Lugares horizontais, linhas verticais, charada descarada, enigma em suspenso.
Presas simples, compridas, afiadas. Horizontes a perder de vista, florestas cobertas de limo.
Passos decididos, olhares compridos, respiração ofegante, limiar da consciência.
Limites e fronteiras a perder de vista.
Palavras perdidas no calabouço da memória, marcas de uma escolha inconsciente.
Frases a perder de vista, experiência da presença viva do outro, um corpo, um olho.
Sentimentos, pensamento e imaginação.
Imagens torcidas, realidades distorcidas, verdades inauditas.
Acordos e contratos, culpa e compromisso.
Neurose e histeria coletivas. Psicose e esquizofrenia sociais.
Perambulo entre linhas e espaços, dedicatórias e lembretes, avisos e tarefas.
Linha mágica do tempo espaço, circunscrevendo histórias e desejos.
Lembranças e recordações de uma vida passada ao relento da madrugada estrelada.
Vento e chuva, assoalho molhado, pingos do teto, suor escorrendo nos olhos.
Sobra de pão, presunto e queijo. Vinho quente e chão encharcado.
Janelas e portas entreabertas.
Fogo e água em eterna batalha queimam aqui dentro, perto do estômago.
Sunday, April 24, 2005
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