põe-se a correr&lt;br /&gt;nas orelhas de livros, em estantes&lt;br /&gt;de madeira tratada, largadas&lt;br /&gt;orientadas num sentido único&lt;br /&gt;atravessar a parede que se interpõe&lt;br /&gt;romper com os paradigmas daqueles que pensam&lt;br /&gt;que acreditam saber&lt;br /&gt;dominar algo que seja dito de uma consciência&lt;br /&gt;invadir a inconsciência, inconsistente relâmpago de fogo&lt;br /&gt;consome o ar e brilha no escuro da noite&lt;br /&gt;de um só movimento, transforma o ambiente&lt;br /&gt;ilumina o caminho daqueles que passam&lt;br /&gt;não sou um desses que deseja permanecer&lt;br /&gt;o rio é constante e ininterrupto&lt;br /&gt;basta acuidade suficiente para vê-lo&lt;br /&gt;límpido correr de águas&lt;br /&gt;pedras e seixos, cascalho e cachoeira&lt;br /&gt;ventos frios e nuvens de mosquito&lt;br /&gt;corridas e amor, experiências e vida&lt;br /&gt;corre água, corre&lt;br /&gt;leva contigo o investimento&lt;br /&gt;a fantasia do olhar&lt;br /&gt;a tristeza do pesar que reside em teu rosto&lt;br /&gt;choras à vontade, gritas pelas corredeiras&lt;br /&gt;ensurdece e amedronta&lt;br /&gt;vai água, doce queimada&lt;br /&gt;escorre lentamente&lt;br /&gt;pelas telhas e paredes de pau a pique&lt;br /&gt;de lama e bambu&lt;br /&gt;sente o cheiro da terra molhada&lt;br /&gt;a terra respira lentamente&lt;br /&gt;desconta em nós,&lt;br /&gt;o que desconfiamos&lt;br /&gt;de uma lembrança traumática&lt;br /&gt;de um sentimento de impotência&lt;br /&gt;investe de si mesma, água rás&lt;br /&gt;queima contigo os vermes do banheiro&lt;br /&gt;do baú de fotografias&lt;br /&gt;das lembranças escondidas&lt;br /&gt;no porão do esquecimento&lt;br /&gt;no correr dos dias lentos&lt;br /&gt;demorados, pesados, passados&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112079383265632229?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112079383265632229/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112079383265632229' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112079383265632229'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112079383265632229'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/07/investimento.html' title='Investimento'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112061700406342154</id><published>2005-07-05T18:04:00.000-08:00</published><updated>2005-07-05T18:30:04.070-08:00</updated><title type='text'>Sujeito barrado</title><content type='html'>A lógica lacaniana nos coloca o problema do recalcamento como significante de uma marca que opera sobre o sujeito uma barragem cultural e simbólica. &lt;br /&gt;O significante da lei, o nome-do-pai, elemento essencial para o entendimento da castração e sua influência sobre os processos psíquicos em diferentes estruturas diagnósticas. &lt;br /&gt;Certamente, a estrutura que se nos apresenta é a perversão. As modalidades de gozo transgridem sem reparar a lógica do recalcamento. Forma de expressão fetichista, na qual o sujeito barrado, em seu transbordamento desejante, rompe o contrato social através de atos e idéias perversas.&lt;br /&gt;Num mundo com limites cada vez mais tênues e práticas disciplinares de controle sutis e vigilantes daquilo que, de alguma forma, se mantém no laço social. Inscrição necessária para a própria elaboração do problema. Exercício de dominação através de processos culturais de exclusão e seleção de perfis psicossociais.&lt;br /&gt;Homogeneização da população, após Foucault e Derrida, que tão bem descreveram a função dos mecanismos de poder-saber envolvidos no processo de subjetivação e construção sócio-histórica de sujeitos e normas culturais.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112061700406342154?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112061700406342154/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112061700406342154' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112061700406342154'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112061700406342154'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/07/sujeito-barrado.html' title='Sujeito barrado'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-112009206249212688</id><published>2005-06-29T16:33:00.000-08:00</published><updated>2005-06-29T16:43:40.296-08:00</updated><title type='text'>Distância</title><content type='html'>Os momentos se alongam, extendem-se, detêm-se, preenchem um tempo espaço subjetivo.&lt;br /&gt;Momentos irreais, fantásticos e apaixonados.&lt;br /&gt;Quebra do espelho, descobrimento da falta, transbordamento do desejo. &lt;br /&gt;Molduras, frames descolados, deslocados, fragmentados. &lt;br /&gt;Composição de uma estrutura subjetiva em constante processo de produção.&lt;br /&gt;Jogo de palavras, de ciladas, armadilhas vindas do pensamento.&lt;br /&gt;Enfraquecimento do sensório em detrimento do cognitivo.&lt;br /&gt;Capacidades e habilidades necessárias para funcionar na máquina social. &lt;br /&gt;Que se torna o sujeito, em intrínsecas ligações com o território em que vive.&lt;br /&gt;Perspectivas alucinadas, barreiras intransponíveis.&lt;br /&gt;Soluções fantasmagóricas, repletas de simbolismo e agressividade.&lt;br /&gt;Explosão, implosão. &lt;br /&gt;Sistemas alienados, perplexos diante da complexidade.&lt;br /&gt;Sem método, alheios às práticas de dominação e exercício do poder.&lt;br /&gt;Inconscientes, inconsistentes, processos de significação do mundo e do sujeito.&lt;br /&gt;Buraco inalienável.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-112009206249212688?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/112009206249212688/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=112009206249212688' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112009206249212688'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/112009206249212688'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/06/distncia.html' title='Distância'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111863318351034239</id><published>2005-06-12T18:53:00.000-08:00</published><updated>2005-06-12T19:26:23.516-08:00</updated><title type='text'>Entre olhares</title><content type='html'>Aqui estou novamente após longo período de reclusão e dedicação às coisas práticas da vida como trabalho e estudo. São tantas as idéias que tenho para esse espaço que por várias vezes me vi impotente diante da tela e do teclado. Agora, busco uma volta ao redor dessas idéias, para dialogar com um possível leitor sobre a singularidade do olhar. &lt;br /&gt;Para muitos olhar significa contemplar por alguns instantes um acontecimento ou um objeto que atrai a atenção. Sem interesse, nem resistência, ele se esvai. Sendo assim caracterizado como uma função menor do ato de ver. Porém, se há algo de uma diferença entre olhar, enxergar e ver, este reside na interpretação pessoal das palavras que constrôem a gramática do sujeito.&lt;br /&gt;Minha intenção é tão-somente a de levantar questões sobre a função do olhar e seus efeitos sobre o sujeito. Tarefa, diga-se de passagem, tão árdua quanto diferenciar as palavras citadas acima. Mas, procurarei colocar minhas questões e torcer para que minhas palavras incidam sobre o leitor de maneira a recolocar o problema do olhar.&lt;br /&gt;Digo problema uma vez que olhar desperta conceitos, idéias e juízos ligados aos primórdios da vida subjetiva. O primeiro contato entre duas pessoas se dá no olhar. Neste relance de corpos e histórias singulares. Olhar, nesse sentido, ultrapassa os arredores da gramática simplificada de nossas palavras. Olhar, portanto, define uma posição, uma falta e um desejo. &lt;br /&gt;Claro está que olhar prediz interação, mesmo que fugaz, entre dois sujeitos. Pois aí habita a particularidade do olhar que trato nessas palavras. Primeiro contato entre duas pessoas, última lembrança de um enlace pueril, olhar nos remete à base de nossa história, assim como interage nossos corpos com outros corpos. Olhar dessa forma quer dizer estabelecer contato. Uma ligação, mesmo que rápida e incerta, entre duas histórias e dois corpos.&lt;br /&gt;No decorrer de nossa formação, estruturamos caminhos e pontos de referência aos quais reportamo-nos em caso de atrito e confluência de desejos. Estabelecemos uma posição, suscinta e ineficaz diante da falta e da distância entre corpos. Mesma falta que precipita o desejo e coloca novamente o problema do olhar. Olhamos enquanto seres partidos, esburacados e fixados em modos ancestrais de operar a relação com o real.&lt;br /&gt;Diálogo de fantasias, olhar traz consigo lembranças e expectativas. Olhar o outro é, em certa medida, olhar a si mesmo. Reparamos naquilo que admitimos como possível, ignorando tudo aquilo que não seja familiar. Ir contra esse movimento é tarefa árdua que pode ser trabalhada em análise ou em outra forma de auto conhecimento. Olhar desperta paixões e temores guardados nos confins de nossas histórias.&lt;br /&gt;Muitas patologias encontram no olhar, ou na ausência dele, sua base explicativa. Portanto, olhar é primordial para a vida, tanto quanto comer ou dormir. Olhar significa estar aberto para o mundo e suas vicissitudes. Suportar a distância e a ausência de sentido predeterminado da vida, são funções construídas no olhar entre dois sujeitos.&lt;br /&gt;É nesse encontro do olhar que deixo minhas marcas, minha presença-ausência de ser faltoso e desejante. Olhar é dirigir-se ao mundo, ao outro, ao desconhecido, ao além daquilo que conheço. Portanto, deixo aqui um olhar demorado e carinhoso para quem inclinou-se durante alguns instantes sobre minhas palavras.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111863318351034239?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111863318351034239/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111863318351034239' title='2 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111863318351034239'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111863318351034239'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/06/entre-olhares.html' title='Entre olhares'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111682647321471770</id><published>2005-05-22T21:02:00.000-08:00</published><updated>2005-05-22T21:34:33.216-08:00</updated><title type='text'>Uma carta</title><content type='html'>Sem fôlego, com a boca seca e o estômago cheio&lt;br /&gt;Respiro com dificuldades, sinto minha cabeça girar&lt;br /&gt;Procuro um foco, um ponto para me fixar&lt;br /&gt;Sinto vontade de vomitar&lt;br /&gt;Meus ouvidos estão plugados na espinha dorsal&lt;br /&gt;Não consigo evitar sentir espasmos e uma tonteira&lt;br /&gt;Náusea do mundo, da vontade de viver, uma agonia intensa&lt;br /&gt;Sorvi um último gole d'água, mais vomitaria&lt;br /&gt;Procurava uma carta, um retrato, um postal, um selo&lt;br /&gt;Escutava as tosses e as reclamações, uma vida desperdiçada&lt;br /&gt;Fruto de uma geração? Escolha subjetiva? Imposição sócio familiar?&lt;br /&gt;O que pensar? &lt;br /&gt;No envelope que contém esta carta, este retrato, esse selo&lt;br /&gt;Sua dimensão é mais ampla, tanto para conter o material do mundo&lt;br /&gt;dos sentimentos e dos gestos, quanto para servir de moldura, de borda&lt;br /&gt;possível dentro do impossível, vitorioso frente ao fracassso evidente&lt;br /&gt;Que sejas. &lt;br /&gt;Até a morte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111682647321471770?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111682647321471770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111682647321471770' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111682647321471770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111682647321471770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/05/uma-carta.html' title='Uma carta'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111605721060244731</id><published>2005-05-13T23:37:00.000-08:00</published><updated>2005-05-13T23:53:30.606-08:00</updated><title type='text'>Luzes</title><content type='html'>Por aí vou andando&lt;br /&gt;perambulando pelas ruas&lt;br /&gt;adivinhando pensamentos e&lt;br /&gt;intenções, vindas do céu&lt;br /&gt;dos corpos em chamas&lt;br /&gt;das vidas desperdiçadas&lt;br /&gt;das cabeças desregradas&lt;br /&gt;dos peitos dilacerados&lt;br /&gt;das almas perturbadas&lt;br /&gt;de um mundo refletido&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre as luzes se esconde&lt;br /&gt;a escuridão do real&lt;br /&gt;inegável alienação&lt;br /&gt;de si&lt;br /&gt;do outro&lt;br /&gt;do mundo&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do outro mundo&lt;br /&gt;do outro lado do muro&lt;br /&gt;presente em um olhar&lt;br /&gt;desapercebido de alguém&lt;br /&gt;encontrou seu outro lado&lt;br /&gt;refletido ao contrário&lt;br /&gt;ao inverso&lt;br /&gt;ao avesso&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De ponta cabeça&lt;br /&gt;perdidas no ar&lt;br /&gt;as luzes de um outro lar&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes que irrompem &lt;br /&gt;verde adentro&lt;br /&gt;azul acima&lt;br /&gt;marrom abaixo&lt;br /&gt;e todas as outras cores&lt;br /&gt;brilham umas&lt;br /&gt;outras mais intensas&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Luzes vindas das estrelas&lt;br /&gt;piscam sem parar&lt;br /&gt;rarefeitas pela distância&lt;br /&gt;pelo tempoespaço&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Viajando por aí&lt;br /&gt;observando o mundo&lt;br /&gt;a mim e ao outro&lt;br /&gt;perseguindo luzes&lt;br /&gt;de um alvorecer inesquecível&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pouco a pouco&lt;br /&gt;as estrelas somem&lt;br /&gt;os raios se alastram&lt;br /&gt;ocupando o tempoespaço&lt;br /&gt;desfazendo e fazendo&lt;br /&gt;fazendo e refazendo&lt;br /&gt;virando e revirando&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Numa elipse pisou&lt;br /&gt;lembrado como um breve balanço&lt;br /&gt;equilibrado num sistema&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111605721060244731?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111605721060244731/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111605721060244731' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111605721060244731'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111605721060244731'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/05/luzes.html' title='Luzes'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111587267712671202</id><published>2005-05-11T20:10:00.000-08:00</published><updated>2005-05-11T20:37:57.153-08:00</updated><title type='text'>Horizonte perfeito</title><content type='html'>Na cadência das águas ao longo do mar, os olhos iam de encontro àquela linha ameaçadora e, ao mesmo tempo, profundamente apaziguadora. Como um resquício do paraíso, um lugar imaginado para repousar e revigorar a alma. Ah, se tão-somente nos bastasse um mergulho para alcançar esta linha, poderíamos fitar o mundo apoiados no horizonte além mar. &lt;br /&gt;Um vôo e um assobiar de passarinhos, um vento frio e nuvens que circundam a montanha. Os últimos raios do sol deixam um rastro rosa claro na superfície opaca do céu branco acinzentado. Estava claro que passear no tempo sentado na linha do horizonte, observando atentamente o mundo e suas formas, era uma imagem esplêndida do desejo de isolamento. Percebendo ilhas de interação e o movimento contínuo da massa terrestre. Acompanhando o ciclo circadiano e as tempestades pelo mundo afora. Ciclones e tufões, maremotos, terremotos e terroristas. Tudo é real e ao vivo, transmitido via satélite ao redor do mundo. &lt;br /&gt;Tragédias humanas e dramas pessoais. Experiências traumáticas e cadeia de significantes. Lembranças e memória interagem na construção de uma presente significação do mundo e de suas intemperanças. &lt;br /&gt;Criando símbolos e desempenhando funções, ocupando espaços e remodelando a terra, o asfalto, o concreto. O bizarro.&lt;br /&gt;Clonando células e desenvolvendo terapias genéticas. Investigação minuciosa dos genes e do genoma humano. Intervenção antes do nascimento. Prevenções e tratamentos numéricos. Análise combinatória de variáveis genéticas e ambientais que caracterizam um comportamento inaceitável, ou transgressor no seio de uma sociedade.&lt;br /&gt;Pertencimento fechado a grupos e classes de indivíduos robotizados, adestrados ao trabalho ininterrupto, à dedicação total ao serviço da Lei, da ordem e do progresso.&lt;br /&gt;Ideais e sonhos partidos. Realidade nua e crua. &lt;br /&gt;Rações diárias de informação laboral. Conexão direta entre corpo e rede. Captação instantânea de dados e controle persecutório aos desviantes. A loucura está sendo domesticada e cada vez mais o potencial da genialidade disperso em grupos homogeneizados de atores. Máscaras para proteger a verdade subjetiva. Capa que acoberta um corpo nu, desprovido de defesas. Fantasia e desejo de conhecer. Poder avançar, caminhar sobre as águas até a linha do horizonte.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111587267712671202?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111587267712671202/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111587267712671202' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111587267712671202'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111587267712671202'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/05/horizonte-perfeito.html' title='Horizonte perfeito'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111531664651642954</id><published>2005-05-05T09:41:00.000-08:00</published><updated>2005-05-05T10:10:46.560-08:00</updated><title type='text'>Tudo é história</title><content type='html'>Durante minha vida inteira, mesmo que tão jovem em idade, persegui sonhos e fantasias de uma vida alegre, instigante e movimentada. Hoje, apesar de algumas realizações pessoais, para mim, vividas prematuramente, percebo a descontinuidade de meu caminho. Comecei inúmeros projetos, embarquei em diversas áreas, mas não me aprofundei em nada, não dei uma direção ao meu trabalho de crescimento pessoal e profissional. Minha vida interior parece ter pouco mudado nós últimos anos. &lt;br /&gt;Entretanto, percebo em outro ângulo meu processo de escolha e definição de objetivos. Muito mais reais e possíveis de serem atingidos. Um curso de aprendizado se seguiu e uma certa ordem pôde se estabelecer. Porém, agora, essa ordem não corresponde às necessidades internas de estipular outros objetivos e torná-los cada vez mais reais, realizáveis, realizados.&lt;br /&gt;Reparo em duas variáveis que influenciam em grande medida meu estado de alma. O primeiro e, creio, o mais importante é o tempo. O segundo, porém, tão importante quanto o primeiro, é o espaço. Tempo e espaço. Tempo espaço. Espaço tempo. Temporal. Espacial. Espaço temporal, temporal do espaço. O arranjo desses significantes se multiplicam a medida em que distinguo ações em minha ossada mortal e mal diagramada. Travo intenso contato com as paredes do mundo real, inverto a lógica do pensamento dualista e causal, reinvento fórmulas de pensar e experimentar a realidade e o mundo anímico. Alço vôo sem pensar na descida. Não tenho os pés no chão. Voando constantemente pelos céus de brigadeiro dos meus sonhos, corro o risco de adoentar-me, de contrair uma praga moderna. A mistura de ansiedade e angústia, depressão e euforia, disforia e distorção, impermanência e estranha certeza. Linguajar forasteiro e imaginação estrangeira. Passagem de momentos de extrema dúvida e sofrimento, outros de asoluta certeza e gozo impossível. &lt;br /&gt;Vejo portas e janelas se abrindo diariamente, mas meu tempo espaço interno não responde aos chamados do meio. Abrigo-me em casa e em redutos de amigos. Sinto pavor de multidões e prédios comerciais. A vida está na natureza e na fluidez da energia interpessoal. &lt;br /&gt;Raros são os momentos de paz e equilíbrio dentro de mim. Sinto-me como uma folha que cai de seu galho seco. Perambula pelo ar por alguns instantes. Simula uma parada no ar, um balanço rítmico acompanha o coração, as últimas batidas. Finalmente, cai ao chão, encosta sua matéria no piso da laje, afasta-se de sua origem. Nova realidade, lixo criado, recurso ensanguentado. Renovação da vida pela morte. Caos e destruição. Ordem e transformação.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ouvindo Gotan Project - La revancha del tango&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111531664651642954?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111531664651642954/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111531664651642954' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111531664651642954'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111531664651642954'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/05/tudo-histria.html' title='Tudo é história'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111448893074353893</id><published>2005-04-25T19:46:00.000-08:00</published><updated>2005-04-25T20:15:30.746-08:00</updated><title type='text'>Tanto tempo</title><content type='html'>Assim, leve e solto, o tempo passa e ao sujeito resta a escolha entre viver e viver. Como assim, viver? Ser no tempo, ser em intenção e engajamento, na erotização de idéias sublimadas. Cultura e vida em sociedade. Regras e valores compartilhados. Idéias sobre gênero, origem, experiência e existência. Fenômenos descritos, adscritos, prescritos por um suposto saber. Busca de títulos, aprofundamento de temas e estruturação de teoria. A lógica do saber institui-se sutilmente entre a construção da realidade subjetiva e a consciência da alteridade inexóravel do tempo. Conceito construído ao longo da estruturação social, com seus respectivos espaços e matérias, disciplinas e controle sob o mesmo teto. A diferença primordial do tempo subjetivo e do tempo cronológico se dá no próprio processo de estruturação de aspectos econômicos e dinâmicos do desejo subjetivo. A sociedade não é o reflexo do sujeito, ou do indivíduo. Este sim, muito mais suscetível à mudança que o meio, o sujeito estabelece defesas para se manter em equilíbrio com este outro. Um brinquedo, um brincar, um olhar, um trabalho, um objetivo. Um outro objetivo e onipresente. Perpétuo diálogo entre desejo e realidade. Ganhos e perdas. Frustrações e alegrias. "Encantos e desencantos do meu caminho". Experiência e aprendizado, desenvolvimento e produção. Obra de um ser desejante, que parte da crise para estabelecer novas normas de funcionamento, aprimorando habilidades e esquecendo outras. Construindo sua rede de contatos, fixações, referências entre pontos da história do sujeito enquanto ser social e urbano. Urbi et orbi. Túneis e trens, carros apressados, ônibus à toda. Barulho e medicância, vadiagem e tráfico. Juventude e infância ameaçadas. Vida arriscada entre prédios e academis de ginástica. Restaurantes e lanchonetes. Longa linha de decadência e corrupção de um povo por si mesmo. Por ser seu próprio chefe, por não cobrir as necessidades mais básicas para o crescimento de um ser criativo e capaz de alterar a determinação da cronologia enquanto inevitável fracasso da vida em sociedade. Engajado e presente o sujeito procura seu espaço, talvez vital. Cria parâmetros para avaliar os riscos e administrar as relações de custo e benefício que estabalece com tudo aquilo ao seu redor. Cabe a ele, ao sujeito de seu desejo, estipular as regras do jogo com a realidade e agir a partir da intencionalidade do ato. Apreendendo o ambiente como outro sujeito passível de mudanças e tão distante quanto o nosso próprio corpo. Da alienação de si e do outro, para a consciência de seu íntimo envolvimento com o meio objeto brinquedo. &lt;br /&gt;Assim, leve e solto, tanto tempo é preciso para descrever sua condição inapreensível de uma realidade que dita as regras e nos coloca horários. Vida em sociedade, aqui vamos nós.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111448893074353893?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111448893074353893/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111448893074353893' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111448893074353893'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111448893074353893'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/tanto-tempo.html' title='Tanto tempo'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111435985526878832</id><published>2005-04-24T08:13:00.000-08:00</published><updated>2005-04-24T08:24:15.270-08:00</updated><title type='text'>A perder de vista</title><content type='html'>Lugares horizontais, linhas verticais, charada descarada, enigma em suspenso.&lt;br /&gt;Presas simples, compridas, afiadas. Horizontes a perder de vista, florestas cobertas de limo.&lt;br /&gt;Passos decididos, olhares compridos, respiração ofegante, limiar da consciência.&lt;br /&gt;Limites e fronteiras a perder de vista.&lt;br /&gt;Palavras perdidas no calabouço da memória, marcas de uma escolha inconsciente.&lt;br /&gt;Frases a perder de vista, experiência da presença viva do outro, um corpo, um olho.&lt;br /&gt;Sentimentos, pensamento e imaginação.&lt;br /&gt;Imagens torcidas, realidades distorcidas, verdades inauditas.&lt;br /&gt;Acordos e contratos, culpa e compromisso.&lt;br /&gt;Neurose e histeria coletivas. Psicose e esquizofrenia sociais.&lt;br /&gt;Perambulo entre linhas e espaços, dedicatórias e lembretes, avisos e tarefas.&lt;br /&gt;Linha mágica do tempo espaço, circunscrevendo histórias e desejos.&lt;br /&gt;Lembranças e recordações de uma vida passada ao relento da madrugada estrelada.&lt;br /&gt;Vento e chuva, assoalho molhado, pingos do teto, suor escorrendo nos olhos.&lt;br /&gt;Sobra de pão, presunto e queijo. Vinho quente e chão encharcado.&lt;br /&gt;Janelas e portas entreabertas.&lt;br /&gt;Fogo e água em eterna batalha queimam aqui dentro, perto do estômago.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111435985526878832?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111435985526878832/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111435985526878832' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111435985526878832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111435985526878832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/perder-de-vista.html' title='A perder de vista'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111360966519668672</id><published>2005-04-15T15:28:00.000-08:00</published><updated>2005-04-15T16:15:25.353-08:00</updated><title type='text'>Caminhar junto</title><content type='html'>Talvez a forma mais precisa de arrematar as palavras no sentido de uma síntese e uma atualização constantes seja explorar um assunto de maneira simples e direta, preservando o objetivo e aprimorando o subjetivo. Num eterno diálogo de criação de uma linguagem universal e uma particular. Uma palavra e uma escuta que dependem do posicionamento no mundo, de um pertencimento ao movimento que nos cerca. Percepção e sensível em paradoxo, em perpétua organização de modos de ser. Mundos-imagem, representação e empírico hipertrofiados impedem o contato com o tempo subjetivo, com a presença viva do outro. Num simples caminhar junto.&lt;br /&gt;Momento em que nos deparamos com uma situação análoga, porém banal e desprovida de uma leitura mais profunda. Quando olhamos mais de perto o caminhar e o vínculo entre corpos-almas que aí se estabelece, atentamos num primeiro e sucinto olhar, para a tensão como efeito do próprio vínculo, da dependência do outro e da relutante entrega ao impossível da relacão sexual.&lt;br /&gt;Recalque e identificação funcionam na mesma medida, enquanto interagem para manter o ser ligado ao mundo, aos seus conceitos e valores, regras e ditames morais. Porém, num caminhar junto todas as regras e crenças parecem cair diante do real do contato, do encontro entre corpos-almas. Este vínculo se estabelece sobre diferentes parâmetros de subjetivação, ou seja, sobre diferentes estruturas de funcionamento dos aparelhos psíquico e somático, acoplando-se em sintonia com um sintoma e uma potência, um campo de força.&lt;br /&gt;Num caminhar junto sentimos este campo de força atuante e oscilando entre passos compartilhados. Caminhar junto significa entrelaçar-se num movimento mútuo de aproximação e distanciamento, permitindo a escolha individual, mas preservando o laço. Não porque ambos queiram atingir a mesma meta, chegar no mesmo ponto. Fato talvez de extrema importância para um caminhar junto saudável e interessante. Mas sim pelo balanço que nos leva a manter o contato, a aprofundar o vínculo, a estabelecer uma relação de confiança. Porém, não discuto generalidades, falo tão-somente daquilo que me afeta da presença viva do outro. Falo de minha relação com o mundo, com as pessoas, os conceitos e os valores que me são impostos.&lt;br /&gt;Tento escolher caminhar junto com minha vida, como companheira e fonte de minha sinergia com o mundo e com os viventes. Me ligo de maneira transparente e respeito a decisão individual, estou certo da prevalência do ponto de vista egocêntrico e frágil de nossa estrutura neurótica.&lt;br /&gt;Por isso, caminhar junto contempla a dimensão do sintoma e, ao mesmo tempo, a potência de criação típica do acontecimento, quando passamos do virtual do empírico para o real do sensível.&lt;br /&gt;Neste caminhar junto, dois corpos discutem e se afagam, trocam informações e experiências ancestrais. Todo o repertório de respostas é acionado para uma interação íntima e para a presença no mundo ao lado de outro ser. &lt;br /&gt;Ser e estar, portanto, interagem nesse momento único de caminhar junto. &lt;br /&gt;ser quem és,&lt;br /&gt;estar com quem queres,&lt;br /&gt;ser entre outros,&lt;br /&gt;estar com outros,&lt;br /&gt;ser um só e ser igual,&lt;br /&gt;estar só e estar com alguém,&lt;br /&gt;ser muitos e poucos&lt;br /&gt;estar com muitos e poucos,&lt;br /&gt;ser e estar onde queres,&lt;br /&gt;estar e ser quem és,&lt;br /&gt;quando queres,&lt;br /&gt;quando sonhes,&lt;br /&gt;quando desejes,&lt;br /&gt;quando morreres ou nasceres,&lt;br /&gt;seres&lt;br /&gt;serestar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111360966519668672?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111360966519668672/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111360966519668672' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111360966519668672'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111360966519668672'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/caminhar-junto.html' title='Caminhar junto'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111336334247576018</id><published>2005-04-12T19:28:00.000-08:00</published><updated>2005-04-12T19:35:42.476-08:00</updated><title type='text'>A memoria e fisica</title><content type='html'>Tudo aquilo que constitui nossa memória parte de uma experiência física, de uma marca no corpo, na matéria do fenômeno. Isso que chamamos de energia, libido, espírito e alma é a conjugação do corpo no tempo espaço de suas experiências sensório psíquicas e, portanto, afetivas. O encadeamento de idéias e significados atribuídos substitui e reverte o efeito da imagem sobre a letra. Um correspondente psíquico estabelece uma conexão com o fato real e permite o escoamento de energia. Uma história contada para dar conta da dor e da perda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111336334247576018?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111336334247576018/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111336334247576018' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111336334247576018'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111336334247576018'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/memoria-e-fisica.html' title='A memoria e fisica'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111302147924392649</id><published>2005-04-08T20:22:00.000-08:00</published><updated>2005-04-08T20:37:59.243-08:00</updated><title type='text'>Fantasia e sonhos</title><content type='html'>De repente, me vejo diante de minha própria imagem. Refletida no vidro de um prédio imenso. Reparo meus movimentos, meu ritmo, meu balanço. Noto como os braços se mexem e como nas pernas me apoio, flexionando-as contra o caminho irregular. Percebo pequenos detalhes, para a grande maioria, despercebidos, às vezes enaltecido.&lt;br /&gt;Olho-me nos olhos, tento perceber a intensidade de meu olhar, procuro por meu corpo uma ilha de tensão e acúmulo de energia. Reviro estômago e vísceras em busca de um ponto singular, único. Vejo fios correndo ao redor do corpo, esticando-se, estirando-se. Perdendo-se no horizonte de fantasia e sonhos.&lt;br /&gt;Antecipo alguns passos, antevejo situações e acontecimentos. Não me permito respirar o presente inaudito, a ausência da palavra morta no virtual desta tela. Estou um passo adiante, um passo atrás. Num contínuo vai e vem de ondas celestiais, as quais não nomeio por humildade e consciência de minha imaturidade.&lt;br /&gt;Repúdio, ódio, esperança e carinho. Mistura humana de uma experiência vivida no presente conjugado de um verbo já escutado. Uma palavra que marca, num sentido e noutro. Numa direção e noutra. Placebo de efeito analítico, reposição de vitaminas.&lt;br /&gt;Respiração do vento da inspiração esquecida no formato antiquado de uma tela quadrada. Gozo do toque do mistério aquecido na pele coberta de suor quente e afoito.&lt;br /&gt;Em fantasia e sonhos percebo esse movimento de um olhar.&lt;br /&gt;Resplandece na esperança de um novo dia, de um eterno acordar.&lt;br /&gt;Recordar, relembrar, rememorar.&lt;br /&gt;Quebra de significados correntes e correntes de significados.&lt;br /&gt;Fragmentação do alienígena, alienação do fragmento.&lt;br /&gt;Sentidos, descaminhos, desparate apaixonado.&lt;br /&gt;Sôfrego balançar de olhos e bocas, corpos nus e almas dialogando.&lt;br /&gt;Esgotamento e saciedade.&lt;br /&gt;Pensamento e saudade.&lt;br /&gt;Beijo e abraço.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111302147924392649?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111302147924392649/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111302147924392649' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111302147924392649'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111302147924392649'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/fantasia-e-sonhos.html' title='Fantasia e sonhos'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111284726318806226</id><published>2005-04-06T19:59:00.000-08:00</published><updated>2005-04-06T20:14:23.190-08:00</updated><title type='text'>Lua que me consola</title><content type='html'>Nesta noite solitária encontro na lua consolo para minha dor.&lt;br /&gt;Sofro aos poucos, como veneno ao longo dos anos.&lt;br /&gt;Vivo com medo, inseguro e descontrolado.&lt;br /&gt;Passo pelos cantos da vida, esgueirando meu sinal.&lt;br /&gt;Perco horas, dias, semanas, meses e anos.&lt;br /&gt;Repetindo, correndo atrás das mesmas coisas.&lt;br /&gt;Coisas imaginadas, desejadas, perdidas.&lt;br /&gt;A falta precipita o desejo de criar um outro mundo.&lt;br /&gt;Possível ao olhar, ao gosto e ao toque.&lt;br /&gt;Realização da clivagem frente aos limites do real.&lt;br /&gt;Perturbação e percepção distorcida.&lt;br /&gt;Elementos inconscientes e desagradáveis.&lt;br /&gt;Sonhos entrecortados e pedaços de colchas.&lt;br /&gt;Girassóis e rosas, tulipas e hortências.&lt;br /&gt;Borboletas, cigarras, calangos e lagartos.&lt;br /&gt;Raiar infinito de uma estrela.&lt;br /&gt;Procura de sentido para a vida. Trabalhe.&lt;br /&gt;Escuridão da memória, inconstante aprendizado.&lt;br /&gt;Estrelas cintilam e dançam ao ritmo do espaço ilimitado do universo.&lt;br /&gt;Deito-me nas bordas da lua.&lt;br /&gt;Espero chegar esse momento.&lt;br /&gt;De consolo e abrigo, paz para a alma.&lt;br /&gt;Descanso eterno de uma alma danada.&lt;br /&gt;A existir na falta, na borda, na fronteira.&lt;br /&gt;Na dúvida, no clamor, no sofrimento.&lt;br /&gt;Agarro-me às suas curvas, entrego-me a seu apoio.&lt;br /&gt;Respeito seu balanço, seu aconchego.&lt;br /&gt;Sinto o movimento tranquilo da brisa noturna.&lt;br /&gt;Interferências e pensamentos.&lt;br /&gt;Conteúdos, formas e linhas.&lt;br /&gt;Letras, imagens e sons.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111284726318806226?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111284726318806226/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111284726318806226' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111284726318806226'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111284726318806226'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/lua-que-me-consola.html' title='Lua que me consola'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111275975901821389</id><published>2005-04-05T19:44:00.000-08:00</published><updated>2005-04-05T19:55:59.020-08:00</updated><title type='text'>No limite da razão</title><content type='html'>Falo desses acontecimentos que não conseguimos explicar.&lt;br /&gt;De uma maneira de no mundo estar. Conectado e despojado.&lt;br /&gt;De um lance de olhar. Uma presença de espírito e captação.&lt;br /&gt;De sentidos e aberturas de discurso, de fala.&lt;br /&gt;De inspiração momentânea e passageira.&lt;br /&gt;Um leve rasteira, um tropeço no mundo das palavras.&lt;br /&gt;Sentimentos aprisionados, esperanças indeterminadas.&lt;br /&gt;Palavras, palavras e palavras.&lt;br /&gt;Sentido em si mesmas, dirigidas a um propósito.&lt;br /&gt;Propaganda, propagar, progredir, proferir, procurar.&lt;br /&gt;Busca incerta por um equilíbrio no fio da vida.&lt;br /&gt;Caminhar sozinho na beirada da falta, compondo um quadro.&lt;br /&gt;Escrevendo um livro ou uma canção.&lt;br /&gt;Letras de um perdido amoroso, de um completo alienado.&lt;br /&gt;Encontro entre almas, diálogo de inconscientes.&lt;br /&gt;Corpos suados, cansados. Respiração calma e profunda.&lt;br /&gt;Paz de espírito e espírito de causa. E efeito.&lt;br /&gt;Ação e reação. Tristeza e alegria andam juntas.&lt;br /&gt;No limite da razão.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111275975901821389?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111275975901821389/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111275975901821389' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111275975901821389'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111275975901821389'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/04/no-limite-da-razo.html' title='No limite da razão'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111195990271368971</id><published>2005-03-27T11:11:00.000-09:00</published><updated>2005-03-27T12:48:56.036-09:00</updated><title type='text'>Felinos e sonhos</title><content type='html'>Olha-me desleixado, estica o corpo, range as articulações.&lt;br /&gt;Abre os olhos castanhos e reflete o mundo nas pálpebras.&lt;br /&gt;Agarra o tapete, estica mais um pouco, respira suave.&lt;br /&gt;Ergue a cabeça e repara no que acontece ao seu redor.&lt;br /&gt;Sente os movimentos e assume a melhor posição.&lt;br /&gt;Fita com interesse uma bola no chão. Pula e sacode.&lt;br /&gt;Fica em pé e brinca. Corre e saltita.&lt;br /&gt;Sua vida é impulso.&lt;br /&gt;Seu combustível o ar, a comida, o espaço, a convivência, o aprendizado.&lt;br /&gt;Escala rapidamente a parede e encara com doçura um interlocutor.&lt;br /&gt;Espalha o pêlo e esfrega a pele, a cabeça e os ouvidos.&lt;br /&gt;Contagia com a leveza, a calma e a sabedoria.&lt;br /&gt;Contorce o corpo em busca de carinho, de chamego.&lt;br /&gt;Sente o cheiro, fustiga-se com o odor, contamina-se de paixão.&lt;br /&gt;Levanta o rabo e estica as garras.&lt;br /&gt;Salta de um só vez no vazio da sala.&lt;br /&gt;Continua sem receios, por impulso, precipitação de desejo.&lt;br /&gt;Vai, desaparece, some de minha vista.&lt;br /&gt;Me deixa por instantes sozinho. Para depois reaparecer.&lt;br /&gt;Surgindo manhosa pelo chão e subindo o sofá com agilidade.&lt;br /&gt;Seu espírito é livre e conduz-se sem medo, sem freio, sem curva.&lt;br /&gt;Num mundo de sensações e sentidos puros.&lt;br /&gt;Onde não há a razão para explicar, ou as palavras para complicar.&lt;br /&gt;Só há sentimento, de pertencer e de ligar-se.&lt;br /&gt;Via físico e mental, amoroso e social.&lt;br /&gt;Numa colcha de retalhos, amarrada por fios de sonhos.&lt;br /&gt;Filamentos de tempos entre tempos.&lt;br /&gt;Dissonância entre vozes, diálogos entrecortados.&lt;br /&gt;Olhares correspondidos, laços estabelecidos.&lt;br /&gt;Desperta deste sonho entre felinos e comunica-lhe com clareza:&lt;br /&gt;Sois teu! Tens dúvida ainda?&lt;br /&gt;Onde guarda teu amor? Tua dor?&lt;br /&gt;Caminha comigo entre felinos e sonhos. Sonha comigo este sonho.&lt;br /&gt;Adormece ao meu lado e desperta-me com carinho.&lt;br /&gt;Arranha levemente minha pele e me faz sentir o mundo.&lt;br /&gt;A pulsação da terra.&lt;br /&gt;Coloca teu peito no meu e escutemos os corações. Deixemos que conversem.&lt;br /&gt;Respiro profundamente. Sinto um ar diferente, a gravidade menos atuante.&lt;br /&gt;Sinto-me leve. Sinto-me vivo.&lt;br /&gt;Sinto o impulso, a precipitação de desejo, sensações e sentidos puros.&lt;br /&gt;Reflito em mim mesmo esse olhar profundo de felinos e sonhos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111195990271368971?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111195990271368971/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111195990271368971' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111195990271368971'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111195990271368971'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/felinos-e-sonhos.html' title='Felinos e sonhos'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111186996382934594</id><published>2005-03-26T11:34:00.000-09:00</published><updated>2005-03-26T11:46:03.833-09:00</updated><title type='text'>Imaginação e afeto</title><content type='html'>De onde surgem essas imagens, paisagens de um sem nome de afetos e sentimentos?&lt;br /&gt;Para onde seguem tais imagens, tais sentimentos e afetos de um presente suspenso?&lt;br /&gt;Não logro encontrar respostas. Ao menos pistas, dicas, de um caminho possível.&lt;br /&gt;Por entre imaginação e afeto, palavras, símbolos, sinais e sintomas de um ser.&lt;br /&gt;Sensível por natureza, confuso pela lógica, enrolado na linguagem de um amanhecer infinito.&lt;br /&gt;Perplexo frente ao absurdo que é existir, pensar, sentir, sofrer e chorar.&lt;br /&gt;Lágrimas de uma morte anunciada, desejada, digna.&lt;br /&gt;Mar adentro, mundo adentro. De renúncias e medo. Horror diante do espelho, da miséria da vida sem movimento.&lt;br /&gt;Há sempre movimento. Nas palavras, no pensamento.&lt;br /&gt;Há sempre vida, mesmo na morte, na ode de um não existir, mais.&lt;br /&gt;Mais e mais. Desejo de morte, pulsão incontrolável, inominável, abominável, insustentável leveza de um ser denunciado.&lt;br /&gt;Estirpado de sua própria natureza, pela lógica da linguagem e das imagens.&lt;br /&gt;Imaginação e afeto conversam, dialogam no presente insandecido da paixão.&lt;br /&gt;Imagina, ação, afeto, afeito, afoito. Por um outro inigualável, indescritível.&lt;br /&gt;Soberba, lascívia.&lt;br /&gt;Permanentes imaginação e afeto. Interrupções de um discurso mutável, descontrolado.&lt;br /&gt;Fantasia e contato. Derme e intenção. Suor e lágrimas. Suspiros de um não saber.&lt;br /&gt;Desconhecer o conhecido, estranhar o familiar. Surpreender-se com o comum.&lt;br /&gt;Abalo sísmico de uma terra virgem. Intocada, selvagem, arredia ao controle.&lt;br /&gt;Vento e chuva, brisa suave de um dia sem horas. Brilho eterno de um amanhecer sem lembranças.&lt;br /&gt;Constantes imaginação e afeto, constróem um império de sentimentos e fantasias.&lt;br /&gt;Crepúsculos finais de uma tarde chuvosa.&lt;br /&gt;Conversa solitária entre almas à distância.&lt;br /&gt;"Aprende-se a chorar através de sorrisos".&lt;br /&gt;Mergulho mar adentro.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111186996382934594?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111186996382934594/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111186996382934594' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111186996382934594'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111186996382934594'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/imaginao-e-afeto.html' title='Imaginação e afeto'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111074962897541173</id><published>2005-03-13T12:14:00.000-09:00</published><updated>2005-03-13T12:33:48.980-09:00</updated><title type='text'>Mulheres e mistérios</title><content type='html'>Cada pessoa, seja homem ou mulher, é um enigma em particular. Existem, por conseguinte, infinitas tentativas de dar forma a esse mistério da existência humana. Literatura, música, pintura, escultura, nossa! quanta coisa o ser humano constrói, transforma, inventa, cria, para ensaiar uma resposta a suas perguntas e devaneios.&lt;br /&gt;Porém, a primeira e inegável diferença que marca a existência humana é o sexo. Tal diferença, contudo, sofre mudanças de acordo com a cultura e o tempo sócio histórico.&lt;br /&gt;No entanto, ela existe de maneira intocável ao longo de toda história da humanidade. Aos homens uns papéis, umas possibilidades, oportunidades. Para as mulheres outros papéis, outras oportunidades, possibilidades, aberturas para existir.&lt;br /&gt;Atualmente, as fronteiras estão cada vez mais diluídas. Os limites entre os sexos se estreitaram e continuam se estreitando conforme a sociedade estabelece novos parâmetros, ou modalidades de gozo. Já não existem papéis tão claros, distintos com clareza. Hoje, existir é uma questão (de) capital, se é que você me entende. É claro, entretanto, que o capital equivale ao poder, ao saber. Dessa forma, o sexo se torna uma questão de poder-saber-capital sobre si mesmo e o outro.&lt;br /&gt;Para este autor que lhes escreve, o ser humano existe articulado, necessariamente, ao sexo que lhe constitui. Portanto, para este homem que lhes fala, a mulher é a personificação do mistério de existir. Existir no silêncio, no fala, na presença, na ausência.&lt;br /&gt;A mulher é o código do qual surge todas as modalidades de gozo possível. Assim, sua manifestação enquanto fenômeno social e subjetivo, permanece um mistério, um enigma, capaz de enrolar o homem no mais denso emaranhado de nós e laços.&lt;br /&gt;Mulheres e mistérios são sinônimos e figuras de uma existência marcada pela falta, pelo vazio. Sem ilusão de resolver qualquer mistério, o homem procura, desbrava, desmata, mata, sempre em busca de alguma metáfora possível para esse mistério que é a mulher.&lt;br /&gt;Mulheres e mistérios, esfinges e pirâmides. Construções, formas, figuras e mitos.&lt;br /&gt;Diferença entre sexos, entre existências em uma mesma falta. Olhares atravessados, corpos dialogando, bocas se tocando. Respiração de um existir solícito por novas formas de gozo.&lt;br /&gt;Portanto, vivamos a falta, investiguemos essas modalidades de gozo, de existir na diferença essencial entre os sexos. Beijos a todos. Que Vênus os abençoe.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111074962897541173?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111074962897541173/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111074962897541173' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111074962897541173'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111074962897541173'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/mulheres-e-mistrios.html' title='Mulheres e mistérios'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111043104858522804</id><published>2005-03-09T19:19:00.000-09:00</published><updated>2005-03-09T20:05:41.326-09:00</updated><title type='text'>Tactum citurnum</title><content type='html'>&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;o que é isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;que é isso? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;que é? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem é? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem bate?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem clama?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem chora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem reclama?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se espanta?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se enamora?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se lembra?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se recorda?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem quer recordar?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se importa?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem sente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem se sente?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem respira?&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quem é? &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;tempo, espaço, pessoa&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;lugar, momento, companhia&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;sentimento, pensamento, atitude&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;idéia, frase, provérbio&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;letra, imagem, som&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;amor, amizade, carinho&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;cuidado, disposição, compreensão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;respeito, reflexão, reflexo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;permanência, saída, exclusão&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;preconceito, conceito, valor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;religião, dogma, ideal&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;paixão, fissura, acidente&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;praia, serra, chapada&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;fogo, ar, água, terra&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;quatro elementos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;de uma frase conceituada no quebradiço telhado da decomposição humana&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;luxúria, desperdício, corrupção&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;intriga, mentira, ira&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;sobretudo paixão descontrolada errando pelo sótão de um cérebro atônito&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;as perspectivas se abrem os horizontes se estreitam num vai e vem suave&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;consomem-se horas e horas em discussões e interpelações de humor&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;intempestivo e incoerente, porém, organizado e docilmente construído&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;um arquipélago de acontecimentos, acidentes, arranjos e desarranjos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;melodias, dramas, comédias, óperas, trash, B, noir, avant garde, &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;ritmos e mensagens de um inconsciente coletivo formador de opinião pública&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;ditado pelo capital e pela ganância humana, tudo pelo lucro, pela barganha&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;talvez por isso os covardes não ocupem o lugar da análise&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;interdependências múltiplas confluem na construção de um outro repertório&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;dimensões e capacidade únicas capazes de transformar a comunicação&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;aperfeiçoamento das técnicas laboratoriais e perícias de campo&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;investigação inescrupulosa de todas as nossas vidas, nossas ações, nossos erros&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;porém, a cidadania representa o reflexo atravessado pela falta do outro&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;suficiente bom, suficiente seguro, inseguro, ausência e permanência, movimento&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;pulsão de um ritmo lunar, astral, individual, familiar, geracional&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;passagem de um ritmo pulsante no coração, nas vísceras, nos bagos&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;en los cojones si lo dicho correcto, não há mais limites ou fronteiras &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;entre eu e o outro existe, no fim, uma fronteira, um limite&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;um sem saída, mão única do divertimento humano em amar e ser amado&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;brilho eterno, fotos e lembranças&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="color:#33ccff;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111043104858522804?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111043104858522804/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111043104858522804' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111043104858522804'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111043104858522804'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/tactum-citurnum.html' title='Tactum citurnum'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111016689031644397</id><published>2005-03-06T18:42:00.000-09:00</published><updated>2005-03-06T18:41:30.316-09:00</updated><title type='text'>Tragédia em um ato</title><content type='html'>Perdeu de vista aquela imagem que lhe parecia a mais bela sobre a terra. Experimentou um súbito surto de angústia e desespero, só, separado daquela criatura singular. Ao seu redor somente as árvores conversavam entre si, rangendo os galhos em abraços imensos, sorrindo ao sabor do vento em suas folhas. Árvores, corpos, onde a seiva corre por largos dutos, chegam em grande escala. Percorrem o subsolo, a superfície, o espaço.&lt;br /&gt;Sorrindo de sua própria condição, lograva encontrar novamente a imagem que lhe suscitou tanto desejo e paixão. Sabia, no entanto, que não a teria outra vez, permaneceria como imagem, lembrança. Perdido, não querendo acreditar, pôs-se a correr por entre os bosques de árvores que conversavam eternamente. Rompendo com as fardas, com os botões e fitas, corria em busca do belo, da perfeição. A imortalidade nada significa para quem olha e procura o belo, a perfeição. Este sabe que terá, algum dia, que morrer por aquilo que anseia.&lt;br /&gt;Exausto, repousa em raízes profundas, onde existem outros mundos. Mundos minúsculos e fantásticos. Sua cabeça lateja e o corpo pede por clemência. Seus olhos semi-cerram com as gotas de suor e lágrimas carregadas de ira e ódio.&lt;br /&gt;Sua cor era branca, pálida como cera. Porém, seu rosto despontava a vermelhidão do sangue lhe percorrendo os mesmos dutos daquelas árvores. Sentiu-se como parte daquela selva. Seu corpo, sua existência para além dos sentidos, sua razão e lógica individual, lhe haviam mostrado que o belo era a única busca satisfatória.&lt;br /&gt;Abriu levemente os olhos e percebeu que voltava de algum lugar. Outro lugar. Vinha de uma escuridão, de uma ausência. Permanecera nesse lugar, entre uma coisa e outra, nem acordado nem dormindo, num crepúsculo transcendental. À medida em que retornava ao mundo da luz e da imensidão, percebia que teria de continuar sua busca. Não poderia desistir. Sua luta seria perpétua, até a morte.&lt;br /&gt;Levantou o olhar para as copas das árvores que, nesse momento, cuidavam atentamente daquela pequena e frágil criatura. Suas raízes criaram proteção e alimento para a alma. Suas folhas acariciavam o vento numa melodia fenomenal.&lt;br /&gt;Ergueu o corpo, seguiu obstinado um caminho qualquer. Não tinha nada, exceto a lembrança sensível daquela imagem real e vívida da perfeição.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111016689031644397?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111016689031644397/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111016689031644397' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111016689031644397'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111016689031644397'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/tragdia-em-um-ato.html' title='Tragédia em um ato'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-111007724676626589</id><published>2005-03-05T17:37:00.000-09:00</published><updated>2005-03-05T17:47:26.766-09:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>procurava afoito  por um lugar para sentar&lt;br /&gt;minha respiração faltava, me deixando sem ar&lt;br /&gt;suava por dentro, transpirava odores de lembrança&lt;br /&gt;de sonho, de ideal buscado no tempo&lt;br /&gt;percorrendo as linhas do deserto, &lt;br /&gt;soprando junto com o vento,&lt;br /&gt;meus olhos captavam muito pouco&lt;br /&gt;de qualquer coisa&lt;br /&gt;um vôo, um assobio longínquo&lt;br /&gt;resplandece uma aurora mais no horizonte&lt;br /&gt;perco de vista os nós da terra&lt;br /&gt;soberbo céu, luz de amanhã&lt;br /&gt;de ontem, de morte&lt;br /&gt;de outro dia vivido na rua&lt;br /&gt;procurando árvores para me esconder&lt;br /&gt;me ajeitando entre um vento e outro&lt;br /&gt;sentindo o vazio no estômago, na memória&lt;br /&gt;vou, vou caminhar por aí&lt;br /&gt;entre o céu e a terra, firmando meus passos&lt;br /&gt;passando entre coisas, entre olhares&lt;br /&gt;entrando a cada intervalo, num intervalo e num intervalo&lt;br /&gt;melodia constante do tempo, tempo, tempo&lt;br /&gt;ressonância acústica que vibra meu corpoalma&lt;br /&gt;para sempre, estarei em contato com o mundo&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-111007724676626589?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/111007724676626589/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=111007724676626589' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111007724676626589'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/111007724676626589'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/procurava-afoito-por-um-lugar-para.html' title=''/><author><name>Anna</name><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://2.bp.blogspot.com/_0kfs0n6E9h0/SUBCAcyKEHI/AAAAAAAAARY/Dppdnj4ySc0/S220/DSC01812.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-110997568167487770</id><published>2005-03-04T13:35:00.000-09:00</published><updated>2005-03-05T13:49:36.443-09:00</updated><title type='text'>Inconstância</title><content type='html'>Sigo apostando, escolhendo caminhos, sentidos para minha vida.&lt;br /&gt;Arrisco-me nas letras, nas imagens e nos sons.&lt;br /&gt;Na dança, no teatro e nas performances.&lt;br /&gt;Sou inconstante, desvairado, sem rumo.&lt;br /&gt;Por isso paro nas estações de trem, do ano.&lt;br /&gt;Perco o ritmo do tempo ditado pela norma.&lt;br /&gt;Sou eu quem faz meu tempo.&lt;br /&gt;Sento por um instante na estação, espero chegar aquele veículo que me levará daqui.&lt;br /&gt;Reparo no vento que sopra docemente em meus ouvidos.&lt;br /&gt;O sol brilhando forte nos trilhos negros de óleo.&lt;br /&gt;Outros corpos, outras almas circulam na estação.&lt;br /&gt;Amigos, estranhos, conhecidos e esquecidos.&lt;br /&gt;São pessoas que esperam, que partem e que chegam.&lt;br /&gt;Seus trens têm hora marcada, cada qual com seu destino (se é que isso existe).&lt;br /&gt;O meu trem não sei quando chega, nem quando sai.&lt;br /&gt;Não tera hora marcada, nem previsão de chegada.&lt;br /&gt;Minha estação tem sempre uma lanchonete, em caso de esperas demoradas.&lt;br /&gt;Não perco tempo, tudo é positivo, tudo é aprendizado.&lt;br /&gt;Imagino sua última partida. Como chegou, como ficou a soar seu apito.&lt;br /&gt;Quanto demorou para partir e não voltar mais.&lt;br /&gt;Permaneci sentado no banco de madeira, todo marcado por lembranças, nomes e datas.&lt;br /&gt;Olhava o céu e sentia a força do dia em minha pele, em meu esqueleto.&lt;br /&gt;Passaram-se horas desde que partiu. Dias, semanas, meses e anos.&lt;br /&gt;Não esperava mais aquele trem. Não esperava nem que chegasse outro.&lt;br /&gt;Levantei-me fui lanchar. Engoli com sofreguidão o pedaço do mundo que me chegava.&lt;br /&gt;Escutei um ruído. Talvez fossem trilhos rangendo, rodas de aço cantando ao caminho.&lt;br /&gt;Um apito e uma chamada. Uma voz doce e um olhar suave em direção ao horizonte.&lt;br /&gt;Aquela estação não era mais minha.&lt;br /&gt;Outro trem que chegava, outra partida anunciada.&lt;br /&gt;E assim, na inconstância, continuei esperando sua chegada.&lt;br /&gt;Sabia no fundo que aquele trem não chegaria. Seria outro, um outro. Diferente.&lt;br /&gt;Sabia também que não devia esperar mais. Que o melhor seria partir.&lt;br /&gt;Ou, olhar para outro horizonte, para outras estações.&lt;br /&gt;Seguir outros trilhos e chegar onde nunca imaginei.&lt;br /&gt;Pensava, pensava, pensava...&lt;br /&gt;Lembrava de algumas palavras, de uns sorrisos e de muitos toques.&lt;br /&gt;Sabia que seria difícil partir. Mas tinha de faze-lo.&lt;br /&gt;Esperei tanto tempo, com tanto entusiasmo. Não podia deixar passar.&lt;br /&gt;O trem que vinha vindo não iria parar, só diminuir a velocidade para os mais corajosos.&lt;br /&gt;Percebi seu balanço, seu equilíbrio, e entrei num dos vagões.&lt;br /&gt;Não me lembro para onde estava indo, mas andávamos.&lt;br /&gt;Senti aquele antigo arrepio de adolescência. Um frio na espinha frente o perigo.&lt;br /&gt;Inconstante, toco fogo na lembrança e adormeço com a fumaça.&lt;br /&gt;Freia e range suas rodas. Diz-me onde estamos, se chegamos.&lt;br /&gt;Não me diz nada. Não sei.&lt;br /&gt;Sem saber, já estava fora, já havia descido, ou sido descido por alguém. Por um desconhecido.&lt;br /&gt;Olhei e vi minha estação com sua lanchonete antiquada.&lt;br /&gt;Café com biscoitos.&lt;br /&gt;Refeição mundana para um viramundo como eu.&lt;br /&gt;Sentei e refleti por uns instantes naquele local.&lt;br /&gt;Estava na minha estação. Estava de volta? Havia chegado? Havia partido?&lt;br /&gt;Não me interessava mais.&lt;br /&gt;Continuei por mais algum tempo a viajar naquele espaço sem tempo.&lt;br /&gt;Onde os três tempos conversam e trocam datas.&lt;br /&gt;Olhei o horizonte até cansar. Adormecido, lembrei: sou onde não estou.&lt;br /&gt;Abri os olhos e percebi que o trem não existia mais. Tinha de fazer outro.&lt;br /&gt;Não importava. Já tinha minha estação, minha lanchonete.&lt;br /&gt;Coloquei tudo na mala da memória e fui conhecer a cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-110997568167487770?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/110997568167487770/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=110997568167487770' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110997568167487770'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110997568167487770'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/inconstncia.html' title='Inconstância'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-110990946000972529</id><published>2005-03-03T19:11:00.000-09:00</published><updated>2005-03-03T19:11:00.010-09:00</updated><title type='text'>Pelas ruas e esquinas da cidade</title><content type='html'>Ando pelas ruas e esquinas da cidade, como Viramundo, encontrando gente, animal, vegetal e mineral. Penso nos desvios, nas curvas, no chão batido pelos pés de um corpo desviado, encurvado. O tempo passando, a chuva caindo e o vento soprando.&lt;br /&gt;Ando distraído, passo ruas, entradas e outros mundos. Ando cansado, pelas esquinas, ângulos fechados, abertos. Encontro de caminhos, escolha a ser feita.&lt;br /&gt;Prenuncio de mudança, de incerteza, de insegurança. Anuncio prévio do fracasso singular da existência no tempo espaço do presente.&lt;br /&gt;Perco o sentido, caminho sem direção pelas ruas e esquinas da cidade. Perco a identidade, o apreço, o endereço. Já não sei direito onde estou. Num mundo de histórias, contos e causos. Explosão de vozes sobre mim mesmo. Palavras e comentários de uma existência errante, errada.&lt;br /&gt;Componho junto com as ruas e esquinas da cidade. Percorro corredores, edifícios, pátios e jardins. Procuro um sentido para a vida, uma direção, um objetivo. Mas não adiante forçar a barra, nem engolir as exigências, tampouco respirar o mercado de trabalho.&lt;br /&gt;Excrementos de um percurso indefinido. Restos de uma letra apagada, de uma palavra esquecida. Um regojizo final pelas ruas e esquinas. De uma cidade cruel, amarga, rebelde. Ruas escuras, esquinas repletas de putas, cheiro de urina e corpos sonhando com uma vida melhor.&lt;br /&gt;Insatisfação, perturbação do desejo. Desalento, descrença, desapego. Apoio-me sobre um patamar de gesso e cimento. Uma caixa d'água, um reservatório inútil. Cresci em altos e baixos, lado a lado com a loucura, com o desvio, com o insólito.&lt;br /&gt;Discurso varrido para debaixo do tapete. Palavra esquecida de um amor impossível.&lt;br /&gt;Por que sofro por amor? O amor deveria me colocar radiante, ligado, em contato com o mundo, com o outro. Objeto de desejo, de satisfação, de entrega. Porém, de perda, de incerteza, de renúncia.&lt;br /&gt;Incapaz de escolher, de posicionar-me frente ao mundo, ao olhar do outro, retribuo com minha aspereza, solidão e tristeza.&lt;br /&gt;Caminho por entre prédios e casas antigas. Reparo nos traços, nas linhas, no volume, no peso das coisas. Escorrego entre olhares e bocas, famintos por contato, por filiação.&lt;br /&gt;Pelas ruas e esquinas da cidade, sigo o ritmo da minha alma, de meu corpo, de meu desejo. Desejo furado, esburacado, despedaçado. Arrebato a tristeza com força e violência. Espero encontrar-me pelas ruas e esquinas da cidade.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-110990946000972529?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/110990946000972529/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=110990946000972529' title='0 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110990946000972529'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110990946000972529'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/pelas-ruas-e-esquinas-da-cidade.html' title='Pelas ruas e esquinas da cidade'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-110965060329164654</id><published>2005-02-28T19:18:00.000-09:00</published><updated>2005-02-28T19:16:43.293-09:00</updated><title type='text'>Parati</title><content type='html'>Parati, como foram grandes as alegrias e intensos os sentimentos.&lt;br /&gt;Lembranças e recordações de excelentes momentos.&lt;br /&gt;Experiências e descobertas a cada passagem.&lt;br /&gt;Suas ruas empedradas e casas coloniais.&lt;br /&gt;Seu ar bucólico e calmo contrasta com o fervor e a paixão de suas águas.&lt;br /&gt;A calmaria da ribeira, com seu leve arrastar de pensamentos e dúvidas.&lt;br /&gt;Certeza, plenitude, clareza e objetividade.&lt;br /&gt;Um caminho entre caminhos, esquinas e rostos.&lt;br /&gt;Semblantes de um tempo indefinido, chamado presente.&lt;br /&gt;Convivendo com passado e futuro na mesma pele, na mesma alma.&lt;br /&gt;Sofre de amores, dores e perdas. Chora tuas lágrimas em tua grama morna.&lt;br /&gt;Escuta o balanço do vento nos coqueiros, o soar dos pássaros, das pessoas.&lt;br /&gt;Vive o presente que nos é dado.&lt;br /&gt;Um retorno e uma despedida.&lt;br /&gt;Uma procura e um encontro.&lt;br /&gt;Entre olhares e corpos. Lembranças tácteis, sonoras, olfativas.&lt;br /&gt;Sem aquele gosto, aquele rosto, aquelas pernas.&lt;br /&gt;Você.&lt;br /&gt;Parati escrevo uma pequena lembrança de um presente ofegante.&lt;br /&gt;Querias que estivesse comigo, que pudesse viver tudo aquilo.&lt;br /&gt;Mas sei que viveste e estiveste lá. Comprovara com o corpo e o espírito o ar.&lt;br /&gt;Um beijo parati.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-110965060329164654?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/110965060329164654/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=110965060329164654' title='3 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110965060329164654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110965060329164654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/03/parati.html' title='Parati'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-10454570.post-110884521376153840</id><published>2005-02-19T10:03:00.001-09:00</published><updated>2005-02-19T11:33:33.763-09:00</updated><title type='text'>Tristes amarras</title><content type='html'>"Nada é fixo para aquele que alternadamente pensa e sonha..."&lt;br /&gt;Essas tristes amarras que nos impedem de avançar e atingir nossos objetivos. Elas são tênues ou gritantes, clamam por resolução, dissolução. Namoros, beijos, encontros, casamentos, trabalho. Tudo, sem exceção, pode fazer parte constituinte dessas amarras.&lt;br /&gt;Grades, cordas e correntes. Peso, enfermidades, tristeza profunda e melancolia. Estados da alma que refletem nosso desejo de libertação, de conquista de um sonho. Sonho e ilusão, convivência pacífica no mundo da imagem e do ideal. Porém, desilusão e realidade, relação explosiva no mundo da linguagem e do capital.&lt;br /&gt;Gordos, magros, fenícios ou brasileiros. Todos sofrem e sonham e pensam em atingir objetivos, ultrapassar obstáculos e realizar um antigo sonho. Transmitido na voz daqueles que nos contam nossas histórias, que relatam nossa viagem. O outro através do qual existimos. Construção de caminhos singulares através da interpretação e tradução de vozes incessantes que nos dizem de nós mesmos. "Permanente retificação".&lt;br /&gt;Encontro de opostos, antagonismos conversam e lado a lado estabelecem formas de pensar e sonhar. Desconstrução de paredes, edifícios e arquipélagos de pensamentos e imaginação. Criação solta e descontínua de um olhar, abstrato, perdido, corrompido pelas tradições e contradições da cultura.&lt;br /&gt;Permanente mudança. Contradição semântica de uma vida baseada em sonhos e perdas. Tristes amarras que nos seguram e impedem que sigamos a corrente do rio. Soltemo-nos! Permitamos viver a intensidade do rio, de suas quedas e marasmos, da insegurança e da incerteza, da força e da vitalidade.&lt;br /&gt;Amarrarás, amarras, amarás, amara, amor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script src="http://widgets.technorati.com/t.js" type="text/javascript"&gt;&lt;/script&gt; &lt;div class="tr_embed_t_js"&gt; &lt;a href="http://technorati.com/blogs/talesnpoetry.blogspot.com?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_blog"&gt;Blog Information&lt;/a&gt; &lt;a href="http://technorati.com/profile/Marchesini08?sub=tr_embed_t_js" class="tr_embed_arg_username"&gt;Profile for Marchesini08&lt;/a&gt; &lt;/div&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/10454570-110884521376153840?l=talesnpoetry.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/feeds/110884521376153840/comments/default' title='Post Comments'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=10454570&amp;postID=110884521376153840' title='1 Comments'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110884521376153840'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/10454570/posts/default/110884521376153840'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://talesnpoetry.blogspot.com/2005/02/tristes-amarras.html' title='Tristes amarras'/><author><name>Gustavo Marchesini</name><uri>http://www.blogger.com/profile/01566363439762407904</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='24' src='http://1.bp.blogspot.com/_SjyW2H06fmQ/TRdYJ8PkdmI/AAAAAAAACLE/yX4ToisRrX4/S220/PB190167.JPG'/></author><thr:total>1</thr:total></entry></feed>
